Mapa Tátil Urbano no Complexo Universitário FMU

Procurar por uma rua, buscar um endereço, encontrar um hospital, chegar até a escola são situações bastante comuns para todos aqueles que vivem em ambientes urbanos.  Em princípio, uma forma de buscar essas informações é por meio do uso de mapas. Um mapa nada mais é do que a representação plana e reduzida de uma determinada superfície do território na maior parte das vezes impressa em papel e tinta. Eles existem em estações de metrô, algumas repartições públicas, escolas e bibliotecas, são vendidos em bancas de jornal em cidades grandes. E para quem não enxerga, onde esses mapas estão disponíveis? Para quem é cego ou deficiente visual, a realidade é outra. A busca pela informação é feita várias formas. É possível aprender sozinho a orientar-se e deslocar-se em cidades ou ainda por um conjunto de técnicas aprendidas, quando possível, em aulas de orientação e mobilidade urbana utilizando-se como apoio, de bengalas, cães guias e acompanhantes por exemplo. A leitura de sinalização urbana é impossível para cegos e bastante difícil para alguns tipos de deficiência visual.

Para o caso de ambientes internos a prédios públicos, por exemplo, a NBR9050 2004 recomenda a colocação de placas de sinalização tátil e de plantas que mostrem a localização de departamentos, setores, serviços do edifício que está sendo utilizado. Quando fora do edifício, nas ruas, informações referentes à cidade são inexistentes para 48% da população considerada deficiente visual. A análise realizada por meio da leitura da legislação nacional e internacional, associada aos estudos provenientes da parceria com as principais instituições que atendem Cegos e Deficientes Visuais (Fundação Dorina Nowill para Cegos e Instituto de Cegos Padre Chico) no Brasil, apontou para a inexistência de instrumentos pedagógicos adequados ao ensino de orientação urbana num primeiro momento e posteriormente, para a ausência de informações ou conteúdos referentes à confecção ou obrigatoriedade de colocação de mapas urbanos táteis em equipamentos públicos em instrumentos legais e jurídicos disponíveis para o atendimento de pessoas com deficiências.

Um mapa tátil urbano tem por objetivo oferecer aos Deficientes Visuais uma representação reduzida de um determinado recorte da superfície terrestre. Diferentemente dos mapas planos direcionados para a população vidente (impressos em papel em tinta, por exemplo), os mapas táteis são objetos tridimensionais que possibilitam o acesso às informações da cidade quanto à localização e distribuição no território de equipamentos públicos e de referenciais urbanos, quanto ao conhecimento espacial da área a ser percorrida à pé e quanto à escolha dos caminhos mais adequados para se chegar a um determinado local, por exemplo, ampliando seu nível de mobilidade e orientação urbana em igualdade de condições e informações em relação às demais pessoas.

Um dos protótipos de mapas táteis urbanos encontra-se na Estação Santa Cecília do Metrô. Vale à pena conhecer.

Mapa Tátil Urbano

Mapa Táil Urbano no Complexo Universitário FMU (Campus Liberdade)

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