Tudo depende de como você vê e entende as coisas

Fonte: Acesse Portal

Descrição da imagem #PracegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. Alguns livros estão sobrepostos em cima de uma mesa. Fim da descrição.
Arquiteta reflete sobre as formas de ver as coisas (Foto: Divulgação)

Por: Helena Degreas*

Como de costume, numa manhã ensolarada de domingo, lá fomos nós: meu marido, eu, Ricotinha e Chanel fazer um passeio a pé. No caminho, paramos para tomar um café na Livraria da Vila, na região conhecida como Jardins, em São Paulo (SP). Lá, nossos comportados pets são bem-vindos.

Enquanto os três foram ouvir jazz no andar de cima, eu desci as escadas para ver as novidades infanto-juvenis. E por que esse setor especificamente? Porque precisava espairecer. No dia anterior, eu havia preparado algumas aulas que tratavam de temas difíceis como acessibilidade, desenho universal e tecnologias assistivas, entre outros. Semestralmente atualizo o material do e procuro novas informações, técnicas, materiais e ideias. Começo pelos significados das palavras. Conceito mal definido, vira pré-conceito. Em arquitetura, posso traduzir por desastre na vida das pessoas…

Amo livrarias. Essa em especial. Tem de tudo muito! É como uma feira de novidades. Sobre o expositor, esbarro com o título “Tudo depende de como você vê as coisas” do escritor Norton Juster. Abri aletoriamente:

“Esta é Dicionópolis, capital de um reino feliz, magnificamente situado no contraforte da Confusão e acariciada pelas brisas suaves do mar do Conhecimento”.

Mais adiante, leio ‘Bem-vindos ao mercado das palavras’. Ao longo do texto, o autor brinca com as palavras e, ao tirá-las do contexto, muda as ideias de lugar criando situações inesperadas. Para o bem e, em alguns momentos, para o mal.

Pareceu interessante. Comecei a devorá-lo lá mesmo, entre gritarias, contadores de histórias e mães teclando no celular.

É impressionante o festival de confusões que acontecem quando utilizamos palavras de maneira inadequada. Cada uma delas traz consigo uma definição. As definições encontram-se em… Livros e textos diversos que as definem, ora… podemos encontrá-las em dicionários diversos, dicionários profissionais, impressos, mídias digitais… um mundo de possibilidades! Aquelas que compõem o léxico profissional devem ser encontradas em dicionários especializados na área em que estamos trabalhando.

Li outro dia, não lembro bem onde, que a língua é um sistema de representação cognitiva do universo pelo qual construímos nossas relações. Nada mais adequado do que iniciar uma disciplina, por meio da definição de conceitos. Pela forma como nos comunicamos, nos expressamos, seremos compreendidos, incluídos em grupos sociais diversos. Expressamos o que vemos e entendemos por meio de palavras. E aí… tudo depende de como vemos as coisas…

Apesar da falta de paciência dos universitários para com a palavra, a leitura, a pesquisa – todos querem ir direto à solução projetual e de forma mágica, as tais palavrinhas às quais me refiro quando leciono os princípios do desenho universal são fundamentais para a correta abordagem do tema e da sua aplicação nas propostas de projeto de arquitetura, urbanismo, paisagismo, produto entre outros. Aparentemente não percebem, mas o repertório vocabular é uma espécie de passaporte que irá incluí-los no ambiente profissional quando egressos.

À título de ilustração, num seminário de alunos realizado por jovens apressadinhos e pouco afeitos à leitura e pesquisa (indiquei as fontes, mas os lindinhos decidiram, de última hora, procurar em outro lugar), foi apresentada a definição e alguns sinônimos do verbete ‘normal’. Procuraram onde? No Dicionário Informal e na Desciclopédia… quase cortei meus pulsos…. Os dois são construídos de forma colaborativa. Ou seja: os usuários inserem a sua definição, bastante peculiar… bem autoral…. Enquanto no primeiro o humor é politicamente incorreto do tipo soft, no segundo o politicamente incorreto vira um pouco hardcore… vou omitir o resultado da apresentação… essas pessoinhas irão me encontrar novamente nesse semestre e na mesma disciplina…

Outro dia, li a coluna do Leonardo Reis – Crônicas do Gigante Leo –, aqui mesmo, no portal Acesse. Em sua crônica, o Gigante Leo sentia-se perplexo e chateado com o uso da palavra ‘normal’. Foi atrás do significado em um dicionário online e citou uma das várias definições: “sem defeitos ou problemas físicos ou mentais”. Associou a definição encontrada e selecionada, à exclusão. E, a partir dela, discorreu sobre questões de inacessibilidade do ambiente construído. Nesse momento, eu fiquei preocupada.

Normal e comum são verbetes muito, mas muito utilizadas de maneira equivocada. Concordo com o Leo. É como se o comum, o corriqueiro fossem a norma. A partir daí posso entender a decepção do colega.

Mais do que a palavra, entendo que é a forma como a utilizamos. O seu contexto. Mas, em terras brasileiras, além do contexto no uso das palavras, temos também o contexto urbano, cultural, educacional. De tão corriqueira que é a falta de gestão do ambiente construído em nossas cidades e de tão comum que é o desrespeito para com as normas edilícias, que para os nossos jovens o ruim e os erros transformam-se em regra. Pior: nem percebem que existe outra forma mais adequada para atender as necessidades das pessoas com qualidade.

Gerações e gerações de jovens nascem, crescem e vivem em ambientes que resultam de erros que de tão repetidos, transformam-se em norma. Associada a esses fatos, em qualquer cidade brasileira, predomina a cultura da autoconstrução. Profissionais de projeto, para quê? Tenho certeza que alguns leitores já fizeram alguma reforma por conta própria ou contratando algum pedreiro, empreiteiro…. Podemos incluir também na discussão, os poucos anos de escolaridade da imensa maioria de brasileiros e a formação rasa (com raras exceções) de nossas escolas públicas e também particulares.

Depois de anos em salas de aula, formam analfabetos funcionais. São jovens e adultos que decodificam letras, frases, textos curtos, mas são incapazes de compreendê-los. Apenas 8% das pessoas em idade de trabalhar são consideradas plenamente capazes de entender e se expressar por meio de letras e números, segundo matéria do portal UOL

Longe, mas muito longe dos profissionais, essa situação, por si só, gera erros grotescos e várias ilegalidades em diferentes níveis e graus de complexidade. Mais um dado: para nós, projetistas de espaços que abrigam a vida das pessoas, não existe a reprodução do comum, do corriqueiro, a cópia como processo de projeto. É impossível. Indivíduos, famílias ou agrupamentos sociais têm necessidades únicas para morar, recrear-se, socializar-se ou trabalhar.

O que de comum existe entre todos é que, quando contratado um projetista (sejam eles arquitetos, engenheiros, designers e tantos outros), impõe-se a ele tanto a realização de pesquisas profundas sobre as necessidades das pessoas e de funcionamento do local, quanto a obrigatoriedade do cumprimento das leis urbanísticas, dos códigos de obras e demais normas da cidade, do estado e do país. Submetemo-nos todos a elas e sem discussão. Numa de suas aulas (brilhantes, por sinal), o arquiteto Marcelo Sbarra discorre sobre o papel das normas e legislações na produção de um projeto de arquitetura e apresenta as mais de mil normas associadas à pratica profissional (CLIQUE AQUI e AQUIse quiserem conhecer mais), tais como Posturas Municipais, Códigos de Obras, Planos Diretores, Zoneamentos, Bombeiros, NBR’s, Anvisa, etc. Todas elas compõem o vasto arcabouço de conhecimentos normativos e legais que devem ser considerados no ato de projetar.

Portanto, aqui por nossas terras Léo, para a nossa tristeza, o normal ainda é construir fora da norma. É normal não ler. É normal o poder público não fiscalizar. O comum é o jeitinho brasileiro que encontra-se muitas vezes à margem da lei. O tal jeitinho, por sua vez, cria equívocos conceituais. Quando erros e compreensões equivocadas se materializam, criam barreiras, muralhas inteiras que nos impedem de realizar nossas vidas em espaços públicos urbanos. Concordo, Leo: imperam em nossas paisagens urbanas, a materialização de pré-conceitos. Como só a educação muda o mundo, vamos nós dois, nesse espaço acessível. Contribuindo com a mudança.

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na vertical. Nela, está a arquiteta Helena Degreas em um retrato preto e branco. Helena tem cabelos loiros, ondulados, um pouco abaixo dos ombros. Ela está com o corpo de lado e com os braços cruzados. Helena usa uma blusa branca, com botões.Fim da descrição.
Foto: Divulgação

*Helena Degreas é arquiteta e atua como professora do Programa de Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário. Leciona nas áreas de Design Universal e Planejamento Urbano.

 

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Bem-vindos à sala de aula urbana!

Com o objetivo de formar cidadãos e futuros profissionais autônomos e participativos nos processos de produção de nossas cidades, laboratórios experimentais e escritórios-modelo vem acolhendo práticas pedagógicas experimentais que tornam o aprendizado mais significativo para os alunos ao propor a valorização da prática e da experimentação. É nesse contexto que surge o projeto acadêmico “Arte à Vista: um presente dos alunos do Instituto de Cegos Padre Chico e do FIAM-FAAM para a cidade!”.

Utilizando como ponto de partida do processo ensino-aprendizagem o ABP – Aprendizagem Baseada em Projetos, professores e alunos de diversos cursos foram convidados a participar da proposta de trabalho que consistia em colaborar na criação de um ambiente urbano em homenagem à Sra. Dorina Nowill. O bairro em que se realizou o trabalho é a Vila Mariana, cidade de São Paulo, local onde encontram-se diversos serviços de saúde, clínicas, hospitais e ONGs especializadas no atendimento de pessoas com deficiências funcionais distintas. Dentre elas, encontra-se a Fundação Dorina Nowill, referência mundial no atendimento e orientação de pessoas cegas e com baixa visão.

Por se tratar de prática pedagógica complexa que envolve ações na cidade, os professores vincularam às técnicas do ABP, processos de planejamento, projeto e construção de espaços públicos de forma coletiva e colaborativa inspirado nos conceitos Placemaking e Urbanismo tático. Os objetivos pedagógicos da ação pretendem estimular o trabalho em equipes multiprofissionais (e com ela a vontade de explorar novos territórios de conhecimento), a colaboração, a criatividade, a busca por soluções inovadoras e o “fazer” como experiência transformadora.

Desafio proposto: criar um “lugar” urbano a partir das necessidades dos usuários da região (moradores, alunos e visitantes) e, ao mesmo tempo, homenagear Dorina Nowill colaborando na indicação de seu nome para uma praça ainda sem designação em frente à escola.

As ações propostas para resolver o desafio:
– Redigir a proposta de trabalho, definir os objetivos, as ações, os envolvidos, as etapas de trabalho, os meios e o cronograma.

Foram selecionadas algumas das principais etapas percorridas entre os meses de setembro e outubro de 2016 por todos os envolvidos no projeto e que ilustram parte da trajetória que gerou o resultado apresentado.

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  1. As etapas:

    Elaboração da arte tátil: Alunos do curso fundamental do Instituto Padre Chico – Colégio Vicentino Padre Chico utilizaram as aulas de Educação Artística para criar desenhos tridimensionais inspirados pelas Paralimpíadas que ocorreram no Rio de Janeiro em 2016. Com tampinhas de garrafa e palitos de sorvete, as crianças e adolescentes que todos os anos produziram mais de uma centena de desenhos em alto relevo com o tema proposto sabendo que o material faria parte de um painel gráfico.

    Preparo das cerâmicas: No ritmo de uma maratona, dezenas de alunos universitários prepararam a argila – amassaram e formataram em moldes de 15cm x 15cm para receber e estampar a arte das crianças do IPC, agora, em baixo relevo.

    A queima: cerca de duas centenas de placas cerâmicas foram enviadas para queima nas oficinas da universidade. Embaladas uma a uma, todas foram reencaminhadas para o local onde seriam fixadas pelos alunos.

    A fixação no muro: tanto o período de chuvas quanto o conhecimento das técnicas de colocação de azulejos, não foram previstos no projeto. Para resolver os problemas, os alunos improvisaram uma oficina de azulejaria com colaboradores externos à instituição. Um azulejista foi contatado para colaborar na orientação da fixação e problema foi resolvido com a colocação das plaquinhas no muro. Quanto às chuvas… os alunos aguardaram os períodos de estiagem para dar andamento aos trabalhos.
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    Arte Gráfica: a criação do projeto do mural pelos professores e alunos do curso de Design Gráfico que cobriu as empenas cegas dos muros do campus foi elaborada incorporando as plaquinhas com a arte das crianças do IPC.

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    Espaço de Estar Urbano – inspirando-se nos princípios de ação do DIY & tactical urbanism, foi organizada a “Sala na Cidade” – proposta que pretende disseminar a criação de lounges urbanos espalhados pela cidade, ou ainda, lugares de estar públicos construídos em sobras de sistemas viários. Para resolver o problema da aglomeração na entrada e saída da faculdade, foi desenvolvido o layout de um ambiente leve e descontraído para acolher não só os moradores da região bem como os alunos redirecionando-os para uma sala de estar localizada numa área ao lado e que apresentava as dimensões adequadas para acolher a todos com mais conforto e segurança. Por se tratar de intervenção DIY, o processo durou cerca de 4 horas para a instalação. A sala recebeu mesas, bancos em concreto, vasos e tapetes pintados no chão. Tintas, cerâmicas, concreto e alegria contagiante impactaram positivamente o lugar antes inexpressivo. Durante o processo de construção do local, a vizinhança observava curiosamente, as ações. Plantando flores nos vasos espalhados nas calçadas ou sentando-se nos bancos recém instalados, moradores dos prédios vizinhos começaram a utilizar a sala de estar e a observar a arte dos muros como algo aconchegante e familiar.

     

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A utilização de recursos advindos do ABP e a possibilidade de ação direta na realizada vivida pelos alunos por meio do urbanismo tático fornecem um contexto real para o aprendizado, pois as situações apresentadas geram uma “necessidade real de saber”, ou ainda, tem a “relevância necessária”, motivando-os a gerar as soluções com o objetivo de atender a demanda ou ainda resolver a situação-problema apresentada. Como os projetos são “abertos”, os alunos devem fazer escolhas, encontrar soluções, explicá-las de forma personalizada. Associado ao ABP e às orientações da ONG Cidade Ativa, o escritório-modelo adotou algumas das características do:
Placemaking: para o desenvolvimento do projeto de intervenção do local, foram aplicados vários instrumentos de pesquisa com o objetivo de compreender o perfil do futuro usuário e seus desejos. Foram aplicadas entrevistas abertas, questionários, painéis interativos, medições físicas e medições comportamentais (contagens que avaliam as atividades do local ao logo do dia -manhã, tarde e noite por meio do mapeamento de fluxos e permanências) além da análise dos sete critérios desenvolvidos pela equipe do arquiteto Jan Gehl (GEHL, 2013) e Active Design Guidelines (NYC, 2013), a saber: segurança, proteção, acessibilidade, diversidade/versatilidade, atratividade, conectividade, resiliência e sustentabilidade.

Urbanismo tático:
Para a construção real dos projetos, é necessária a realização de planejamento de ações a curto e médio prazo com estratégias de transformação de ambientes urbanos rápidas e de baixo custo, materializando ideias para estimular o exercício de uma cidadania ativa que geram impacto positivo na qualidade de vida das pessoas. Por se tratar de um escritório-modelo que avalia o processo de criação e solução de problemas de alunos, é possível desenvolver ações transformadoras com diversos atores sociais para além do campus universitário, intervindo por meio de ações concretas, na solução dos desafios cotidianos de nossas grandes cidades.

Todas as atividades descritas envolvem habilidades elevadas de raciocínio que requerem o domínio de tecnologia e desenvolvimento de pensamento crítico. A abordagem de temas complexos para a resolução de problemas em comunidades locais, demanda pensamentos inovadores e, para tanto, os cursos superiores deverão trabalhar a formação de profissionais que trabalhem de forma colaborativa, administrem diversas fontes de informação, disciplinas, recursos disponíveis, como tempo e materiais, competências e estratégias nos campos de atuação pessoal, emocional, profissional, social e técnica.
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Fotos: acervo FIAM-FAAM Centro Universitário, outubro de 2016.

*Este trabalho foi realizado por vários voluntários e parte de seu texto está no blog do escritório modelo. Se quiser conhecer a ação realizada para o Global Days of Service,
acesse aqui.

Texto: Helena Napoleon Degreas, Adriana Valli Mendonça, Lilian Regina Machado de Oliveira e Cidomar Biancardi Filho

 

Revista Casa Projeto & Estilo: Luxo & Acessibilidade

Danielle Rey, Emmanoel Pires, Érika Nunes, Fábio Yasumoto, Lucas Crepaldi e Olavo Leme

Alunos:
Danielle ReyEmmanoel PiresÉrika Nunes, Fábio Yasumoto, Lucas CrepaldiOlavo Leme
ProfessorasHelena Degreas e Renata Mello
Escritório ModeloAcessibilidade Universal
CursosDesign de Interiores e Arquitetura e Urbanismo

Clientes:

Família contemporânea formada pelo casal (ele é jornalista, 45 anos com habilidades funcionais motoras reduzidas e ela, arquiteta, 40 anos e 1.50m) e três filhos (meninos de 10 e 18 e menina de 16), tem vida social intensa. Encontros, recepções, festas, reuniões de amigos e família fazem parte da rotina de todos os seus membros. Para atender a demanda, os ambientes foram integrados tanto física quanto visualmente sem perder as qualidades estéticas e o conforto. Tecnologias de ponta e planejamento de sistemas áudio e vídeo compõem os espaços que acomodam as atividades de lazer e recreação de todos.

Revista Casa Projeto & Estilo FIAMFAAM - apartamento acessível

Estilo

Moderno, arrojado e sofisticado, o projeto propõe ambientes compostos por materiais, revestimentos e mobiliários com design exclusivo de vários arquitetos e designers, dentre eles, Philippe Starck . As ambientações foram realizadas utilizando uma paleta de cores neutras como branco, preto, beges e cinzas pontuadas estrategicamente com cores vibrantes como amarelo, dourado e vermelho que surgem tanto de objetos decorativos quanto das obras de arte contemporânea distribuídas pelo apartamento.

Casa Projeto & Estilo FIAMFAAM Centro Universitário arquitetura e Design de Interiores

As adaptações

Funcionalidade e eficiências na circulação e acesso a todos os ambientes, mobiliários e equipamentos associado ao luxo, transformaram-se no desafio central para a concepção do projeto. É possível atender clientes com habilidades funcionais diversificadas atendendo às exigências estéticas de todos? A utilização dos princípios de desenho universal, da NBR9050 associados às especificidades ergonômicas e funcionais de cada um de seus membros levaram ao projeto de ambientes que utilizaram predominantemente produtos existentes no mercado de decoração e design. Ajustes nas alturas de poltronas, pufes, mesas e sofás, posicionamentos de tomadas, previsão de circulações amplas e sem barreiras (tapetes foram inseridos em recortes de piso e fixados) e adaptações em bancadas (lavatórios, pias) foram adotadas com o objetivo de gerar qualidade de vida aos seus membros.

Casa Projeto & Estilo FIAMFAAM Centro Universitário arquitetura e Design de Interiores

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Living e Family room

Sala de estar, home theater, adega, espaço para leitura, sala de jantar apresentam circulações amplas entre os ambientes viabilizando giro completo da cadeira de rodas e espaços para estacionamento e transferência para o usuário.

Lavabo e suítes

Sofisticado, o desenho das bancadas ajusta-se à altura de seus usuários a partir de acionamento de um botão. As barras de apoio com design alemão, confundem-se com os acessórios assinados. As suítes contam com TVs Magic Mirror em painéis de vidro, chuveiros de teto, duchas manuais e banco retrátil (casal) em Corean, material durável e higiênico.

Cozinha e Espaço Gourmet

A bancada central é de uso exclusivo do pai e se prolonga unindo-se com a mesa de refeições de toda a família. As duas cubas são adaptadas e dispõem de torneiras com água quente e fria acionada com alavancas frontais, o cooktop permite aproximação frontal, o forno elétrico e micro-ondas estão dispostos em bancadas baixas e tanto gaveteiros quanto armários utilizam trilhos de correr italianos, permitindo o alcance de alimentos e utensílios.

Suíte do casal

Foi utilizada uma cama biarticulada que permite diferentes posições e ajustes reclináveis realizados por meio de controle manual. Destaque para u uso de cores e texturas (dos papéis de paredes italianos, tecidos e acabamentos importados), para a automação da TV, equipamentos de som e iluminação do quarto (teto, leitura, piso entre outros).

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Casa Projeto & Estilo: projeto para uma “república” acessível

Talita Benedicto  e  Vitor Zonderico Brandão   FIAM-FAAM Centro Universitário CASA Projeto & Estilo Helena Degreas

FIAM-FAAM Centro Universitário

Alunos: Talita Benedicto  e  Vitor Zonderico Brandão  

Escritório Modelo: Acessibilidade Universal

Curso: Arquitetura e Urbanismo

Tutor: Profª: Drª Helena Degreas

FIAM-FAAM Centro Universitário Profª Helena Degreas

Tema:

O que pode acontecer quando quatro jovens universitários com habilidades funcionais distintas e gostos muito heterogêneos decidem compartilhar os espaços de um apartamento pelos próximos anos?

Centro Universitário FIAMFAAM Casa Projeto & Estilo Helena Degreas

Partido e descrição do projeto

Para atender ao programa de atividades de quatro jovens universitários de alto poder aquisitivo, foram criados ambientes que atendessem as rotinas domésticas e de lazer, já que muitos dos finais de semana são destinados ao encontro e socialização com os demais colegas da faculdade.

Casa Projeto & Estilo FIAMFAAM Centro Universitário Helena Degreas Casa Projeto & Estilo FIAMFAAM Centro Universitário Helena Degreas Casa Projeto & Estilo FIAMFAAM Centro Universitário Helena Degreas

Para atender a casa sempre repleta de pessoas, o piso, seguro e de fácil manutenção, foi feito em cimento queimado; as antigas paredes da cozinha que criavam verdadeiras barreiras no relacionamento social foram retiradas e, em seu lugar, projetados ambientes com alturas e dimensões adequados para atender a todos, sem distinção: do futuro chef de cozinha que tem habilidades funcionais motoras reduzidas e se locomove por meio de cadeira de rodas aos demais membros que não necessitam do uso de tecnologias assistivas. Cozinha e área de serviços foram projetadas visando à praticidade e funcionalidade na execução das atividades cotidianas.

Os espaços foram distribuídos em setores (guarda, preparo, cozimento, limpeza e, para a área de serviços, lavar, secar, passar, guardar). Para atender ao jovem chef, foram previstos os movimentos (circulação, estacionamento e transferência) da cadeira de rodas e, também, as alturas adequadas aos acessos frontais e laterais bem como as profundidades das bancadas previram o alcance manual frontal (0,45cm). Tudo isso para, no dizer de seus amigos de faculdade, viabilizar o seu trabalho como “o cozinheiro oficial da república”. A pia, bancada de trabalho e almoço, cooktop e demais áreas de apoio da cozinha e da lavanderia foram posicionadas a 0,85cm do chão. Garantindo conforto a todos os usuários, foi colocada uma torneira em arco flexível e ducha spray facilitando os movimentos quando da lavagem de utensílios e alimentos. Armários, gaveteiros, gavetas refrigeradas e demais espaços para guarda de utensílios domésticos e roupas tem alturas entre 0,40cm e 1,40cm do chão.

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Um display na bancada permite que o usuário possa controlar o som, a TV e DVD sem precisar se deslocar, fazendo tudo simultaneamente. As tomadas encontram-se posicionadas a 1,10m em todos os cômodos. Na lavanderia, as máquinas podem acessadas lateralmente e tanto a secagem de roupas por varal, quanto a guarda em cabideiros utilizou o sistema basculante. Mesmo instalado em ponto mais alto, pode ser acessado por varão que, mais longo do que o usual é puxado para baixo permitindo a descida por inteiro.

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Revista Casa Projeto & Estilo: dormitório acessível para um adolescente

FIAM-FAAM Centro Universitário

Escritório Modelo: Acessibilidade Universal
Cursos: Design de Interiores, Arquitetura e Urbanismo
Tema: adaptação de um apartamento para um adolescente

Alunos:
Ana Verônica Cruz
Giovanna Galvão
Maiara Bicalho
Leonardo Mamede
Luana Souza Pereira
Luciana Ishu
Sabrina Archanjo Brasil
Simone Dias
Foto: Cibele Rossi de Almeida
Orientação: Profª Helena Degreas

Foto dos alunos

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Introdução
Quem não se lembra de como era bom sair correndo pelos corredores da casa e pular sobre a cama dos pais ou sobre os sofás da sala quando criança? Trazer amigos para dormir em casa, passar a noite inteira acordado assistindo TV, jogando games, conversando e fingindo que está dormindo quando os pais entram no quarto? Estas travessuras e outras tantas são rotina na vida de João (9 anos) e Pedro (12 anos), filhos de um casal jovem que como todos nós, tem uma agenda preenchida por trabalho, estudos, vida social intensa e diversos afazeres vinculados ao lar.

planta do dormitório

É neste ambiente que se desenvolve a proposta de redefinição dos layouts. Com a chegada da adolescência, novas demandas surgiram: os meninos que antes dormiam juntos terão doravante seus quartos individuais que devem oferecer um programa de atividades semelhantes, mas atendendo algumas especificidades: Pedro tem habilidades funcionais motoras reduzidas que, de tempos em tempos, variam entre o uso de cadeiras de rodas e andadores; recentemente, vem sendo estimulado a andar de forma autônoma sem o uso de tecnologias assistivas situação essa que lhe dará a liberdade de escolher para onde quer ir – andando ou correndo a seu modo. Embora ele apresente dificuldades para aprendizagem de conteúdos educacionais, sua habilidade visual é adequada, mas, como qualquer pré-adolescente, sua habilidade funcional auditiva é, na opinião dos pais, bastante “seletiva”.

Quarto do Pedro

quarto do Pedro

Partido

Todos os ambientes foram desenvolvidos para atender às linguagens estéticas e às necessidades sociais da família (recepção de amigos e parentes), bem como às orientações da TO – terapeuta ocupacional e do fisioterapeuta frente aos condicionantes espaciais necessários ao pleno desenvolvimento das habilidades de locomoção e compreensão do Pedro na sua nova fase de vida. A casa deve prover e colaborar no pleno desenvolvimento de autonomia na execução das atividades cotidianas domésticas que vão desde aos cuidados com sua higiene pessoal, alimentação bem como a execução de tarefas que são de sua responsabilidade como guarda de roupas e objetos pessoais, realização de tarefas da escola com acompanhamento eventual da TO, recepção de amigos nos finais de semana e algumas atividades de fisioterapia.

Cozinha Adaptada

Cozinha Adaptada

Cozinha Adaptada

Cozinha Adaptada

O layout foi desenvolvido para todos os ambientes da casa e alguns elementos foram incorporados visando à locomoção segura. A partir dos estudos de circulação (em pé, com auxílio de andadores ou em cadeira de rodas) e, atendendo às formas de uso dos ambientes pelos meninos, todos os vãos de portas e circulações apresentam 0.90m livres. Algumas paredes receberam a fixação de barras de apoio (corredores, salas de estar, jantar, TV, cozinha, banheiro) para que Pedro possa andar apoiando-se por toda a casa. Assentos da cozinha, salas de jantar, estar e home office  (sofás, poltronas e cadeiras diversas) e banheiro são fixos e tem alturas que se adequam à transferências por cadeira de rodas.

No quarto de Pedro foram previstas as mesmas atividades de Marcelo com alguns diferenciais no mobiliário: a bancada de estudo é longa para comportar dois lugares (para ele e para a TO). Nela foi inserida uma prancheta com altura regulável revestida nas quatro laterais com material emborrachado e altura de 0,01m (evita a queda de cadernos e lápis quando inclinada); os gavetões com rodinhas ficam embaixo de uma das laterais da bancada e neles são colocados objetos e brinquedos. A frente é de acrílico transparente para que os objetos sejam facilmente identificáveis pelo menino. A cama é motorizada e biarticulada e sobre ela, no teto levemente rebaixado, foram embutidos dois spots que podem ser acionados para fins de leitura. Como Pedro adora desenhar, ao lado do armário e na parede foi colocada uma grande lousa branca com apoio para que ele fique em pé. Grande paixão do Rodrigo, a bicicleta adaptada juntamente com a cadeira de rodas que aos poucos ele vai largando, ficam pendurados na parede do quarto.

Banheiro adaptado dos meninos: Pedro e João

Banheiro adaptado dos meninos: Pedro e Marcelo

Lavabo adaptado

Lavabo adaptado

adaptação do banheiro dos meninos

adaptação do banheiro dos meninos

O banheiro recebeu mais uma porta que se abre (com folha de correr) para o quarto facilitando o acesso durante a noite. A pia do banheiro e do lavabo tem alturas reguláveis associadas a um sifão flexível. Ao lado da banheira há um assento e apoios laterais retráteis que tem por objetivo facilitar a troca de roupas, como exemplo. As pias do lavabo (que foi colocada no hall de circulação da cozinha) e do banheiro tem barra de apoio na frente facilitando as atividades de higiene. Os pisos todos foram selecionados com materiais antiderrapantes e de fácil manutenção. Tapetes foram embutidos e fixados no chão evitando escorregamentos.

quarto do casal

Revista Casa Projeto & Estilo: apartamento acessível

FIAMFAAM Centro Universitário

Alunos: Ana Paula Higa e Ricardo Cipolla
Foto: Tulio Oliveira
Escritório Modelo: Acessibilidade Universal
Curso: Arquitetura e Urbanismo
Profª: Drª Helena Degreas

Ricardo Cipolla e Ana Paula Higa

Ricardo Cipolla e Ana Paula Higa

Conceito

É possível projetar ambientes confortáveis, bonitos, de fácil manutenção e que ainda assim sejam suficientemente flexíveis para se adaptarem às mudanças físicas do nosso corpo em diversos estágios da vida? É possível morar num mesmo lugar por décadas? A partir destas questões, alunos do escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo projetaram um apartamento de aproximadamente 52 m² preocupando-se em atender as necessidades de desenvolvimento do ser humano, construindo objetos e lugares compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas visando à eficiência, eficácia e satisfação. Acessibilidade, portanto, foi a premissa de projeto. Para o caso, o desafio proposto foi o de viabilizar espaços que atendam tanto um casal de jovens quanto pessoas idosas e que apresentem a necessidade de uso de tecnologias assistivas.

Os problemas mais comuns enfrentados em nossos lares

Dificuldade em usar tomadas, passar por portas, corredores ou ainda mover-se livremente em ambientes estreitos, escorregar em pisos lisos ou molhados, derrubar ou ter dificuldade em alcançar objetos que estão mais altos em armários são situações que enfrentadas diariamente por todas as pessoas e que aparentemente são corriqueiras. Mas não deveriam ser: pequenas adequações de projeto geram maior qualidade de vida a todos os usuários.

planta do apto

Pequenas mudanças gerando maior conforto

Para atender às expectativas dos clientes, foram estudados os principais ambientes de um lar. Com isso, a planta do apartamento foi reformada: os dois dormitórios minúsculos que mal comportavam uma cama e armários deram espaço a um dormitório de casal e ampliaram a área do banheiro. A cozinha e a área de serviço antes enclausuradas por paredes, foram reformuladas visando à funcionalidade e eficiência frente às necessidades e comportamentos contemporâneos dos moradores. A cozinha que utilizou granitos, madeiras e cerâmicas antiderrapantes, não só ampliou o espaço como também permitiu a comunicação entre os moradores e eventuais visitantes da casa. Para atender às diferentes estaturas, o cooktop elétrico juntamente com a pia e os armários de parede, todos em aço, têm alturas reguláveis graças aos trilhos de correr. Gaveteiros, estantes, adega, bancadas, toalheiros e demais acessórios foram projetados com alturas que vão entre 0,40m e 1,40m gerando conforto no uso. Portas, corredores e áreas de circulação tem vão de 0,90m mínimo para atender a movimentação e a passagem de uma pessoa em pé ou com mobilidade funcional motora reduzida, usando ou não auxílio para a locomoção como cadeira de rodas, andador ou muletas. A bancada de apoio dobra seu tamanho e pode ser usada tanto para receber amigos quanto como estação de trabalho comportando papéis, laptop e demais materiais. Todas as tomadas do apartamento são altas e foram implantadas há 1.10m de altura.

Cozinha com princípios de Desenho Universal

Cozinha com princípios de Desenho Universal

Dormitório e sala minimalista compartilham o mesmo aparelho de TV que, graças ao mecanismo que o faz girar, viabiliza o uso em ambientes distintos. O tapete, embutido no piso é fixado ao chão evitando movimentação e garantindo segurança ao morador.

Os armários do dormitório tem divisórias e nichos que otimizam o espaço organizando roupas e acessórios adequadamente. Os varões, apesar de estarem em pontos mais altos, são articulados e móveis trazendo as roupas dos cabides para perto do morador e permitindo o uso de praticamente toda a parede do dormitório de forma funcional evitando o desperdício ou ociosidade de espaços. Com isso, mesmos os pontos mais altos ficaram acessíveis.

Living com princípios do Desenho Universal

Living com princípios do Desenho Universal

As portas de correr receberam espelhos que dão mão leveza e amplitude ao ambiente. A área de banheiro recebeu tons neutros dando mais sobriedade e classe ao ambiente. O espelho toma toda a parede e encontra-se inclinado facilitando a visualização de todo o corpo. A pia é deslizante, pois encontra-se fixada a um sistema de trilhos. Existe o espaço para a colocação de barras de apoio entre o vaso, pia e bancada caso necessários. Ao box foi incorporado um banco retrátil que garante maior conforto durante o banho.

Banheiro acessível: elevação

Banheiro acessível: elevação

 

 

Acessibilidade em Salão de Beleza: revista Casa Projeto & Estilo

FIAMFAAM Centro Universitário

Alunas: Isabel Corso e Bruna Lisboa
Disciplina: Acessibilidade Universal
Curso: Design de Interiores
Tutor: Profª Helena Degreas

Isabel Corso e Bruna Lisboa

Introdução

“Percebi outro dia que levantar das poltronas estava difícil… Acho que eu também envelheci juntamente com minhas clientes” desabafa Dª Maria Antonieta proprietária de um elegante salão de beleza localizado num bairro nobre de São Paulo há quarenta anos e que observa, com tristeza, a fuga de suas clientes tradicionais para os concorrentes da vizinhança.

Convencida de que deveria tomar uma atitude para reverter o processo de esvaziamento do salão, a cliente solicitou aos alunos do escritório modelo dos cursos de design, arquitetura e urbanismo a elaboração de um projeto de reforma priorizando o atendimento de pessoas com idade superior a sessenta anos vez que o bairro concentra um índice altíssimo de pessoas idosas.

Atenta ao número de horas que suas clientes permanecem no salão e aos comentários que invariavelmente se remetiam às dores no pescoço, costas, pernas e braços que ocorriam ao longo de sua estadia durante os procedimentos estéticos, Dª Maria Antonieta solicita que os ambientes sejam além de funcionais e bonitos, confortáveis e acolhedores.

O Partido

A partir destas informações, as alunas identificaram um público-alvo bastante diversificado com perfis etários distintos gerando a necessidade de mudança nos tipos de serviços, nos ambientes projetados e no mobiliário como forma de oferecer mais qualidade de atendimento e conforto para um cliente mais exigente. Para atender pessoas com idades, habilidades motoras e perfis distintos, as alunas optaram por adotar os princípios do desenho universal para o desenvolvimento do design de móveis e ambientes do salão.

As soluções adotadas

Por meio da flexibilidade e adaptabilidade dos novos mobiliários às características físicas de cada indivíduo como estatura, alcances e habilidades motoras diversas, oferecer conforto personalizado ao cliente, respeitando-o e valorizando-o ao considerar suas opiniões. A partir da definição do novo programa de atividades, as alunas distribuíram os ambientes nos dois andares do salão. Especial atenção foi dada à dimensão dos vão das portas que receberam, dependendo do local, aberturas sempre superiores a 1.10m para facilitar o acesso de cadeira de rodas e andadores. Os pisos são todos de material antiderrapante com cores e padrões contemporâneos. As tintas utilizadas são laváveis e apresentam cores neutras tais como beges, branco e salmão criando um tom mais elegante e sóbrio.

Revsita Casa Projeto & Estilo

As poltronas nos lavatórios, sala de maquiagem, suíte da noiva e salão de cabelereiros são revestidas em espuma laminada e estofadas com revestimento de fácil limpeza. A base hidráulica permite o ajuste de altura dos assentos e seus braços são articuláveis. Apresenta apoios para cabeça e pés com sistema flexível e reclinável proporcionando extremo conforto ao ajustar-se às características físicas de cada cliente. As cubas dos lavatórios são articuladas e reclináveis, permitindo o ajuste entre inclinações e alturas de cabeça e pescoço. As demais poltronas e cadeiras em sala de espera, escritório e áreas externas tem altura mínima de 0.50m e em, alguns casos, não apresentam braços laterais para facilitar a aproximação e transferência de uma pessoa em cadeira de rodas.

Os espelhos localizados nas áreas dos sanitários e sala de maquiagem ocupam toda a bancada e estão inclinados a 10o para facilitar a visualização de quem está sentado. Os demais espelhos das áreas cabelereiro são duplos, ocupando toda a parede.

Revista Casa Projeto & Estilo

Bancadas de trabalho e consoles com o apoio de gaveteiros foram idealizados com alturas compatíveis à aproximação frontal (entre 0.75 e 0.85cm) e estão livres de qualquer obstáculo, evitando ferimentos. Os expositores que ficam ao lado da sala de estar e recepção foram projetados com estantes que tem alturas confortáveis entre 0.40cm e 1.40cm para quem está em pé ou sentado facilitando a visualização e o acesso frontal quanto lateral de todos os produtos. A mesma solução foi adotada para a colocação de toalheiros, porta bolsas e demais acessórios.

Revista Casa Projeto & Estilo

As salas de Spa privilegiam o tratamento estético pelo uso das águas complementando com  massagens relaxantes. No local foram colocadas poltronas elétricas com apoios de braços escamoteáveis com movimentos para costas e pernas independentes além de alturas reguláveis permitindo diferentes posições (sentado e deitado). O local também possui uma banheira com jatos de ducha reguláveis com um design que facilita a entrada e saída com mais segurança, pois suas portas deslizam para cima e para baixo permitindo um banho na posição sentada e em pé.

Planta Piso Superior  e  Planta Térreo A1

 

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