Meu primeiro apê: será que meus sonhos cabem nele?

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato quadrado. Uma poltrona com estrutura de madeira, com estofado bege escuro, e com uma almofada com estampa bege e dourada. Ao lado, vemos uma mesa de madeira, com um arranjo de flores. Fim da descrição.
Arquiteta alerta para a importância de consultar um profissional antes de comprar um imóvel (Foto: Divulgação)

Por: Helena Degreas* (FONTE PORTAL ACESSE)

Sábado à tarde. Assistindo Game of Thrones. Aceitei a sugestão dada por meus aluninhos pelo Facebook. Imaginei que um pouco de sangue, não me faria mal. A realidade em nossas cidades é bem pior do que a ficção. Aninhada no meu sofá, estou entre meus cães macios e perfumadinhos; com uma das mãos seguro uma xícara de chá e, com a outra, pego o controle da TV quando… Toca o celular. Contrariada, atendo com aquele humor que só quem me conhece bem, é capaz de entender e perdoar.
_ Helena, é você?
“Não”, pensei em responder… “Quem tá falando aqui é a Ricotinha, o pet da Helena… como ela se deu ao direito de assistir um filme depois de uma semana de trabalho infernal, resolvi dar um tempo para ela e atendi em seu lugar…”.  Mas, em nome da civilidade e cordialidade, resignada, atendo educadamente. “Sim, quem é?”… Do outro lado, apresenta-se o Pedro. Diz que precisava do favor de um arquiteto e que foi encaminhado por minha vizinha Maria Clara. Não lembro e não conheço a Maria Clara. Nem os meus 52 vizinhos. Acostumada a trabalhar com voluntariado em arquitetura e, com o firme propósito de não estender ainda mais a doce conversa, rosno: “como posso ajudá-lo?”.
_ Vou comprar meu primeiro apê. Não posso errar. A senhora é arquiteta. Pode me orientar?
Quase caí prá trás… Há anos tento explicar a necessidade de se contratar a consultoria de um arquiteto para acompanhar os futuros compradores de imóveis na difícil tarefa de encontrar o lar que vai abrigar suas vidas por um bom tempo.
_ Que ótimo! É uma situação bastante rara essa!

Surpresa com o pedido, perguntei o motivo de procurar um profissional para acompanhar a visitação que antecede a compra.
_ Sou usuário de cadeira de rodas e preciso saber se de fato consigo me locomover dentro do meu novo apê. Foi difícil conseguir o dinheiro, o crédito, o financiamento… A senhora sabe, né? Dinheiro não nasce em árvore!
Muito sábio o pensamento. Tem razão ele. Combinamos de nos encontrar no mesmo dia. Para minha felicidade, o tal empreendimento era próximo de minha casa.  O som de bate-estaca dos últimos meses vinha de lá. Dava para ir a pé. Com um pouco mais de sorte, voltaria a tempo de me jogar no sofá e assistir a série. Cheguei ao local. Fantástica a capacidade de criar cenografias e transformar a leitura de plantas em evento. De cara, sou recebida por jovens sorridentes que nos oferecem sorvetes, café, brigadeiros, cupcakes, toda sorte de gordices que ninguém recusa. Só eu, na minha eterna dieta. Paciência. Encontrei o Pedro. Beirando seus 30 anos, sorriso de canto a canto estampado no rosto, falava sem parar de seus sonhos e não via a hora de estabelecer-se longe da república que dividia com os amigos. Tinha um excelente cargo na empresa onde trabalhava e podia vislumbrar a materialização de seu sonho.
Rapidamente, fomos atendidos por um corretor que se dispôs a falar sobre as maravilhas do empreendimento. Mostrou a maquete, falou do conjunto de espaços que levariam os futuros moradores a incríveis ‘experiências urbanas’… Deck,  solário com bangalôs, piscina com raia, arquibancada com vista para o urban skylinespa centerjapanese gardenfitness centerpet corner, sauna seca e úmida com vestiários, concierge, horta comunitária, jardim dos temperos, manobrista, hub bar, sala para reuniões, eventos,coworking e por aí vai. Já cansada da conversa toda e com muita vontade de acabar com a brincadeira, pergunto: “o senhor pode, por gentileza, me fornecer as plantas das unidades adaptadas disponíveis com as medidas, por favor?

Silêncio

Fechou o tempo. Azedou o clima. O corretor me olhava como se estivesse na presença do anticristo. Chamou o chefe. O chefe chamou o coordenador de área. O coordenador de área chamou o coordenador do evento. O coordenador do evento disse que ele era responsável pelos eventos e não pelas plantas. Ligam para a incorporadora. De lá alguém pede para falar com o arquiteto responsável. O arquiteto, na verdade, era uma empresa imensa composta por inúmeros profissionais de marketing, arquitetura, engenharia, direito, administração entre outros. Como era sábado, eles não tinham a tal planta.
Dirijo meu olhar para o Pedro e pergunto, depois de 50 minutos de espera e, agora sim, com a expressão de anticristo estampada na face, se ele poderia me contar qual era o sonho dele para o seu futuro lar. Ele conta. Fica fora de casa praticamente o dia todo e só volta para dormir. Aos finais de semana ‘cai na vida’ ou viaja com os amigos. Vez e outra, almoça na casa dos pais. “Vai cozinhar?” pergunto. De pronto vem a resposta: “nem morto e se tiver que lavar louça, prefiro jogar fora. Dá pra colocar uma mini lava-louças?” … Ok, pensei, precisa de espaço e instalações de elétrica e água para isso. Não estava na tal planta disponível para todos. “Vai lavar sua própria roupa?” Responde: “ternos, camisas e calças sociais pretendo usar o laundry delivery oferecido pelo concierge do empreendimento. O resto, lavo e seco em casa.” Feliz, corretor, coordenadores, gerentes e nem tão sorridentes jovens, ficam felizes com a resposta do futuro comprador.

“Já entendi”, respondo. Tranquilamente e, já sabendo que meus próximos atos seriam motivo de vergonha para meus filhos, alunos e até amigos, saco de dentro da bolsa um escalímetro e uma trena.

_ Pedro, qual unidade você quer comprar?
_ A que me der menos trabalho para eu limpar e aquela que couber o que eu preciso para viver. Acho que a de 32m². Cabe no bolso.

“Ok”, digo eu. “Primeiro você precisa ter condições de se locomover dentro dela com sua cadeira, certo? Depois, gostaria de saber se você se incomoda de andar de ré ou de costas para entrar nos espaços…”.

_ De ré? Como assim? Cabe direitinho. Tá aqui. Não tá vendo?

Pego o folder de divulgação e começo a fazer o que meu trabalho exige. Digo: “Pedro, os móveis do folder estão fora de escala”

_ Estão o quê? Pergunta ele.

_ Não estão do tamanho certo. A medida do apartamento sim, mas os móveis não estão.

_ Estão tentando me enganar?

_ Não sei. Pergunte para eles.

Com a trena em mãos, mostro para ele a realidade daquilo que o folder tentava vender.

_ Está vendo, Pedro? Você terá 32 cm entre a parede e a cama no seu quarto. A não ser que você entre pelo pé da cama e vá escorregando até a cabeceira, a cadeira não passa…

_ Mas na imagem, parece que dá.

_ Parece, Pedro, mas não dá. Está vendo o que vem escrito aqui? Que todos os móveis, equipamentos, louças, metais e revestimentos de pisos e paredes são meramente ilustrativos e estão sujeitos à alteração. O mesmo pode ocorrer durante a obra por causa das compatibilizações técnicas. O que você está vendo e os demais futuros compradores estão aqui vendo também (já com cerca de dez pessoas me olhando atônitas enquanto eu desenhava ‘no ar’ e mostrava com a trena os espaços) é quase uma obra de ficção. É uma ilustração. Só isso. Bonita, né? Bem feitinha…

Continuei… “No banheiro, é esse o tamanho. A cadeira entra de ré. Se precisar ir até o box, não consegue. O giro completo, nem pensar… acho que não vai dar para tomar banho… Para adaptar o banheiro, colocar uma máquina lavadora e secador de roupas, além do espaço para esquentar uma comidinha rápida, você irá sacrificar a sua sala de jantar ou a de estar, talvez… não é difícil. Dá para fazer. Você terá que projetar e mandar fazer os móveis numa marcenaria para esse seu apê. Não vai dar para comprar móveis prontos. Eles não irão caber… nem para você e nem para quem está nos olhando enquanto conversamos”.

Minha pretensão de assistir Game of Thrones estava cada vez mais difícil, graças ao tempo que eu estava disponibilizando com ele e agora mais do que isso: tirando dúvidas e dando a consultoria de graça para os demais futuros compradores que estavam por lá…

Terminada a visita ao stand de vendas, dirimidas as dúvidas, vejo o Pedro titubeante, tentando me perguntar algo.

_ Diga rapaz, qual é a dúvida?

_ Obrigada por me ajudar. Mas é que eu vou precisar fazer novas visitas. Se eu tivesse feito à visita sozinho, eu teria investido minhas economias num apê que eu não conseguiria morar. Quanto custa sua consultoria? É caro, né? Você divide o valor? Em quantas vezes?

#Morri

Pergunto: “Você parcela a consulta do seu psicólogo ou do seu oftalmologista?”

“Não”, responde ele.

No final, expliquei ao Pedro e aos demais que permaneciam me ouvindo, a importância de consultar-se com um profissional da área não apenas na escolha do imóvel, mas principalmente quando da entrega das chaves. É fundamental ler o memorial descritivo do imóvel e conferir se o que está sendo entregue é exatamente aquilo que foi comprado. Em alguns casos, não é. Quanto ao valor, reitero: se a consulta de um médico não é cara, a de um arquiteto, também não é. Os valores equiparam-se. Os resultados interferem diretamente na qualidade de vida daqueles que irão construir seus lares e realizarem seus sonhos neles. Eles precisam, no mínimo, caber. Um projeto é cobrado de forma diferente. Depende do tipo de serviço contratado.  Ainda assim, vale a pena perguntar a um profissional.

Para o Pedro e para os demais ouvintes que presenciaram a situação inédita, encaminhei os nomes de ex-alunos e colegas.

Voltei para casa. Ricotinha e Chanel me aguardavam no sofá. Peguei a melhor louça da casa. Preparei um novo chá. Enfim, assisti ao primeiro episódio.

O Pedro? Comprou o apartamento com área maior. Tinha até uma varandinha. Os espaços foram projetados por um colega meu para ele. Seus sonhos caberão em seu novo apê.

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na vertical. Nela, está a arquiteta Helena Degreas em um retrato preto e branco. Helena tem cabelos loiros, ondulados, um pouco abaixo dos ombros. Ela está com o corpo de lado e com os braços cruzados. Helena usa uma blusa branca, com botões.Fim da descrição.*Helena Degreas é arquiteta e atua como professora do Programa de Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário. Leciona nas áreas de Design Universal e Planejamento Urbano.

Outras notícias sobre Arquitetura

Tudo depende de como você entende as coisas

Eu não nasci de óculos

Arquitetura inclusiva garante segurança e conforto

Anúncios

O lado sinistro

Fonte: Acesse Portal
Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. A imagem tem uma composição, com um pedaço de uma folha de sulfite, com um desenho infantil, sem uma definição clara. O desenho está em cima de uma mesa. Abaixo da folha com o desenho está uma toalha branca de crochê bordada. Fim da descrição.
Lembranças: Desenho do filho e toalha de crochê (Foto: Arquivo pessoal)

Por Helena Degreas*

Bebê já grandinho, chegou a hora de levá-lo para a escolinha. Apesar daquela sensação de culpa eterna que ronda os pensamentos de grande parte da vida daqueles que se ocupam da criação dos pequenos, é preciso deixar crescer. Criamos para o mundo e não para nós mesmos.

Desenvolvimento físico, intelectual, socialização e autonomia são competências socioemocionais que podem ser estimuladas a partir da vivência com outras pessoas. Em casa, não conseguiríamos ‘dar conta do recado’ sozinhos.

Numa das primeiras reuniões com os pais, vejo seus primeiros desenhos. Emocionada, começo a ler naquele emaranhado de traços, linhas, pontos e quase círculos a manifestação do seu desenvolvimento cognitivo. Lá estavam seus pensamentos expressos graficamente! Em mais algumas folhas, surgiram alguns recortes em papeis coloridos colados. #MomentoOrgulho.

Olho para a professora e penso numa frase para externar minha gratidão. Não deu tempo. De pronto ela descreve o que vê: “São garatujas. É assim que eles desenham.” Como é que é? Garatuja no meu dicionário significa desenho rudimentar, malfeito e por aí vai. Perguntei: Do que você está falando? Dá para explicar? Provavelmente num dia ruim, a educadora responde: “Seu filho é canhoto”. Fuzilando com o olhar, me questionava: “E daí? Qual é o problema colega? Escreve com a mão esquerda, vai cortar o bife segurando a faca com a mão esquerda….”

Acaso a escola e seus professores não estão instrumentalizados e preparados para colaborar no seu desenvolvimento? É isso? O clima azedou de vez. Adivinhem quanto tempo ele permaneceu por lá…

Descrição da imagem #PraCegoVer: Imagem no formato retangular, na horizontal. A Imagem é de uma sala de aula, com diversas carteiras na cor bege, vazias enfileiradas. Entre elas estão cadeiras com braços para destros e canhotos. Fim da descrição.
Salas de aula não estão preparadas para todos (Foto: Arquivo pessoal)

Nos primeiros meses de vida, seguindo a ordem natural e esperada das coisas, ele começou a utilizar uma das mãos com mais frequência do que a outra para segurar o copinho e a colher. Estava expressando, como qualquer ser humano, a preferência quanto à lateralidade corporal. Era a esquerda. Pensei: “Será que isso vai dar algum problema na escola? Final do século 20? Acho que não”. Canhoto, canhestro, esquerdo, inábil, desastrado, sinistro… nem sei quantos sinônimos encontrei. Aqueles ligados aos valores religiosos eram os piores: cão, diabo… em outras palavras, passava-me a impressão de alguém ‘do mal’. Palavrinhas que materializavam condutas e comportamentos sociais construídos a partir de pré-conceitos. O menino aprontava todo o tipo de diabruras…, mas daí a entender que a preferência lateral corporal é ‘do mal’? Eu, hein! Fico imaginado o vasto cabedal de histórias que terei para contar aos filhos do meu filho…

Mas o pensamento retornava, insistindo em me perturbar: “…Com o quê, afinal, estaria eu tão incomodada”?

Lembrei-me de meu primo Ιωάννης e minha avó Eλενη. Primo mais velho, brincávamos juntos quando criança. Por volta dos quatro anos, ele me ensinou a desenhar e a escrever com as duas mãos. Sem perceber, desenvolvi uma nova habilidade. Pouco tempo depois, tive alguns probleminhas durante as aulas de caligrafia na escola tradicional americana que frequentei. Gostava de ‘desenhar as letras de mão’ com as duas mãos. Professoras à moda antiga, decidiram unilateralmente escolher a mão que deveria ‘desenhar as tais letras’. Adivinhem qual era… Anos mais tarde, num dos vários almoços na universidade, ele me confidenciou que sofreu muito na escola. Imagine escrever com a mão esquerda frequentando um colégio religioso repleto de padres professores. Afinal, está claro na Bíblia que ‘À direita de Deus pai, ficam as boas ovelhas’… Já à esquerda ficam… tirem suas próprias conclusões… Sobreviveu à tirania destra, crescendo como um adulto ambidestro.

Minha avó paterna, por sua vez, não frequentou escola. Essa situação não a impediu de aprender a ler e a escrever sozinha. Com ela aprendi a cozinhar, tricotar e fazer peças em crochê, naturalmente, utilizando a agulha com a mão esquerda. Só me dei conta disso, novamente na escola, anos mais tarde, durante as aulas de ‘Prendas domésticas’. Nas aulas, empunhando a agulha na mão esquerda, tive que reaprender o que minha avó querida havia me ensinado, agora com a direita. Para não ser reprovada, reaprendi. Tempos difíceis aqueles…

Mas o quê afinal, ainda me incomodava? Acho que foi minha profissão, mais do que qualquer outra coisa. Como arquiteta e urbanista projeto ambientes, espaços e objetos para uso e fruição das pessoas quer nas atividades diárias do lar, do trabalho e da vida em sociedade. Valores estéticos, sociais, econômicos e funcionais estão sintetizados em cada projeto, em cada objeto e ambiente. Tudo é pensado para ser utilizado de maneira confortável por qualquer um que necessite dos nossos serviços. O projeto é contextualizado nas necessidades dos contratantes, apoiado obrigatoriamente em normas e legislações vigentes, técnicas, materiais e processos construtivos disponíveis no mercado.

Procurei em estabelecimentos comerciais diversos objetos cujo design – projeto em outras palavras –, pudessem adaptar-se e atender plenamente as preferências e habilidades associadas à lateralidade corporal do meu filho para facilitar-lhe o uso em ambiente escolar. Obviamente, mal consegui uma tesoura que, apesar de ter gravado o nome do meu filho, misturava-se às dos demais alunos destros, sendo tratada como ‘aquela ruim que não corta’. Meu filho por sua vez, ia se adaptando ao mundo dos destros. Carteiras inadequadas que levavam a uma postura horrível, mouses, botões, roupas, apontadores, abridores de latas ou até dificuldade na escrita: Já perceberam que a mão esquerda passa por cima do texto que se está escrevendo? Leva-se mais tempo para desenvolver a mesma tarefa. Fico imaginando como escrever com uma caneta tinteiro ou como se resolvem as questões de um cirurgião canhoto…

O fato é que até hoje, 20 anos depois, século 21, apesar dos avanços obtidos por força de lei, cerca de 10% da população mundial ainda precisa desenvolver ‘destreza’, adaptar-se e ser flexível no uso dos objetos, instrumentos de trabalho e ambientes criados para os destros. Quantos são? Cerca de 700 milhões de pessoas adaptam-se ao desconforto para poderem trabalhar ou divertir-se. Algumas situações, de tão corriqueiras, transformam-se em verdades inquestionáveis. Cansei de ouvir de alunos e demais pessoas. “Mas é assim que se faz! E existe outro jeito?” Óbvio que sim. Vários! Coloque-se no lugar do outro. Vá pesquisar. Projetar não tem glamour nenhum: 99% transpiração e 1% inspiração. Resumindo: é muito trabalho.

Retorno à necessária mudança de cultura: Valores e crenças sociais só mudam com a educação. Demora, mas não tem outro jeito. Arquitetos não são capazes de mudar a visão de mundo dos demais 90% dos membros que compõem o grupo dos destros. De minha parte, fui contribuir com a mudança. Apesar de trabalharmos com médias, projetar demanda soluções diferentes para cada contexto. Procurar soluções que atendam habilidades funcionais distintas do corpo, significa em outras palavras, dar as mesmas condições de acesso e uso de ferramentas de trabalho, espaços e ambientes para executar uma tarefa bem: independentemente das habilidades funcionais do corpo.

Ao lecionar disciplinas na área de projeto, solicito aos meus alunos que tomem uma atitude proativa, desconfiando sempre do status quo, revendo processos, rotinas, comportamentos, produtos, normas e até legislações que dificultem de alguma forma, a vida das pessoas. Gosto de imaginar o mundo dos mais variados ângulos e lados. Canhestro, estranho, esquisito, inábil, limitado é aquele que diante de todas as possibilidades e lados opta por um apenas… para mim, sinistro mesmo é ver um lado só da vida.

 

Descrição da imagem #PraCegoVer: A imagem está no formato retangular, na vertical. Nela, está a arquiteta Helena Degreas em um retrato preto e branco. Helena tem cabelos loiros, ondulados, um pouco abaixo dos ombros. Ela está com o corpo de lado e com os braços cruzados. Helena usa uma blusa branca, com botões.Fim da descrição.*Helena Degreas é arquiteta e atua como professora do Programa de Mestrado Profissional em Projeto, Produção e Gestão do Espaço Urbano do FIAM-FAAM Centro Universitário. Leciona nas áreas de Design Universal e Planejamento Urbano.

 

Revista Casa Projeto & Estilo: Luxo & Acessibilidade

Danielle Rey, Emmanoel Pires, Érika Nunes, Fábio Yasumoto, Lucas Crepaldi e Olavo Leme

Alunos:
Danielle ReyEmmanoel PiresÉrika Nunes, Fábio Yasumoto, Lucas CrepaldiOlavo Leme
ProfessorasHelena Degreas e Renata Mello
Escritório ModeloAcessibilidade Universal
CursosDesign de Interiores e Arquitetura e Urbanismo

Clientes:

Família contemporânea formada pelo casal (ele é jornalista, 45 anos com habilidades funcionais motoras reduzidas e ela, arquiteta, 40 anos e 1.50m) e três filhos (meninos de 10 e 18 e menina de 16), tem vida social intensa. Encontros, recepções, festas, reuniões de amigos e família fazem parte da rotina de todos os seus membros. Para atender a demanda, os ambientes foram integrados tanto física quanto visualmente sem perder as qualidades estéticas e o conforto. Tecnologias de ponta e planejamento de sistemas áudio e vídeo compõem os espaços que acomodam as atividades de lazer e recreação de todos.

Revista Casa Projeto & Estilo FIAMFAAM - apartamento acessível

Estilo

Moderno, arrojado e sofisticado, o projeto propõe ambientes compostos por materiais, revestimentos e mobiliários com design exclusivo de vários arquitetos e designers, dentre eles, Philippe Starck . As ambientações foram realizadas utilizando uma paleta de cores neutras como branco, preto, beges e cinzas pontuadas estrategicamente com cores vibrantes como amarelo, dourado e vermelho que surgem tanto de objetos decorativos quanto das obras de arte contemporânea distribuídas pelo apartamento.

Casa Projeto & Estilo FIAMFAAM Centro Universitário arquitetura e Design de Interiores

As adaptações

Funcionalidade e eficiências na circulação e acesso a todos os ambientes, mobiliários e equipamentos associado ao luxo, transformaram-se no desafio central para a concepção do projeto. É possível atender clientes com habilidades funcionais diversificadas atendendo às exigências estéticas de todos? A utilização dos princípios de desenho universal, da NBR9050 associados às especificidades ergonômicas e funcionais de cada um de seus membros levaram ao projeto de ambientes que utilizaram predominantemente produtos existentes no mercado de decoração e design. Ajustes nas alturas de poltronas, pufes, mesas e sofás, posicionamentos de tomadas, previsão de circulações amplas e sem barreiras (tapetes foram inseridos em recortes de piso e fixados) e adaptações em bancadas (lavatórios, pias) foram adotadas com o objetivo de gerar qualidade de vida aos seus membros.

Casa Projeto & Estilo FIAMFAAM Centro Universitário arquitetura e Design de Interiores

02

003

004

Living e Family room

Sala de estar, home theater, adega, espaço para leitura, sala de jantar apresentam circulações amplas entre os ambientes viabilizando giro completo da cadeira de rodas e espaços para estacionamento e transferência para o usuário.

Lavabo e suítes

Sofisticado, o desenho das bancadas ajusta-se à altura de seus usuários a partir de acionamento de um botão. As barras de apoio com design alemão, confundem-se com os acessórios assinados. As suítes contam com TVs Magic Mirror em painéis de vidro, chuveiros de teto, duchas manuais e banco retrátil (casal) em Corean, material durável e higiênico.

Cozinha e Espaço Gourmet

A bancada central é de uso exclusivo do pai e se prolonga unindo-se com a mesa de refeições de toda a família. As duas cubas são adaptadas e dispõem de torneiras com água quente e fria acionada com alavancas frontais, o cooktop permite aproximação frontal, o forno elétrico e micro-ondas estão dispostos em bancadas baixas e tanto gaveteiros quanto armários utilizam trilhos de correr italianos, permitindo o alcance de alimentos e utensílios.

Suíte do casal

Foi utilizada uma cama biarticulada que permite diferentes posições e ajustes reclináveis realizados por meio de controle manual. Destaque para u uso de cores e texturas (dos papéis de paredes italianos, tecidos e acabamentos importados), para a automação da TV, equipamentos de som e iluminação do quarto (teto, leitura, piso entre outros).

revista casa, projeto e estilo_luxo_02_olrevista casa, projeto e estilo_luxo_03_ol

revista casa, projeto e estilo_luxo_04_ol

revista casa, projeto e estilo_luxo_05_ol

revista casa, projeto e estilo_luxo_06_ol

revista casa, projeto e estilo_luxo_07_ol

revista casa, projeto e estilo_luxo_08_ol

 

Revista Casa Projeto & Estilo: Flat para um produtor cultural

FIAMFAAM Escritório Modelo Revista Casa Projeto & estilo

FIAMFAAM Centro Universitário e Revista Casa Projeto & Estilo

Alunos:

Ana Paula Santolia de Araújo
Anna Carolina Theófilo
Keila Beatrice Mazza Cyrino Ferreira,
Pedro Vinicius Coivo Cabral e Silva
Reginaldo Castro Moura

Professoras: Helena Degreas e Renata Mello
Escritório Modelo: Acessibilidade Universal
Curso: Design de Interiores e Arquitetura e Urbanismo

O cliente

Criador e produtor de projetos artísticos e culturais, nosso cliente leva uma vida profissional e social intensa, organizando espetáculos, produções, mostras e eventos os mais diversos. Viaja de forma sistemática captando recursos e buscando novos talentos. Dono de um gosto estético refinado, esse jovem “agitador cultural”, como é carinhosamente chamado pelos colegas, solicita a execução de um projeto que se adeque às suas habilidades funcionais motoras e que também apresente materiais e acabamentos modernos, cores contrastantes e texturas diversas, que materializem no espaço, as características de sua personalidade vibrante.

FIAMFAAM Revista Casa Projeto & estilo

O projeto

Para a elaboração do layout, o grupo determinou a localização dos ambiente propostos identificando as circulações e as possíveis manobras que serão realizadas pela cadeira de rodas. Posteriormente, foram definidas as formas de aproximação, acesso e transferência aos mobiliários e uso dos ambientes: todo o cuidado para que as atividades cotidianas do lar possam ser desenvolvidas de forma autônoma sem o auxílio de terceiros.

FIAMFAAM escritório Modelo Revista Casa Projeto & Estilo

Os ambientes

Para o dormitório, foi selecionada uma cama de casal ajustada à altura da cadeira de rodas com o objetivo de facilitar a transferência. Com reguladores para ajuste de tensão, controle individual de posições e massageador, relaxar ao final do dia em frente a uma TV cujo suporte giratório automatizado atende a sala e o dormitório.

O armário apresenta gaveteiros, sapateiros e local para a guarda de objetos diversos foram distribuídos prevendo-se a aproximação lateral da cadeira de rodas. Para otimizar o espaço reduzido, os cabideiros mesmo com sua instalação mais alta, são basculantes fazendo com que o varão apresente altura compatível para o alcance manual frontal. A profundidade do armário atende o alcance manual lateral sem esforço.

FIAMFAAM e Revista Casa Projeto & Estilo

No banheiro, a bancada da pia foi projetada prevendo uma cuba que utiliza um sistema de trilhos que permite ajuste de alturas. O sifão articulado é flexível, seu posicionamento foi ajustado rente à parede, proporcionando segurança ao acesso frontal. Vaidoso, nosso cliente terá acesso visual completo a partir do espelho do banheiro graças à inclinação de 10 graus. No box, foi colocada uma cadeira de banho retrátil e duchas ajustáveis, associadas a um chuveiro. Os trilhos das portas deslizantes do box, foram embutidos no piso, com o objetivo de facilitar na circulação. Sob a bancada, foi posicionado um gaveteiro móvel.

FIAMFAAM escritório modelo Revista Casa Projeto & estilo

Para atender qualidade e conforto do cliente, algumas premissas foram adotadas pelo grupo: por se tratar de espaço exíguo – um Flat com cerca de 40 m², portas e circulações apresentam entre 0.80m e 0.90m de largura. Os giros da cadeira de rodas, visam ao bem estar do usuário e por isso, devem prever a qualidade dos deslocamentos e das manobras realizadas. Ou seja, giros completos devem ter 1.50 m de diâmetro para viabilizar uma volta inteira no ambiente. Dependendo do caso, as rotações ocupam 1.20 m x 1.50 m para meia volta e 1.20 m por 1.20 m para girar à esquerda ou à direita. Todos os pisos selecionados são antiderrapantes e os carpetes utilizados na decoração foram fixados no chão e embutidos em recorte no piso. Todos os móveis e equipamentos que serão utilizados pelo cliente para fins de descanso, foram selecionados a partir de estabelecimentos comerciais que atendem usuários com habilidades motoras diversas, ou seja, quando necessário, tiveram suas alturas adequadas à para a transferência a partir de uma cadeira de rodas proporcionando bem-estar ao cliente.

FIAMFAAM revista Casa Projeto & Estilo

FIAMFAAM Revista Casa Projeto & Estilo

Por um projeto de paisagismo acessível: Revista Casa Projeto & Estilo

Projeto publicado no Espaço Universitário da Revista Casa Projeto & Estilo (ano 3, no. 21)

Alunas:

Daiana Rada
Fátima Dionízio
Juliane Hemmel
Rose Alves

Professor: Drª Helena Degreas
Disciplina: Acessibilidade Universal
Curso: Design de Interiores
Centro Universitário FIAMFAAM

vista de várias ambientes à noite

Conceito

Com cerca de 300m², o segundo pavimento da cobertura duplex apresenta um projeto de paisagismo ousado para atender ao programa de necessides bastante extenso e diversificado da família que é composta por uma casal de empresários do ramo de entretenimento, dois filhos universitários (um deles ingressante em medicina e com deficiência funcional motora) e seus avós que apresentam mobilidade reduzida e tem uma intensa atividade social.

Os espaços do apartamento são utilizados praticamente todas as noites e finais de semana pelos filhos e pelos avós concomitantemente, situação esta que gerou a necessidade de setorização da planta.


Programa de Arquitetura

Fitness Room, Espaço das águas, Solarium e Spa, Jardim Vertical: sabores e aromas, Game Room, Área Gourmet, Sala de Degustação, Estar (fire place e mini golfe), Sauna, Sanitários.

Foram estudados e descritos os movimentos e atividades que serão realizados pelos clientes. Com isso, todos os assentos foram adequados à transferência do usuário de cadeira de rodas e também às necessidades de movimentação independente dos idosos alterando-se as alturas, encostos, apoios e densidade das espumas utilizadas nos mobiliários. Acessos, circulação, manobras, áreas de estacionamento e transferência do usuário de cadeira de rodas foram previstos gerando áreas e dimensões adequadas ao uso do cliente com conforto. Para o acesso  entre os andares, optou-se pela manutenção da escada original e também pela incorporação de uma plataforma elevatória elétrica com bateria de reserva que funciona como dispositivo de segurança para a falta de energia.

Espaço das águas

Revestimentos sortidos e atraentes como o vidro e pedras semipreciosas, conferem acabamento luxuoso ao espaço das águas. Muito além da natação, o local criado abriga espelhos d’água com profundidades diversas que, alternados com jardins e repuxos dágua, permitem vivenciar experiências diversas tais como tomar sol e refrescar-se na prainha, conversar entre amigos ou simplesmente relaxar usufruindo dos benefícios da cromoterapia e da massagem dos jatos de água que se encontram numa das paredes atrás dos bancos submersos na piscina. O acesso e a transferência para a área foi especialmente projetado com uma cadeira elevatória (elevador aquático) que permite a imersão na água com conforto e segurança tanto do rapaz quanto do casal de idosos em qualquer profundidade. A piscina foi dotada de corrimãos internamente à água para viabilizar o acesso para os distintas habilidades motoras.

Os assentos imersos ao lado do pequeno jardim que, além de local para contemplação da borda infinita e do som das águas em movimento, também foi dotado com jatos de água para hidromassagem. Buscando a harmonia entre corpo e mente, o projeto utiliza a tecnologia para fins também terapêuticos. Por meio do uso de luzes e cores vibrantes e relaxantes, os moradores usufruem dos benefícios da cromoterapia. No deck, os bancos em capitonê tornam o ambiente para conversas mais aconchegante ao som das águas que escoam pelos vasos ou que caem da borda infinita.

vista superior espaço das águas

Corpo e mente: solarium e spa num mesmo espaço

Para melhor atender a todas as idades e necessidades de cada morador, no deck modular foi colocada uma cama de massoterapia sobre uma plataforma elétrica elevatória, permitindo ajuste da altura que se adequa tanto para a massagem e fisioterapia quanto para o banho de sol. O som proveniente da cortina d’água e o perfume das flores plantadas no jardim vertical completam a tranquilidade do ambiente. O acesso se dá pela plataforma elevatória.

solarium e massoterapia

Jardim Vertical: sabores e aromas

Próximo a área gourmet, o jardim vertical além de atender àqueles que estão preparando os alimentos (plantio de diversas especiarias e temperos) na área gourmet, serve como terapia ocupacional para a avó que cultiva pequenas hortaliças em vasos suspensos. As dimensões e alturas da parede verde (entre 0.40m e 1.40m) facilitam tanto o alcance manual frontal da idosa quanto viabilizam o alcance manual lateral do rapaz sentado em cadeira de rodas.

horta vertical e estar ao lado da borda infinita

Estar entre amigos

Espaço multiuso que permite encontros descontraídos entre os jovens ao redor da lareira portátil elétrica para um luau ou simples bate papo. O local apresenta também uma cesta de basquete baixa e área de mini golf para partidas mais intimistas com tacos adaptados cujas dimensões se adequam ao rapaz em cadeira de rodas. No jardim laeral, vasos com espécies frutíferam completam o espaço para diversão. Nas paredes grafite com tema contemporâneo.

vista da área de estar entre amigos noite

Game Room

Com o objetivo de divertir e também colcaborar na redução do risco de declínio das funções cognitivas (memória e raciocínio), foi projetado um espaço com jogos eletrônicos que simulam movimentos de atividades físicas através de mecanismo de realidade virtual e tecnologias de rastreio e atuação. Os movimentos realizados desenvolvem as habilidades motoras melhorando o condicionamento físico, a percepção  e lógica proporcionando momentos de diversão e relaxamento tanto individualmente quanto em grupos sendo acessíveis para qualquer pessoa, tanto para aqueles com mobilidade reduzida quanto para pessoas com deficiências funcionais motoras.

vista estar entre amigos alta resolução noturna

Fitness Room

Com o objetivo de criar um treinamento específico para que o jovem alcance um excelente condicionamento físico por meio da flexibilidade, força, eficiência cardiovascular, resist~encia aeróbica e muscular localizada, o espaço foi dotado de aparelhos que trabalham o alongamento, coordenação motora, musculatira dos membros superiores e abdômen trabalhando bíceps e tríceps. Para os idosos, foram colocados aparelhos que simulam caminhadas além de rodas, eixos, roda de barra, pesos e alavancas que são indicados para o fortalecimento e flexibilidade muscular além da melhoria da coordenação motora.

Sala de Degustação de vinhos e adega

Espaço informal para receber os amigos e amantes de vinhos e queijos do casal de idosos, o local recebeu adega climatizada, gaveteiros refrigerados, pias e bancadas com alturas que atendem tanto ao jovem  em cadeira de rodas quanto aos amigos octagenários que celebram a vida com boas taças de vinho. Para indicar a localização dos vinhos, a adega foi dotada de um sistema automatizado que utiliza iluminação LED e cujos rótulos são dastrados e mapeados, funcionando como vinoteca eletrônica.

adega e sala de degustação vista noturna

Área gourmet

Prático e funcional, o projeto priorizou as manobras, acesso (alcance manual frontal e lateral) e aproximação da cadeira tanto para o rapaz quanto para o casal de idosos para a realização de cada atividade adequando-se alturas e dimensões de bancadas de apoio, gaveteiros refrigerados, churrasqueira, forno elétrico e cooktop.  O sistema de acionamento touch facilita o manuseio para as diversas habilidades dos usuários. Sofás e pufs com revestimento em tecido náutico conferem resistência às variações de tempratura e também charme pelo aspecto rústico.

Sanitários

Além da aproximação e alcance manual frontal previstos, as pias são acopladas a um sistema de barras de parede móvel que permite ajuste de alturas para os diversos usuários. Os misturadores são frontais e o sifão é articulado e flexível. Os espelhos foram inclinados a 10º para garantir a visibilidade do usuário em cadeira de rodas.

Especificação dos móveis e equipamentos utilizados no projeto

capa

Acessibilidade Universal: programa do curso 2011 1º

EMENTA

Estudo das questões projetuais da acessibilidade às edificações considerando os aspectos relacionados às pessoas portadoras de deficiência.

OBJETIVOS DA DISCIPLINA

Aprimorar o entendimento da influência das decisões arquitetônicas na acessibilidade e segurança de uso das edificações. Além disso, são aprofundados os conhecimentos sobre instrumentos que podem ser empregados para proporcionar melhores condições de acessibilidade resultando num projeto arquitetônico de qualidade e que atenda plenamente às necessidades do usuário final.

Melhorar a formação dos profissionais no conhecimento sobre acessibilidade, da situação do espaço construído em relação a sua adaptação às exigências da sociedade, das possibilidades de se obter maior desfrute dos espaços.

Planejamento e a adequação do ambiente urbano e dos sistemas de deslocamento sobre a cidade.

Estudar a Legislação relacionada ao tema.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Conceito de desenho universal.
Sociedade inclusiva
Cidade Acessível
Espaços acessíveis que atendam aos princípios do desenho universal.
Variedade de necessidades dos usuários, autonomia e independência.
Ambiente construído: a adequação e adaptabilidade da estrutura, das instalações.
Mobiliário e equipamentos adaptados
Garantias Legais de Acessibilidade

 

METODOLOGIA DE ENSINO

Palestras, aulas teóricas e exercícios práticos.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Os alunos serão avaliados pela participação em aula, no desenvolvimento dos exercícios e seminários propostos, e realização da prova. A freqüência será aferida pela lista de presença.

 

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

CAMBIAGHI, Silvia. Desenho Universal: métodos e técnicas para arquitetos e urbanistas. São Paulo: SENAC, 2008.

MATARAZZO, Claudia. Vai encarar? : a nação quase invisível de pessoas com deficiência. São Paulo: Melhoramentos, 2009.

NBR 9050. Acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências a edificação, espaço, mobiliário e equipamento urbanos.

SÃO PAULO (Cidade) Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbano. Comissão Permanente de Acessibilidade. Guia de acessibilidade em edificações. São Paulo: CPA, 2002.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

GOLDSMITH, Selwyn. Design for the disabled. New York: McGraww-Hill Book, 1990.

PREISER, Wolfgang F.E.; OSTROFF, Eliane (editors). Universal Design Handbook. New

York: Mc. Graw Hill, 2001.

ENDEREÇOS ELETRÔNICOS

Biblioteca com diversos arquivos em PDF: Disponível em: http://www.desenhouniversal.com
acesso em 04.05.09 as 21:30:20

Guia de acessibilidade nas edificações. Disponível em: http://www.crea-mg.org.br/imgs/cart_aces_edificacoes.pdf
acesso em 04.05.09 as 22:20:30

Guia de acessibilidade urbana: Disponível em: http://www.crea-mg.org.br/imgs/cart_aces_urbana.pdf
acesso em 04.05.09 as 20:25:20

http://www.usp.br/fau/cursos/graduacao/arq_urbanismo/disciplinas/aut0217/Mobiliario_Urbano_Antropometria.pdf
acesso em 04.05.09 as 24:32:25

http://helenadegreas.com.br Acesso em 07.01. 2010 as 11:11:28 e http://helenadegreas.wodpress.com

http://derrubandobarreirasacessoparatodos.blogspot.com/ Acesso em 04.01.2010 as 11:12:35

Projetos de ex-alunos