Projetando na escala do pedestre: métodos e instrumentos de avaliação local

Mobilidade Urbana produção de espaços livres públicos

O que ensinamos no Escritório- Modelo:

  • Planejamento e Projeto urbano construídos com foco em produção de espaços públicos adequados à realização das atividades e comportamentos dos usuários com o objetivo de atender à realização da esfera de vida pública.

Linha de atuação:
PSPL – Public Space, Public Life (Jan Ghel), Cidade Ativa , Walknomics Principles, SPUrbaismo,  NYC TOD (Bloomberg e Jannet Sadik-Khan), Planmob 2015.

Quais instrumentos foram estudados para a realização do levantamento:

  • Safari Urbano: vem da metodologia do Active Design. A organização Cidade Ativa traduziu e adaptou aqui para o Brasil.
  • Fluxos e Permanências (registros): adaptamos do arquiteto finlandês Jan Gehl.
  • Painéis interativos: metodologia criada pela Cidade Ativa
  • Jay walk ou travessias (registros – SPUrbanismo)
  • Levantamentos fotográficos

Quais leituras são utilizadas para a realização das propostas de caminhabilidade?

O trabalho a seguir, foi desenvolvido ao longo do primeiro semestre de 2017 pelo escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo do FIAM-FAAM Centro Universitário e teve por objetivo exercitar a atividade de observação da realidade pelos alunos, a partir da aplicação de instrumentos de avaliação de comportamentos urbanos na escala do pedestre. Para tanto, foi selecionado um local crítico: o ponto de ônibus localizado na Avenida Rebouças – Para Clínicas que fica sob a passarela Prof. Dr. Emílio Athiê.
A sugestão foi apresentada em reunião realizada no início de 2017 pela Câmara Temática de Mobilidade à Pé vinculada ao Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, Prefeitura do Município de São Paulo). As atividades acadêmicas estavam associadas ao projeto de pesquisas intitulado Mobilidade Urbana e Produção de Espaços Livres, vinculado ao Mestrado Profissional e Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano.

O resultado deste trabalho – .um diagnóstico, encontra-se no link a seguir. O documento apresenta as pesquisas de observação e os instrumentos adotados para que os levantamentos pudessem ser realizados.

Numa próxima etapa, o diagnóstico levará a propostas de intervenção na escala de projeto urbano.

Diagnóstico: Passarela Prof. Dr. Emílio Athiê e Ponto de Ônibus Clínicas

Alunos:  Gregory Bertelli ,Leandro Mendes Mesquita, Maria Alicia Abate, Nathiely Fátima de Miranda, Patrícia Mieko de Angelis Sato, Vitória Raiza Marques Novo

 

 

Bem-vindos à sala de aula urbana!

Com o objetivo de formar cidadãos e futuros profissionais autônomos e participativos nos processos de produção de nossas cidades, laboratórios experimentais e escritórios-modelo vem acolhendo práticas pedagógicas experimentais que tornam o aprendizado mais significativo para os alunos ao propor a valorização da prática e da experimentação. É nesse contexto que surge o projeto acadêmico “Arte à Vista: um presente dos alunos do Instituto de Cegos Padre Chico e do FIAM-FAAM para a cidade!”.

Utilizando como ponto de partida do processo ensino-aprendizagem o ABP – Aprendizagem Baseada em Projetos, professores e alunos de diversos cursos foram convidados a participar da proposta de trabalho que consistia em colaborar na criação de um ambiente urbano em homenagem à Sra. Dorina Nowill. O bairro em que se realizou o trabalho é a Vila Mariana, cidade de São Paulo, local onde encontram-se diversos serviços de saúde, clínicas, hospitais e ONGs especializadas no atendimento de pessoas com deficiências funcionais distintas. Dentre elas, encontra-se a Fundação Dorina Nowill, referência mundial no atendimento e orientação de pessoas cegas e com baixa visão.

Por se tratar de prática pedagógica complexa que envolve ações na cidade, os professores vincularam às técnicas do ABP, processos de planejamento, projeto e construção de espaços públicos de forma coletiva e colaborativa inspirado nos conceitos Placemaking e Urbanismo tático. Os objetivos pedagógicos da ação pretendem estimular o trabalho em equipes multiprofissionais (e com ela a vontade de explorar novos territórios de conhecimento), a colaboração, a criatividade, a busca por soluções inovadoras e o “fazer” como experiência transformadora.

Desafio proposto: criar um “lugar” urbano a partir das necessidades dos usuários da região (moradores, alunos e visitantes) e, ao mesmo tempo, homenagear Dorina Nowill colaborando na indicação de seu nome para uma praça ainda sem designação em frente à escola.

As ações propostas para resolver o desafio:
– Redigir a proposta de trabalho, definir os objetivos, as ações, os envolvidos, as etapas de trabalho, os meios e o cronograma.

Foram selecionadas algumas das principais etapas percorridas entre os meses de setembro e outubro de 2016 por todos os envolvidos no projeto e que ilustram parte da trajetória que gerou o resultado apresentado.

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  1. As etapas:

    Elaboração da arte tátil: Alunos do curso fundamental do Instituto Padre Chico – Colégio Vicentino Padre Chico utilizaram as aulas de Educação Artística para criar desenhos tridimensionais inspirados pelas Paralimpíadas que ocorreram no Rio de Janeiro em 2016. Com tampinhas de garrafa e palitos de sorvete, as crianças e adolescentes que todos os anos produziram mais de uma centena de desenhos em alto relevo com o tema proposto sabendo que o material faria parte de um painel gráfico.

    Preparo das cerâmicas: No ritmo de uma maratona, dezenas de alunos universitários prepararam a argila – amassaram e formataram em moldes de 15cm x 15cm para receber e estampar a arte das crianças do IPC, agora, em baixo relevo.

    A queima: cerca de duas centenas de placas cerâmicas foram enviadas para queima nas oficinas da universidade. Embaladas uma a uma, todas foram reencaminhadas para o local onde seriam fixadas pelos alunos.

    A fixação no muro: tanto o período de chuvas quanto o conhecimento das técnicas de colocação de azulejos, não foram previstos no projeto. Para resolver os problemas, os alunos improvisaram uma oficina de azulejaria com colaboradores externos à instituição. Um azulejista foi contatado para colaborar na orientação da fixação e problema foi resolvido com a colocação das plaquinhas no muro. Quanto às chuvas… os alunos aguardaram os períodos de estiagem para dar andamento aos trabalhos.
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    Arte Gráfica: a criação do projeto do mural pelos professores e alunos do curso de Design Gráfico que cobriu as empenas cegas dos muros do campus foi elaborada incorporando as plaquinhas com a arte das crianças do IPC.

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    Espaço de Estar Urbano – inspirando-se nos princípios de ação do DIY & tactical urbanism, foi organizada a “Sala na Cidade” – proposta que pretende disseminar a criação de lounges urbanos espalhados pela cidade, ou ainda, lugares de estar públicos construídos em sobras de sistemas viários. Para resolver o problema da aglomeração na entrada e saída da faculdade, foi desenvolvido o layout de um ambiente leve e descontraído para acolher não só os moradores da região bem como os alunos redirecionando-os para uma sala de estar localizada numa área ao lado e que apresentava as dimensões adequadas para acolher a todos com mais conforto e segurança. Por se tratar de intervenção DIY, o processo durou cerca de 4 horas para a instalação. A sala recebeu mesas, bancos em concreto, vasos e tapetes pintados no chão. Tintas, cerâmicas, concreto e alegria contagiante impactaram positivamente o lugar antes inexpressivo. Durante o processo de construção do local, a vizinhança observava curiosamente, as ações. Plantando flores nos vasos espalhados nas calçadas ou sentando-se nos bancos recém instalados, moradores dos prédios vizinhos começaram a utilizar a sala de estar e a observar a arte dos muros como algo aconchegante e familiar.

     

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A utilização de recursos advindos do ABP e a possibilidade de ação direta na realizada vivida pelos alunos por meio do urbanismo tático fornecem um contexto real para o aprendizado, pois as situações apresentadas geram uma “necessidade real de saber”, ou ainda, tem a “relevância necessária”, motivando-os a gerar as soluções com o objetivo de atender a demanda ou ainda resolver a situação-problema apresentada. Como os projetos são “abertos”, os alunos devem fazer escolhas, encontrar soluções, explicá-las de forma personalizada. Associado ao ABP e às orientações da ONG Cidade Ativa, o escritório-modelo adotou algumas das características do:
Placemaking: para o desenvolvimento do projeto de intervenção do local, foram aplicados vários instrumentos de pesquisa com o objetivo de compreender o perfil do futuro usuário e seus desejos. Foram aplicadas entrevistas abertas, questionários, painéis interativos, medições físicas e medições comportamentais (contagens que avaliam as atividades do local ao logo do dia -manhã, tarde e noite por meio do mapeamento de fluxos e permanências) além da análise dos sete critérios desenvolvidos pela equipe do arquiteto Jan Gehl (GEHL, 2013) e Active Design Guidelines (NYC, 2013), a saber: segurança, proteção, acessibilidade, diversidade/versatilidade, atratividade, conectividade, resiliência e sustentabilidade.

Urbanismo tático:
Para a construção real dos projetos, é necessária a realização de planejamento de ações a curto e médio prazo com estratégias de transformação de ambientes urbanos rápidas e de baixo custo, materializando ideias para estimular o exercício de uma cidadania ativa que geram impacto positivo na qualidade de vida das pessoas. Por se tratar de um escritório-modelo que avalia o processo de criação e solução de problemas de alunos, é possível desenvolver ações transformadoras com diversos atores sociais para além do campus universitário, intervindo por meio de ações concretas, na solução dos desafios cotidianos de nossas grandes cidades.

Todas as atividades descritas envolvem habilidades elevadas de raciocínio que requerem o domínio de tecnologia e desenvolvimento de pensamento crítico. A abordagem de temas complexos para a resolução de problemas em comunidades locais, demanda pensamentos inovadores e, para tanto, os cursos superiores deverão trabalhar a formação de profissionais que trabalhem de forma colaborativa, administrem diversas fontes de informação, disciplinas, recursos disponíveis, como tempo e materiais, competências e estratégias nos campos de atuação pessoal, emocional, profissional, social e técnica.
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Fotos: acervo FIAM-FAAM Centro Universitário, outubro de 2016.

*Este trabalho foi realizado por vários voluntários e parte de seu texto está no blog do escritório modelo. Se quiser conhecer a ação realizada para o Global Days of Service,
acesse aqui.

Texto: Helena Napoleon Degreas, Adriana Valli Mendonça, Lilian Regina Machado de Oliveira e Cidomar Biancardi Filho

 

Active Design & Projetos Urbanos: promovendo espaços públicos para a mobilidade à pé – experiências do escritório modelo de arquitetura e urbanismo

Neste semestre, o escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo  desenvolveu uma série de diagnósticos (etapa 1) utilizando os conceitos Active Design e Observações Urbanas (Jan Gehl) ao longo dos meses de setembro e outubro. Ainda em outubro com finalização em novembro, serão realizadas propostas de projetos (etapa 2) inspiradas no concurso público Áreas 40 promovido pela Prefeitura do Município de São Paulo e que premiou projetos que buscavam a convivência pacífica e segura (reduzindo acidentes e atropelamentos por meio do projeto urbano) entre a mobilidade motorizada e não motorizada (pedestres, ciclistas e outros) nas ruas de São Paulo.

Com o apoio da organização social Cidade Ativa, foi realizado um workshop que teve por objetivo apresentar as ferramentas e instrumentos para a realização de pesquisas (Safari Urbano, medições geométricas, painéis interativos) bem como os diagnósticos das áreas de estudo. O resultado da primeira etapa encontra-se disponibilizado nesse post.

Os projetos deverão atender aos princípios de projeto para Cidades Seguras que objetivam a promoção de espaços públicos destinados à caminhabilidade do cidadão e também que atendam às necessidades de segurança para a mobilidade não motorizada.

As ações desenvolvidas são parte do Projeto de Pesquisa Sistemas de Espaços Livres: projeto, produção e gestão do espaço urbano do Programa de Mestrado Profissional em Urbanismo do FIAM-FAAM Centro Universitário em parceria com a organização social Cidade Ativa.

Equipe 1 – etapa 1

Diagnóstico da Rua Taguá, SP realizado pelos alunos do escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo Erika Lima Lopes, Rafaella Ayumi Kaneko e Vitor Zadra sob orientação da Profª Drª Helena Degreas utilizando o Active Design para desenvolvimento de projetos urbanos. O trabalho é parte do Projeto de Pesquisa Sistemas de Espaços Livres: projeto, produção e gestão do espaço urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário em parceria com a organização social Cidade Ativa.

Equipe 2 – etapa 1



Aplicação dos instrumentos de análise do Active Design de Observação Urbana (Jan Gehl) para a realização de projetos urbanos com foco em mobilidade não motorizada do ambiente urbano. Pesquisa realizada em parceria com a OnG Cidade Ativa para a Rua 25 de março, SP.

Equipe 3 – etapa 1


Análise e diagnóstico da Avenida Deputado Cantídio Sampaio junto à intersecção com a Avenida Fernando Mendes de Almeida, bairro do Jaraguá na cidade de São Paulo, apresentado ao Escritório Modelo do curso de Arquitetura e Urbanismo do FIAM-FAAM Centro Universitário sob orientação da Profª Drª Helena Degreas utilizando o Active Design para desenvolvimento de projetos urbanos. O trabalho é parte do Projeto de Pesquisa Sistemas de Espaços Livres: projeto, produção e gestão do espaço urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário em parceria com a organização social Cidade Ativa. Alunos: Ligia Frediani da Silva, Kristie Yuka Yokoyama, Renan F. Ribeiro Zupelli, Wagner Godoy

Equipe 4 – etapa 1

Diagnóstico da Rua Agostinho Rodrigues Filho, SP realizado pelos alunos do escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo Ana Paula Gusmão, Fernanda Jimenez, Marcella Crosato e Priscila Ibacache sob orientação da Profª Drª Helena Degreas utilizando o Active Design para desenvolvimento de projetos urbanos. O trabalho é parte do Projeto de Pesquisa Sistemas de Espaços Livres: projeto, produção e gestão do espaço urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário em parceria com a organização social Cidade Ativa.

Equipe 5 – etapa 1

Diagnóstico da área de canteiro central localizada entre a Rua Domingos de Morais e a Avenida Professor Noé de Azevedo, SP realizado pelos alunos do escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo Amanda Abreu, Rafael Prado, Carolina Dias Gloeden, Vinicius Zoia, Guilherme Menegatti e Leonardo Baciga Menotti sob orientação da Profª Drª Helena Degreas utilizando o Active Design para desenvolvimento de projetos urbanos. O trabalho é parte do Projeto de Pesquisa Sistemas de Espaços Livres: projeto, produção e gestão do espaço urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário em parceria com a organização social Cidade Ativa.

Parque Augusta: por uma cidade mais verde

Parque Augusta: por uma cidade mais verde

Publicado em 09/10/2013 | 1 Comentário | Editar

Este projeto foi realizado por alunos do escritório modelo do Curso deArquitetura e Urbanismo do FIAMFAAM Centro Universitário com o objetivo de atender as necessidades de recreação e lazer em áreas centrais (Bela Vista, subprefeitura Sé) e também atender ao previsto no texto do Plano Diretor do Município de São Paulo, ou seja, gerar qualidade de vida ao cidadão.

Parque Augusta: ilustração André Spadari FIAMFAAM escritório modelo de arquitetura

Todos nós, moradores de São Paulo sentimos a carência de aespaços livres públicos na cidade para o exercício de nossas atividades cotidianas tais como tomar sol, andar à toa, sentar-se à sombra de uma árvore e conversar com amigos, ouvir os pássaros que habitam os quase  24.ooo m² de área verde do local, ler um jornal, passear com nossos animas de estimação, tomar um sorvete ou simplesmente flanar como diriam os moradores mais antigos…

Nossos alunos acreditam que mais do que shoppings, áreas comerciais, torres de escritórios, flats (que já estão sendo construídas logo em frente no antigo Cadoro) o cidadão precisa respirar… não ser obrigado a ler letreiros, avisos e placas comerciais, olhar preços em vitrines … enfim, não ser compelido a comprar, comprar, comprar… para as situações descritas, os locais de compra e venda existem às centenas. Basta escolher qualquer um deles.

Parque Augusta: ilustração André Spadari projeto para Parque Augusta FIAMFAAM escritório modelo

Fica aqui, senhor prefeito e ilustríssimos vereadores, o recado e a esperança de um conjunto de jovens que desejam do Poder Público uma cidade desenhada, pensada para seus habitantes e que gere qualidade de vida aos seus cidadãos e não apenas àqueles que empreendem novos negócios…

#FICADICA para o IABCAUBRABAP  e ANP

E por que não realizar um CONCURSO NACIONAL DE PROJETOS Estudantis para o Parque Augusta?

Cliente principal: cidadãos da cidade de São Paulo
Solicitante: Drª Celia Marcondes (Aliados do Parque Augusta)
Tutor: Helena Degreas

Projeto:  André Spadari,  Brigida Valentini, Juliana Gasparotto.

Projeto Parque Augusta FIAMFAAM Conceito escritório modelo

Projeto Parque Augusta planta de vegetação FIAMFAAM

Projeto Parque Augusta FIAMFAAM pisos

Projeto Parque Augusta FIAMFAAM maquete

Levantamento e diagnóstico: praças de Vila Mariana

Este trabalho é parte de um acordo de cooperação técnica realizado entre a subprefeitura Vila Mariana e o escritório Modelo do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAMFAAM (2011/2012/2013) e prevê o levantamento, diagnóstico e proposta de projeto para um conjunto de logradouros públicos do bairro. Os levantamentos foram realizados a partir de planilha fornecida pela PMSP e também pela ficha de visita técnica do projeto QUAPA-SEL – Quadro do Paisagismo no Brasil chefiado pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo (Laboratório da Paisagem, FAUUSP).

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Praça Adib Zarzur

Praça Alexander Robert Gate

Praça dos Aranas

Praça Benajmim Reginato

Praça Caetano Manzi Sobrinho

Praça Comunitária

Praça Cõnego Olavo Braga Scardigno

Praça Cora Coralina

Praça Coreia

Praça Damásio Paulo

Praça Emilinha Borba

Praça Eng. Costa Gama

Praça Etienne Alegrain

Praça Francisco Perseguim

Praça Dona Júlia (ainda sem nome oficial)

Praça Giordano Bruno

Praça Guacunduva

Praça Guaraci

Praça Yolanda Poyares, Praça Dr. Alfredo Ramos (Relatório: Praças  Vila Mariana e Tabela: localização das praças)

Praça Kant

Praça Kenishi Nakagawa

Praça Lasar Segall

Praça Lions Club

Praça Lucinha Mendonça

Praça Menotti Del Picchia

Praça Michie Akama

Praça Moises Kuhlmann

Praça Mokiti Okada

Praça Monteiro dos Santos

Praça Nossa Senhora Aparecida

Praça Otávio Braga

Praça Osvaldo Cruz

Praça Pascoal Rodrigues

Praça Péricles Maciel

Praça Prof. Jairo de ALmeida Ramos

Praça Prof. Rossini Tavares de Lima

Praça Renato Ynama

Praça Riolândia

Praça Ronald Golias

Praça Rosa Alves da Silva

Praça Salan Saliby

Praça Santa Margarida Maria

Praça São Franscisco da Glória

Praça Vicente Rao

Praça Waldemar Marchetti

Praça Washington Gomes Campos

Largo da Batalha

Largo do Infante

Largo Mestre de Aviz

Largo Senador Raul Cardoso

Atividade Complementar: Levantamento de praças (subprefeitura Vila Mariana)

Prezadíssimos alunos dos primeiros semestres do curso de arquitetura e urbanismo,

Vamos recrutar voluntários para colaborar no levantamento que estamos realizando para a subprefeitura de Vila Mariana.
Trata-se de uma Atividade Complementar que pretende mapear as condições de acessibilidade, manutenção , uso e projeto de TODAS (sim, meus caros, TODAS) as praças do bairro de Vila Mariana. Esse trabalho é importantíssimo pois permitirá a compreensão e diagnóstico do que existe no bairro onde a sua faculdadae se encontra.

Se você é um aluno interessado, destemido ou simplesmente quer “queimar” as horas das Atividades Complementares com um trabalho exaustivo em boa companhia, aliste-se!

(sim, nossos veteranos são super receptivos e simpáticos…rs)

Deixe seu nome e email para contato no ítem Comentários. Saibam: os meninos do escritório estão ansiosamente aguardando por vocês, calouros…

sorte a todos,

Helena Degreas
Tutora do Escritório

M. Paul Friedberg: 1965 – 1988

Este post refere-se ao conjunto de aulas expositivas que vou ministrar para a disciplina de Introdução ao Projeto de Paisagismo. Se eu conseguir, pretendo reunir materal de arquitetos paisagistas e construir os posts com hiperlinks para sites oficiais ou ainda para locais cujas informações sejam adequadas ao processo de aprendizado de vocês.

Cansei de tanto ler bobagem… Não é porque está na internet, meu povo, que a informação é correta ou adequada a futuros profissionais. Então vamos ver se consigo colaborar com vocês…

Para aprender mais sobre Paul Friedberg, sugiro aos alunos que leiam a revista de onde saíram estas informações: PROCESS: archiecture , Tokyo: PAPublish Company, Ltd., 1982.(nº 82)
Infelizmente, as revistas pararam de ser publicadas há anos. Acho que foi em 1998, não tenho muita certeza. Sei que tem lá na biblioteca da FAUUSP e na Belas Artes também pois dei aula por lá e à época pedi para que fossem adquiridas.

Um pouco sobre o processo de desenho do arquiteto:

. Dilema existencial: a realidade sempre tem dois lados – o certo e o errado
. Como na religião, criada e aceita a premissa inicial, todo o resto vem como conseqüência lógica.
.Como o ato de projeto é subjetivo e também uma questão individual, eu sabia que era assustador não ter princípios e objetivos claros
. Então o primeiro passo é criar a própria bíblia, seus critérios, valores e morais.
. Depois organizar uma coletânea de conteúdos e antecedentes históricos sobre a a problemática. Depois filtrar tudo isso a partir dos valores, conteúdos contextualizados no local de intervenção.
. Nós somos vítimas do nosso trabalho: temos o poder de intervir com nosso “ato criativo”
. A insegurança dos nossos clientes nos fazem responsáveis pelos critérios de qualidade do projeto.  Ambos criamos os critérios e os julgamos.

Visão:
Nossos trabalhos refletem nossos valores

Forma é nosso objetivo
Materiais são nossos instrumentos
Aceitação é nossa recompensa

Como vê seu trabalho:

. Meu processo de projeto é pessoal e único.
-A intuição é o meu guia (Intuição é: conhecimento imediato e claro sem recorrer ao raciocínio)
Desenho é:
– minha ferramenta. Com ela eu  moldo o que é disforme, organizo aquilo que ainda não tem propósito e dou significado à forma.
– o projeto é o mediado entre o desejo e a necessidade, entre a subsistência e a existência.
– o facilitador entre as oportunidades e experiências que incorporam e refletem as preferências e valores  desse mundo diverso e plural.
– a linguagem que eu uso quando converso sobre o que nós somos e o que poderíamos ser.

Por meio desse processo eu me esforço para fazer o “lugar comum” transformar-se em algo excepcional, com o objetivo de fortalecer o sentido do lugar com o do desejo pessoal; prover o entendimento e um conhecimento sobre a arte do lugar,viabilizar e permitir a legibilidade nosso relacionamento com a natureza, fazendo-nos parte dela;  unindo o desconhecido e a aventura sem amedrontar.

Projeto 1

Projeto: A.C.Nielsen Company
Ficha Técnica:
Área: 8.2 acres (210.000m² )
Localização: subúrbio de Chicago

Fatores negativos:
Terreno plano
Terreno argiloso resistente à percolação da água (90% escorre e 10% absorvido);
Resultado: destrói o sistema de abastecimento de água da cidade
prefeitura: obriga todos os estabelecimentos a criar formas de retenção das águas de chuva em sua propriedade diminuindo o ritmo de inserção da água no sistema hídrico.

Solução:
Água tem potencial atrativo visual
a escavação para a criação das “piscinas”  (contenções) pode dar movimentação ao terreno criando topografia única.
Criar com as piscinas e a nova modelagem do terreno estares para pessoas e organização dos estacionamentos em forma linear ao longo do terreno.

Projeto: Peavy Plaza
Ficha Técnica:
Área: 2 acres (50.000m² )
Localização: Minesota. Mineapolis (1973)

Fatores negativos:
Cidade sem áreas livres públicas e coletivas;
A população não tem a cultura de praças como grandes áreas impermeabilizadas de solo como na Europa;
Prefeitura: Solicitaram solução alternativa à “dureza” dos espaços pavimentados de grandes proporções para espaços livres públicos;
O local é muito seco.
Situação problema: como juntar muita gente e ter água em abundância para amenizar o ar seco?

Solução:
Água tem potencial atrativo visual
Espaço flexível: quando há necessidade de aglomeração pública o espaço é seco: quando não gente, as piscinas enchem-se de água.
A piscina é alimentada por uma cascata de água interligada a um Mal e a um parque;
Um pequeno espaço para anfiteatro e praça é criado com espaço para praça.
Os terraços são plantados com gramados, variedade e floríferas baixas e árvores fazendo com que o plantio agradasse mais ao gosto dos americanos.
Resultados:
Transformou-se em ponto de encontro de jovens artistas de rua, teatro e eventos diversos.

Lauring Park Development District
City of Mineapolis, Minesota

Proposta:

Unir dois distritos: Nicollet mail com Loring Park
Adensar a área
O conceito original de desenho urbano sugeria um conjunto de espaços livres públicos abertos destinados ao passeio dos cidadãos (feito á pé) por entre as quadras.
A prefeitura estimulou por meio de incentivos, a construção das edificações com as entradas principais voltadas para o cento da área.
Área: 20 acres

State Street Bank Quincy Courtyard

Massachusstes, 1977
área: 5 acres
Quadra de 200×200
O cliente, a contragosto, acolheu a sugestão de criação do projeto de jardim em seu interior.
Posteriormente, solicitou que o jardim fosse público e permitisse a socialização das pessoas por meio de eventos ao ar público e lanches ao longo do dia.
O projeto previu 3 níveis de terraços conectados por fontes com formato piramidal além de um anfiteatro
O espaço é utilizado hoje para casamentos,  festas, eventos diversos.