Parque Augusta: por uma cidade mais verde

Parque Augusta: por uma cidade mais verde

Publicado em 09/10/2013 | 1 Comentário | Editar

Este projeto foi realizado por alunos do escritório modelo do Curso deArquitetura e Urbanismo do FIAMFAAM Centro Universitário com o objetivo de atender as necessidades de recreação e lazer em áreas centrais (Bela Vista, subprefeitura Sé) e também atender ao previsto no texto do Plano Diretor do Município de São Paulo, ou seja, gerar qualidade de vida ao cidadão.

Parque Augusta: ilustração André Spadari FIAMFAAM escritório modelo de arquitetura

Todos nós, moradores de São Paulo sentimos a carência de aespaços livres públicos na cidade para o exercício de nossas atividades cotidianas tais como tomar sol, andar à toa, sentar-se à sombra de uma árvore e conversar com amigos, ouvir os pássaros que habitam os quase  24.ooo m² de área verde do local, ler um jornal, passear com nossos animas de estimação, tomar um sorvete ou simplesmente flanar como diriam os moradores mais antigos…

Nossos alunos acreditam que mais do que shoppings, áreas comerciais, torres de escritórios, flats (que já estão sendo construídas logo em frente no antigo Cadoro) o cidadão precisa respirar… não ser obrigado a ler letreiros, avisos e placas comerciais, olhar preços em vitrines … enfim, não ser compelido a comprar, comprar, comprar… para as situações descritas, os locais de compra e venda existem às centenas. Basta escolher qualquer um deles.

Parque Augusta: ilustração André Spadari projeto para Parque Augusta FIAMFAAM escritório modelo

Fica aqui, senhor prefeito e ilustríssimos vereadores, o recado e a esperança de um conjunto de jovens que desejam do Poder Público uma cidade desenhada, pensada para seus habitantes e que gere qualidade de vida aos seus cidadãos e não apenas àqueles que empreendem novos negócios…

#FICADICA para o IABCAUBRABAP  e ANP

E por que não realizar um CONCURSO NACIONAL DE PROJETOS Estudantis para o Parque Augusta?

Cliente principal: cidadãos da cidade de São Paulo
Solicitante: Drª Celia Marcondes (Aliados do Parque Augusta)
Tutor: Helena Degreas

Projeto:  André Spadari,  Brigida Valentini, Juliana Gasparotto.

Projeto Parque Augusta FIAMFAAM Conceito escritório modelo

Projeto Parque Augusta planta de vegetação FIAMFAAM

Projeto Parque Augusta FIAMFAAM pisos

Projeto Parque Augusta FIAMFAAM maquete

Revista Casa Projeto & Estilo: dormitório acessível para um adolescente

FIAM-FAAM Centro Universitário

Escritório Modelo: Acessibilidade Universal
Cursos: Design de Interiores, Arquitetura e Urbanismo
Tema: adaptação de um apartamento para um adolescente

Alunos:
Ana Verônica Cruz
Giovanna Galvão
Maiara Bicalho
Leonardo Mamede
Luana Souza Pereira
Luciana Ishu
Sabrina Archanjo Brasil
Simone Dias
Foto: Cibele Rossi de Almeida
Orientação: Profª Helena Degreas

Foto dos alunos

2 3

Introdução
Quem não se lembra de como era bom sair correndo pelos corredores da casa e pular sobre a cama dos pais ou sobre os sofás da sala quando criança? Trazer amigos para dormir em casa, passar a noite inteira acordado assistindo TV, jogando games, conversando e fingindo que está dormindo quando os pais entram no quarto? Estas travessuras e outras tantas são rotina na vida de João (9 anos) e Pedro (12 anos), filhos de um casal jovem que como todos nós, tem uma agenda preenchida por trabalho, estudos, vida social intensa e diversos afazeres vinculados ao lar.

planta do dormitório

É neste ambiente que se desenvolve a proposta de redefinição dos layouts. Com a chegada da adolescência, novas demandas surgiram: os meninos que antes dormiam juntos terão doravante seus quartos individuais que devem oferecer um programa de atividades semelhantes, mas atendendo algumas especificidades: Pedro tem habilidades funcionais motoras reduzidas que, de tempos em tempos, variam entre o uso de cadeiras de rodas e andadores; recentemente, vem sendo estimulado a andar de forma autônoma sem o uso de tecnologias assistivas situação essa que lhe dará a liberdade de escolher para onde quer ir – andando ou correndo a seu modo. Embora ele apresente dificuldades para aprendizagem de conteúdos educacionais, sua habilidade visual é adequada, mas, como qualquer pré-adolescente, sua habilidade funcional auditiva é, na opinião dos pais, bastante “seletiva”.

Quarto do Pedro

quarto do Pedro

Partido

Todos os ambientes foram desenvolvidos para atender às linguagens estéticas e às necessidades sociais da família (recepção de amigos e parentes), bem como às orientações da TO – terapeuta ocupacional e do fisioterapeuta frente aos condicionantes espaciais necessários ao pleno desenvolvimento das habilidades de locomoção e compreensão do Pedro na sua nova fase de vida. A casa deve prover e colaborar no pleno desenvolvimento de autonomia na execução das atividades cotidianas domésticas que vão desde aos cuidados com sua higiene pessoal, alimentação bem como a execução de tarefas que são de sua responsabilidade como guarda de roupas e objetos pessoais, realização de tarefas da escola com acompanhamento eventual da TO, recepção de amigos nos finais de semana e algumas atividades de fisioterapia.

Cozinha Adaptada

Cozinha Adaptada

Cozinha Adaptada

Cozinha Adaptada

O layout foi desenvolvido para todos os ambientes da casa e alguns elementos foram incorporados visando à locomoção segura. A partir dos estudos de circulação (em pé, com auxílio de andadores ou em cadeira de rodas) e, atendendo às formas de uso dos ambientes pelos meninos, todos os vãos de portas e circulações apresentam 0.90m livres. Algumas paredes receberam a fixação de barras de apoio (corredores, salas de estar, jantar, TV, cozinha, banheiro) para que Pedro possa andar apoiando-se por toda a casa. Assentos da cozinha, salas de jantar, estar e home office  (sofás, poltronas e cadeiras diversas) e banheiro são fixos e tem alturas que se adequam à transferências por cadeira de rodas.

No quarto de Pedro foram previstas as mesmas atividades de Marcelo com alguns diferenciais no mobiliário: a bancada de estudo é longa para comportar dois lugares (para ele e para a TO). Nela foi inserida uma prancheta com altura regulável revestida nas quatro laterais com material emborrachado e altura de 0,01m (evita a queda de cadernos e lápis quando inclinada); os gavetões com rodinhas ficam embaixo de uma das laterais da bancada e neles são colocados objetos e brinquedos. A frente é de acrílico transparente para que os objetos sejam facilmente identificáveis pelo menino. A cama é motorizada e biarticulada e sobre ela, no teto levemente rebaixado, foram embutidos dois spots que podem ser acionados para fins de leitura. Como Pedro adora desenhar, ao lado do armário e na parede foi colocada uma grande lousa branca com apoio para que ele fique em pé. Grande paixão do Rodrigo, a bicicleta adaptada juntamente com a cadeira de rodas que aos poucos ele vai largando, ficam pendurados na parede do quarto.

Banheiro adaptado dos meninos: Pedro e João

Banheiro adaptado dos meninos: Pedro e Marcelo

Lavabo adaptado

Lavabo adaptado

adaptação do banheiro dos meninos

adaptação do banheiro dos meninos

O banheiro recebeu mais uma porta que se abre (com folha de correr) para o quarto facilitando o acesso durante a noite. A pia do banheiro e do lavabo tem alturas reguláveis associadas a um sifão flexível. Ao lado da banheira há um assento e apoios laterais retráteis que tem por objetivo facilitar a troca de roupas, como exemplo. As pias do lavabo (que foi colocada no hall de circulação da cozinha) e do banheiro tem barra de apoio na frente facilitando as atividades de higiene. Os pisos todos foram selecionados com materiais antiderrapantes e de fácil manutenção. Tapetes foram embutidos e fixados no chão evitando escorregamentos.

quarto do casal

Design acessível: quarto de menino

Ana Júlia Ribeiro, Barbara Cabral,Karoline Gaiardo

Alunas
Ana Júlia Ribeiro
Barbara Cabral
Karoline Gaiardo

Foto: Elielton Caetano
Grafite: Alex Secos

Professor: Drª Helena Degreas
Disciplina: Acessibilidade Universal
Curso: Design de Interiores
Centro Universitário FIAMFAAM

Casa projeto e Estilo novembro 2012

 

Cliente

Que tal “dropar a rampa” ou ainda “executar um backflip” radical? Quedas espetaculares à parte, estas expressões integram o vocabulário que compõe o cotidiano de vida do jovem cliente viciado na prática do Hardcore Sitting, esporte urbano com manobras inspiradas nos movimentos dos patins e skates e praticado por deficientes motores em cadeiras de rodas adaptadas.

Conceito

Com cerca de 25m², a suíte atende a um programa de atividades de um rapaz com vida social, de trabalho e familiar bastante intensa. Muito além de dormir, o local também propicia o desenvolvimento de outras atividades  tais como estudos, jogos, leituras e exibições de filmes para amigos. Geek convicto, o rapaz é fã de games, mangás e gosta de músicas contemporâneas.

Projeto Casa & Estilo  revista Casa Projeto & Estilo

Revista Casa Projeto & Estilo

 

Arquitetura

Para conseguir viabilizar usos tão diversificados, a família solicitou a unificação de duas das suítes do apartamento. Com isso, o local ganhou mais espaço para distribuir os ambientes com mais conforto e qualidade.

Ambiente para dormir
Foi escolhida uma cama de solteiro com altura compatível para a transferência com estrado motorizado cujo movimento é anatômico, articulado e duplo (cabeceira e pés). Numa das laterais, a extensão do baú de futon com almofadas coloridas gera uma bancada mais baixa que serve como um criado mudo que, além da luminária com foco dirigido para leitura confortável na cama, permite o descanso do controle de automação que controla tanto os aparelhos e caixas de som embutidas no forro de gesso, quanto a iluminação, TV e vídeo game que encontram-se no quarto

Ambiente para games
O local é composto por um suporte articulado de TV (LED de 55”) com movimentos laterais e inclinção de até 15 graus e que permite a movimentação do aparelho para adequar-se às necessidades de posicionamento dos jogadores no dormitório confortavelmente. Associado ao aparelho, o local dispõe de bancada para colocação do console, dos controles wireless sem fio e dos demais adaptadores interativos que compõe a série de dezenas de jogos como taco de baseball, taco de golfe, raquete de tênis e tênis de mesa. Além de divertir, os games interativos colaboram no desenvolvimento das habilidades motoras melhorando a condição física de seus jogadores. Para a movimentação dos jogadores (em cadeira de rodas ou em pé) foi disponibilizado um espaço livre ao lado da cama e dos assentos em L que se encontram na parede.

Estação de estudo e trabalho
Trata-se de uma longa bancada de madeira com altura compatível para o ambiente de trabalho e estudo do cliente. O comprimento é necessário para poder comportar computador, tela, impressora entre outros equipamentos. Gaveteiros utilizam sistema de trilhos deslizantes. O armário para guarda de livros está suspenso do chão, adequando-se ao alcance manual lateral e encontra-se do outro lado da bancada. Sobre ela, foram colocadas as tomadas para acesso manual frontal.

Banheiro
A pia foi embutida na bancada e recebeu um sistema de barras de parede móvel que permite adequação às alturas dos distintos usuários. O sifão articulado é flexível e está posicionado junto à parede permitindo aproximação frontal com segurança. Os misturadores de água são frontais facilitando o manuseio do cliente. Os espelhos foram inclinados a 10 graus garantindo um campo de visão adequado tanto para quem se encontra sentado quanto para quem está em pé. A cadeira do chuveiro e o vaso também receberam o sistema de barras, facilitando o estacionamento, acesso e transferência do jovem.

Revista Casa Projeto & Estilo  Revista Casa Projeto & Estilo

 

Armário para roupas
Gaveteiros e demais componentes do armário foram colocados com alturas que variam entre 0,40 m e 1,40 m para gerar praticidade e conforto para o manuseio das roupas, sapatos e acessórios a partir de uma aproximação lateral. Apesar da profundidade de 0,60 m, o armário tem prateleiras deslizantes que permitem o acesso ás áreas mais profundas do armário viabilizando o alcance manual lateral do usuário. Mesmo instalados em pontos mais altos, os cabideiros são basculantes e podem ser acessados pelo varão que sofreu adaptação (o cabo é mais longo que o usual) para ser acessado com conforto. Ao lado do armário de portas deslizantes, foi colocado um espelho que vai do teto ao chão.

Revista Casa Projeto & Estilo

 

Completam a decoração a fita de LED RGB que além de bonita, permite a visualização do ambiente à noite graças à luz tênue e a cortina de correr automatizada blackout.

Praça Victor Civita

Ficha Técnica

Paisagismo Arquiteto Benedito Abbud Paisagismo e Projetos
Arquitetos: Levisky Arquitetos Associados e Anna Julia Dietzsch
Ano Projeto: 2007
Localização: R. Sumidouro, 580 – Pinheiros, São Paulo, 05428-010 – São Paulo – Brasil. Contato: (11) 3372-2303 ()‎ ·

Implantação
Fonte: Google Earth                                 Fonte: ArchDaily

O projeto teve início em 2006. Através de um intenso processo de interlocução com representações privadas e públicas, aconteceu o resgate de uma área contaminada em São Paulo. A praça não é apenas uma área recuperada da degradação,  serve também como um Museu Vivo onde a população pode refletir sobre construção sustentável, economia energética e responsabilidade sócio – ambiental.

PROGRAMA: Deck de madeira e Deck de piso de concreto:percurso consciente; Laboratório de Plantas (sitema de reuso de águas + biocombustíveis); Museu da Reabilitação Ambiental – Edifício Incinerador; Praça de paralelepípedos; Centro da Terceira Idade; Arena, arquibancada para 240 pessoas; Sanitários, depósitos, cabine de som; Camarins; Oficina de Educação Ambiental; Bosque; Jardins verticais; Alagados construídos (reuso de águas).

Praça Victor Civita   Praça Victor Civita

Curso de Arquitetura e Urbanismo FIAM FAAM
Pesquisa de Iniciação Científica
Aluna Marianna Barbosa ( RA: 5302109)
Orientadora Drª Helena Degreas

Diagnóstico e proposta de acessibilidade: Freguesia do Ó (Largo Novo e Velho da Matriz)

Desenvolvido pelos alunos do Escritório Modelo Digital do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAM-FAAM, o trabalho avaliou as condições de acessibilidade de alguns locais de uso público e coletivo em São Paulo.

Local:
Freguesia do Ó (Largo Novo e Velho da Matriz)- Zona Norte- São Paulo/SP
Aluna:
Bruna Costa Borges (RA4136061)
Tutor:
Drª Helena Degreas

Visita Técnica: ativividade 1

Diagnóstico da área

Diretrizes de intervenção para o local

Outros links relacionados:
Diagnóstico e proposta de acessibilidade da região da LUZ
http://migre.me/3geXT

Prática Experimental em ambiente acadêmico: relato de experiência desenvolvida no escritório-modelo do curso de arquitetura e urbanismo do a FIAMFAAM Centro Universitário

 

 

 

Experimental Practice in academic environment:
report of an experiment carried out in the model office of the
Architecture and Urban Planning Course at FIAM-FAAM University Center

Drª Helena Napoleon Degreas[1]; Drª Paula Katakura[2]

RESUMO

As transformações no mundo do trabalho vêm requisitando profissionais da área de arquitetura e urbanismo qualificados que acompanhem as mudanças e transformações do mundo contemporâneo e que atendam às complexas demandas de uma sociedade em constante mudança. Para tanto, o projeto pedagógico deve viabilizar a coexistência indissociável de relações entre teoria e práticas experimentais, buscando a solução de situações problema contextualizados em realidade vivenciada pelo aluno. O texto abordará, por meio da descrição de um objeto pedagógico denominado “mapa tátil e de baixa visão” desenvolvido em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, o papel pedagógico desempenhado pelos programas e projetos de pesquisa e extensão realizadas no escritório-modelo do curso de arquitetura e urbanismo da FIAM-FAAM para a construção de novos conhecimentos visando à aquisição das habilidades, competências e aprofundamento dos conhecimentos tecnológicos dos futuros profissionais em ambiente acadêmico.

Palavras-chave: escritório modelo, prática profissional, programas de extensão universitária, mapa tátil e baixa visão, habilidades e competências em arquitetura.

Mapa Tátil Urbano: FIAMFAAM Campus Liberdade 

Fonte: Arquivos do Escritório Modelo do Curso de Arquitetura e Urbanismo FIAMFAAM. Foto Katakura, Paula 2008.

ABSTRACT

Transformations in the world of work call for qualified professionals in the architecture and urban planning area who follow the alterations and transformations of the contemporary world and who atend the complex demands of a society in constant change. To achieve that level, the pedagogical project must make viable the inseparable coexistence of relations between theory and experimental practice, seeking for solutions to problematic situations contextualized in the reality experienced by the pupil. By means of the description of a teaching tool called tactile and low vision map developed in partnership with the Dorina Nowill Foundation for the Blind, the text will broach the
pedagogical role played by the programs and research projects and outreach projects carried out in the model-office of the Architecture and Urbanism course at FIAM-FAAM for the building of new knowledge aiming at the acquisition of skills, abilities and deepening of the technological knowledge of future professionals in an academic
environment.
Keywords: model office, professional practice, university outreach
programs, tactile and low vision map, skills and abilities in architecture.

RESUMEN

Las transformaciones en el mundo del trabajo están exigiendo profesionales de la arquitectura y del urbanismo cualificados, que sigan las transformaciones del mundo contemporáneo y que lleven a cuidado de las demandas de una sociedad compleja en cambio constante. Para eso, el proyecto pedagógico debe hacer posible la coexistencia indisociable de relaciones entre la teoría y las prácticas experimentales, buscando la solución de los problemas contextualizados en la realidad conocida por el aluno. El texto abordará, por medio de la descripción de un objeto pedagógico denominado “mapa táctil y de baja visión””en sociedad con la fundación Dorina Nowill para Cegos, la función pedagógica desempeñada por los programas y proyectos de pesquisa y extensión realizadas en el taller-modelo del curso de Arquitectura y Urbanismo de la FIAM-FAAM para la construcción nuevos conocimientos buscando la adquisición de las habilidades, de las competencias y de la profundización del conocimiento tecnológico de los futuros profesionales en el ambiente académico.

Palabras-clave: Taller-modelo, Práctica profesional, Programas de extensión universitaria, Mapa táctil y de baja visión, Habilidades y competencias en arquitectura.

Introdução

As mudanças no ambiente de trabalho vêm requisitando profissionais da área de arquitetura e urbanismo qualificados que acompanhem as transformações do mundo contemporâneo e que atendam às demandas de uma sociedade altamente complexa. Para tanto, o projeto pedagógico deve viabilizar a coexistência indissociável de relações entre teoria e práticas experimentais, buscando a solução de situações-problema contextualizadas em realidade vivenciada pelo aluno.

As grandes transformações da sociedade nas últimas décadas estão refletidas nas mudanças no comportamento humano, principalmente da população que se concentra nos centros urbanos. Estão em permanente mudança os hábitos de morar e de trabalhar, que demandam novas soluções para a edificação, a cidade e o ambiente. O conhecimento voltado à produção do habitat do ser humano quer nos seu abrigo individual, quer nos seus espaços coletivos, não pode ficar alheio a essas transformações e exige preparação de profissionais, arquitetos e urbanistas, capacitados para enfrentar essa nova realidade.

Neste contexto, com o aumento das informações disponíveis, a educação deve considerar a forma individual de aprendizagem, trabalhar a capacitação cognitiva, a interpretação, a procura da informação e a indagação por meio de um programa que contemple a interconexão daquilo que se aprende unindo inteligência e criatividade. O profissional arquiteto e urbanista, deverá saber identificar problemas, compreender a realidade e seus diferentes atores, transformando a matéria e criando soluções para o espaço da sociedade, tomando decisões e relacionando campos de conhecimento antes isolados.

Torna-se cada vez mais importante a necessidade de reciclagem constante de trabalhadores e profissionais devido à quantidade dessas novas informações, instrumentos de trabalho e formas de acesso ao conhecimento que se internacionalizou.

A formação não se dá ou se encerra na entrega do diploma ou da certificação profissional. Assim como situações diante da vida profissional deixam de ser previsíveis inviabilizando a adoção de soluções pré-concebidas. Esses trabalhadores e profissionais deverão estar preparados para aprender a ser, aprender a aprender, aprender a conviver, aprender a fazer continuamente, adotando nova postura pró-ativa face às novas e imprevisíveis situações que deverão ocorrer ao longo de toda sua vida profissional. Esse será o desafio a ser percorrido e vencido pelas instituições de Ensino Superior: como desenvolver egressos que tenham internalizado em seu processo de formação e desenvolvimento constantes as competências pessoais, sociais, cognitivas e produtivas ou ainda laborais necessárias para sua inserção no mundo de relações complexas e interdependentes?

Trata-se de uma mudança de paradigmas que leva ao enfrentamento de um desafio: a adequação dos projetos político-pedagógicos e métodos de ensino dos cursos de arquitetura e urbanismo ao atendimento da formação fundamentalmente educativa e focada não apenas na educação profissional, mas também no desenvolvimento de condutas e atitudes com responsabilidade técnica e social.

Essa formação deve estar expressa no conjunto de ações pedagógicas que serão tomadas para a viabilização dos programas de pesquisa, ensino e extensão garantindo o desenvolvimento das competências e habilidades previstas para a formação do perfil profissional pretendido para cada curso.

Um ponto importante a ser ressaltado ainda é a interpretação e a forma de como se tem dado o ensino que objetiva o desenvolvimento de competências e habilidades profissionais em arquitetura e urbanismo em sala de aula a partir dos profissionais de ensino. Existem algumas evidências extraídas de levantamentos informais em nossa área de atuação que apontam para uma formação pedagógica específica insuficiente destes docentes na área de educação e formação para a atividade de ensino e formação profissional que atendam ao texto da Lei Federal nº 9.394 – 20.dez.1996. Embora altamente titulados e qualificados em seus campos de atuação profissional vinculado à arquitetura e ao urbanismo, apresentaram na elaboração de seus programas de curso metodologia e aplicação de recursos pedagógicos insuficientes para o desenvolvimento de conceitos básicos na área de educação profissional tais como saberes, habilidades e competências. Outro ponto a considerar é a forma como esses conceitos (parcialmente compreendidos) são trabalhados no dia a dia com os alunos na forma de novas ações pedagógicas. Ocorre que na insuficiente formação específica para o ensino em cursos de pós-graduação de arquitetura e urbanismo, os profissionais voltados à docência adotam modelos construídos ao longo de sua formação espelhando-se, num primeiro momento, em professores cujas atitudes e comportamentos exerceram influência em sua prática docente.

Pode-se acrescentar a tradição culturalmente internalizada entre arquitetos professores que é a de que o aprendizado ocorre por meio da transmissão do ofício ou ainda, que a arquitetura e o urbanismo podem ser apreendidos por meio do discurso realizado pelos mestres sobre o que é a arquitetura, o urbanismo e como se deve agir para alcançar êxito em seus desenhos, projetos e planos. Pode-se afirmar que para esse caso, aprende-se por influência, materializando-se na formação dos alunos os princípios, práticas e visões de arquitetos tradicionalmente reconhecidos pela qualidade de suas obras. A construção de novos conhecimentos e a transmissão de saberes, práticas, comportamentos, visões de mundo desses profissionais devem permanecer nos currículos, mas a eles precisam ser incorporadas novas práticas pedagógicas que privilegiem o processo de busca, construção, apropriação, utilização e aplicação desses saberes para com isso atender à urgente formação de profissionais cientes de suas responsabilidades éticas, sociais, ambientais e preparados para responder a uma sociedade complexa.

É nesse contexto que as atividades extensionistas vinculadas aos cursos de arquitetura e urbanismo de instituições de ensino superior privadas ganham especial relevância: podem, além de viabilizar a transferências de saberes, conhecimentos e inovações tecnológicas para a sociedade por meio de ações dirigidas (palestras, eventos, campanhas, atividades assistencialistas, cursos, oficinas, viagens, entre outras), também apoiar processos educativos para todas as comunidades envolvidas (internas e externas à IES) voltados para resolução de problemas complexos multidisciplinares vinculados as questões sociais. Desta relação de confronto entre a troca de saberes acadêmico e popular nasce a produção de novos conhecimentos e a integração com a sociedade.

Atividades de extensão na formação profissional e pessoal do arquiteto e urbanista

A resolução nº 6 de 02 de fevereiro de 2006 que Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo abrange um espectro bastante amplo de conhecimentos para a formação profissional e qualificação do arquiteto e urbanista na abrangência de suas competências profissionais. A Resolução 1.010 de 22 de agosto de 2005, por sua vez, que dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos profissionais, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no Sistema Confea/Crea. As duas expressam claramente em seus textos habilidades específicas que encontram-se estreitamente relacionadas ao campo de trabalho e ao saber fazer e saber ser que são exigidas postos e ocupações de trabalho e habilidades de gestão que relacionam-se ao desenvolvimento de competências relacionais, pessoais, cognitivas e produtivas.

O ensino de atividades complexas (supervisão, orientação técnica, coordenação, planejamento, projetos, especificações, direção, execução de obras, ensino, consultoria, vistoria, perícia e avaliação) e que viabilizam o pleno exercício de algumas atividades referentes à Resolução 1.010 de 22 de agosto de 2005 e a Resolução nº 6 de 02 de fevereiro de 2006 necessitam de ambientes específicos de ensino/aprendizagem complementares à sala de aula que por sua vez continuarão a contribuir na construção das bases científicas, instrumentais e tecnológicas do futuro profissional. Cabe à extensão por meio de ações sociais extraclasse (atividades complementares, estágios voluntários entre outros) realizadas em seus escritórios-modelo, canteiros de obra, núcleos ou laboratórios de habitação e habitat, desenvolver e aprofundar as competências cognitivas, relacionais, pessoais e produtivas levando o egresso a assumir de forma segura e consciente responsabilidades  contidas em sua profissão.

Visando a criação de um ambiente de projeto que aprofunde a formação dos alunos do curso pela inclusão de experiências práticas focadas em questões sociais e vinculadas ao ensino teórico, é criado o Escritório Modelo. Sua missão é a qualificação profissional realizada por meio da prática em situações reais e com o envolvimento de alunos, professores, comunidade e profissionais de formações diversificadas em todas as etapas dos projetos. Na qualidade de centro de referência e integração das atividades teóricas e práticas desenvolvidas no Curso de Arquitetura e Urbanismo assume funções pedagógicas que permitem e incentivam ações multidisciplinares, interdisciplinares entre os alunos do Curso de Arquitetura, os alunos e professores dos demais cursos do centro universitário, profissionais vinculados a empresas, parceiros e representantes de comunidades externas à IES. A partir da inserção de novos atores e agentes vinculados a grupos diversificados, o escritório pretende desenvolver o potencial dos alunos nas seguintes competências:

Pessoais: pelo desenvolvimento de atividades de prestação de serviços sociais de sua competência profissional e adequados aos conhecimentos por ele desenvolvidos até o ciclo do curso em que está inserido, o aluno potencializa a autoconfiança, autoconhecimento, auto-estima ao constatar na prática que seu trabalho e seus conhecimentos são capazes de atender as demandas; aprimora o seu projeto de vida por meio da consciência do que quer ser, auto-realização, dando sentido a vida profissional, pois é capaz de exercitar o ofício ainda em ambiente acadêmico respaldado sempre pelas orientações advindas dos professores/arquitetos responsáveis pela tutoria dos alunos e projetos;

Relacionais: o convívio com o outro desenvolve o caráter interpessoal, por meio do reconhecimento do outro, do convívio com opiniões diversas das suas e com grupos, estimula a interação e aprimora a comunicação; o aluno necessariamente precisa expressar-se, expor as suas opiniões ao grupo em reuniões de trabalho internas ao escritório e externas quando da visita à obra, pesquisas de campo ou ainda quando da entrega de etapas de projeto.

Cognitivas: de maneira geral, estimula-se a leitura, a escrita, a representação gráfica de suas idéias, o cálculo para resolução de problemas, o acesso a informações acumuladas em várias áreas de conhecimento e distintas mídias, desenvolvendo a capacidade de pesquisa pela busca, organização, sistematização de informações adquiridas em distintas áreas de conhecimento e análise propositiva. Essa situação por estar localizada fora do âmbito das disciplinas do curso, exercitando e aprimorando o autodidatismo e o construtivismo.

Produtivas: por se tratar de projetos inéditos, multidisciplinares e compostos por agentes e profissionais multidisciplinares, desenvolvem-se as competências básicas que vão da criatividade objetivando a criação de um novo objeto à gestão/produção do conhecimento, além da profissionalização, da auto-gestão, gestão e co-gestão de equipes.

Pretende-se com este recurso pedagógico aproximar o aluno do mercado de trabalho e facilitar a constatação de satisfação em relação à carreira escolhida. A experiência diária demonstra que a procura de soluções para os problemas da sociedade e das comunidades envolvidas, obriga o desenvolvimento de soluções criativas, de aplicação imediata, que envolvem recursos muitas vezes restritos, demandas e restrições a serem analisados, prazos a serem cumpridos. Neste ambiente de ensino/aprendizagem a pesquisa não é puramente acadêmica, pois o envolvimento e a realização dos projetos contribuem para a integralização das atividades de pesquisa e extensão.

Ao se voltar para a sociedade e para os problemas externos ao do seu próprio ensino, o escritório exercita a flexibilidade do aluno na resolução de uma problemática real que está sujeita a alterações advindas das distintas demandas de todos os atores e agentes envolvidos no projeto, contextualizando-o numa situação real e concreta. Exercita e amplia seu projeto de vida e compreensão de mundo, pois ao contextualizar problemas que muitas vezes estão distantes de seu cotidiano, viabiliza a constituição de significados às coisas, dando sentido a tudo o que ele aprendeu em sala e fora dela.

Relato da experiência pedagógica adquirida a partir do Acordo de Cooperação Técnica entre a Fundação Dorina Nowill para Cegos e FIAMFAAM para a execução de Mapa Urbano Tátil e Baixa Visão.

O escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo vem realizando por meio de suas práticas, atividades de atendimento a diversos públicos buscando não apenas a  transmissão e aplicação dos conhecimentos construídos em ambiente universitário, como também o aprofundamento dos conhecimentos e práticas pedagógicas que levam ao desenvolvimento das competências pessoais, relacionais, cognitivas e produtivas visando a formação de um ser humano pleno, consciente de suas responsabilidades e um profissional apto a atender as demandas do mercado de trabalho. Foi com esse propósito, que a proposta de parceria para a concepção e construção de objeto pedagógico para a Fundação Dorina Nowill para Cegos foi acolhida. Este objeto denominado Mapa Tátil e Baixa Visão deveria atender aos clientes atendidos pelo programa de mobilidade e orientação urbana em suas aulas com o intuito de instrumentalizar DV- deficientes visuais (cegos e de baixa visão) para o livre caminhar em cidades.

O Brasil, segundo o Censo do IBGE/2000, apresenta uma população com alguma deficiência física (motores, mentais, auditivos, visuais) na ordem de 14,5% da população total, sendo que, as deficiências visuais representam 48,1%, ou seja, 11.8 milhões do total de deficientes, mais de 100% superior à segunda causa de deficiência. Estes dados refletem a urgência na concepção e construção de objetos e instrumentos que visem a compreensão do espaço urbano, de seus equipamento públicos que venham a proporcionar uma maior liberdade a esse cidadão.

O trabalho foi executado a partir da experiência adquirida na elaboração do Guia Tátil de Ruas do Ipiranga para o ICG – Instituto de Cegos Padre Chico em 2003, pelo Núcleo de Pesquisas em Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Marcos.

Figura 1: Mapa Urbano Tátil e Baixa Visão

Fonte: Arquivos do Escritório Modelo do Curso de Arquitetura e Urbanismo FIAMFAAM. Foto Katakura, Paula 2008.

A área selecionada para a confecção da maquete engloba um setor do bairro de Vila Mariana, município de São Paulo, lugar onde está situada a Fundação Dorina Nowill para Cegos. A região é caracterizada por um fluxo intenso e contínuo de pessoas que são atendidas por uma excelente infra-estrutura de transporte e acessibilidade (metropolitano e ônibus). A esta condição privilegiada, associa-se a existência de diversos equipamentos públicos e privados voltados ao atendimento de pessoas deficientes, com necessidades especiais e com mobilidade reduzida.

Um conjunto de recomendações e solicitações referentes ao tamanho, transporte, manutenção, conteúdo, informações técnicas foi feito ao grupo que desenvolveria o protótipo. Por sua vez, o escritório deveria não apenas realizar a tarefa solicitada no prazo previsto como também potencializar o desenvolvimento de algumas habilidades e competências previamente discutidas com a coordenação de curso ao longo do processo de desenvolvimento do protótipo. As etapas do processo de elaboração definidas pelo escritório foram as seguintes:

1.    Concepção de Projeto

Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Reconhecer e compreender a linguagem técnica do desenho como também do alfabeto Braille e formas de leitura do DV;analisar o efeito do uso das cores em DV de baixa visão; desenvolver conhecimentos sobre as formas de orientação e mobilidade de DV; Aplicar os dados da pesquisa realizada para a viabilização do projeto do mapa; interpretar símbolos e convenções técnicas em arquitetura e Braille; Metodologia de pesquisa; tecnologia de matérias, de equipamentos, convenções gráficas e técnicas para desenho; convenções gráficas para escrita Braille; ergonomia aplicada a DV; Uso das cores para DV; desenho geométrico;

1.    Elaboração de Projeto

Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Interpretar legislação, orientações e referências específicas sobre elaboração de mapas urbanos, atendimentos a DV; analisar as condições técnicas econômicas para viabilização do mapa; Utilizar informações de ordem legal e de natureza técnica específica, implementado-as no processo de trabalho; aplicação de dados socioeconômicos estudando a alternativa mais adequada para a execução do projeto; desenhar anteprojeto do mapa tátil; Projeto técnico do mapa tátil e de baixa visão; Desenho do projeto; legislação e convenções de representação; informática aplicada; computação gráfica aplicada; estudos preliminares para a execução do protótipo.

1.    Elaboração de Projeto Executivo

Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Os alunos tiveram de eleger materiais para a elaboração do mapa; implementação de regras de controle para a execução das várias etapas de produção do protótipo (corte dos distintos materiais, colagens de todas as peças, etc.) para garantir a qualidade de protótipo; Organização do escritório modelo e do laboratório de maquetes e modelos para a execução do protótipo; Desenho do objeto; convenções técnicas, escalas, etc.; tecnologia de equipamentos, materiais e ferramentas;

1.    Gestão de Processo dos Serviços

Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Selecionar as informações técnicas e tecnológicas aplicáveis ao processo de produção do mapa e d seu protótipo; analisar e interpretar preços relativos aos componentes do protótipo e dos serviços; acompanhar o desenvolvimento tecnológico da área de produção dirigida ao atendimento de mercado de deficientes (equipamentos, materiais, serviços, produtos, etc.) Técnicas de gerenciamento organizacional; criação de alternativas para assessoramento do cliente e manutenção técnica do mapa; criar, organizar e manter o cadastro de clientes e serviços utilizados ao longo do processo de execução do mapa; Fundamentos de administração e gestão; gerenciamento e sistematização, organização, arquivamento de informações e cadastros; noções de custos e orçamentos; liderança e relacionamento interpessoal; legislação aplicada; apresentação de trabalho e marketing.

Para a operacionalização das quatro etapas, alguns procedimentos foram tomados. Numa primeira fase foram identificados os membros da equipe de concepção, projeto e execução e definidas as atribuições e atividades de cada um dos seus membros (professor tutor; consultor técnico, estagiário sênior, estagiário júnior, técnicos do laboratório de maquetes), convidados externos (professores de mobilidade e orientação, fisioterapeutas, oftalmologistas, médicos e técnicos especializados da Fundação Dorina e das empresas fornecedoras de produtos para atendimento de pessoas DV); coube aos estagiários voluntários, respeitadas suas atribuições, a elaboração e o encaminhamentos do plano de execução do trabalho, com cronogramas contendo datas de entregas das distintas etapas. Neles, os alunos incorporaram visitas técnicas e reuniões de trabalho tanto no escritório quanto na fundação; As reuniões de trabalhos com os tutores eram semanais e lá os alunos com eventual presença dos técnicos (que também foram sendo capacitados para o desenvolvimento do protótipo) expunham o andamento do trabalho, as dificuldades e alternativas encontradas para a solução dos obstáculos. Os levantamentos para identificação dos principais equipamentos públicos e privados entendidos pela população do bairro de Vila Mariana e pelos clientes da Fundação Dorina foi feito por meio de leitura de mapas existentes (mídia papel e digital) e à pé com intuito de verificar a autenticidade dos dados e das entradas dos principais edifícios vez que os mapas cadastrais da PMSP adequados ao trabalho datam da década de 70.

Os alunos vivenciaram as quatro etapas do processo de desenvolvimento de competências, pois tiveram a possibilidade de conviver com alunos e profissionais de diversas formações e áreas de atuação, proporcionado a formação de um discurso adequado para o diálogo com públicos distintos; foi viabilizada a troca de informações e experiências criando um repertório técnico novo que só a convivência em atividades de trabalho com experiências diversas pode proporcionar. A entrega do projeto executado aos clientes (DV) e a imediata utilização do mesmo para fins de compreensão do lugar onde vivem possibilitou aos alunos muito mais do que a prestação de serviços sociais por meio do exercício de sua competência técnica. A concretização de seu trabalho e sua posterior utilização pelos clientes potencializou sua autoconfiança e auto-estima e auto-realização, pois o exercício do ofício efetivado no escritório modelo e respaldado pelo ambiente acadêmico (tutoria) deu sentido a sua vida profissional.

Referências

Abreu, Adilson Avansi de, A Cultura e a extensão como motivação da atividade universitária. In. Revista de Cultura e Extensão – USP. São Paulo Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária N. 00 (agosto a dezembro de 2005). p. 8-17.

Barboza, Joaquim Oliveira. O Ensino por Competências II. s.ed:s.l.,s.d.

Cegos ganham 1º mapa em braile com o entorno de estação do metrô em SP
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u555632.shtml
Acesso em: 02.05.2009.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz eTerra. 1983.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia – Saberes Necessários à Prática Educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo: Perspectiva, 1972.

Mapa Tátil auxilia deficientes visuais em estação do metrô.
Disponível em:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1087971-5605,00.html

Acesso em: 02.05.2009.

KATAKURA, Paula. Projeto Pedagógico do Curso de Arquitetura e Urbanismo. São Paulo: FIAMFAAM Centro Universitário, 2006.

Silva, Ricardo Toledo. Estado, políticas públicas e Universidade. In. Revista de Cultura e Extensão – USP. São Paulo Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária N. 00 (agosto a dezembro de 2005). p. 104-125.

Fundamentação Legal

Brasil. Lei Federal nº 9.394 – 20.dez.1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm
Acesso: 15.01.2009.

Brasil. Resolução nº 6 – 2.02.2006. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo e dá outras providências.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rces06_06.pdf
Acesso em 15.01.2009.

Brasil. Resolução 1010 – 22.08.2005. Dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos profissionais, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercício profissional.
Disponível em: http://normativos.confea.org.br/downloads/1010-05.pdf
Acesso em 15.01.2009.

Deficiência Visual: um pouco sobre o assunto

Alunos do escritório-modelo e do curso de moda, bom dia!

Hoje vamos falar um pouco sobre a deficiência visual.

Para que possamos desenvolver nossas atvidades, precisaremos conhecer as características de nossos clientes e, em especial, suas necessidades.

E a deficiência, como pode ser entendida?

O termo deficiência pode ser entendido como todo e qualquer comprometimento que afeta a integridade da pessoa e traz prejuízos na sua locomoção, na coordenação de movimentos, na fala, na compreensão de informações, na orientação espacial ou na percepção e contato com as outras pessoas (Artigo 3o do Decreto federal nº 3.298/1999). Doravante, utilizaremos o termo pessoa com deficiência utilizado no texto da Convenção Internacional sobre os Direitos das pessoas com Deficiência para fins de discussão e apresentação de projetos em sala de aula.

A CIF é uma classificação de saúde e dos estados relacionados à saúde.

RESUMINDO: DEFICIENTE NÃO É DOENTE

Muito além da definição do conceito “deficiente” como algo falho, imperfeito e incompleto, a CIF define componentes de saúde e de bem-estar à ela relacionados (tais como educação e trabalho). Seus domínios são da saúde e relacionados à saúde. Ao agrupar sistematicamente diferentes domínios de uma pessoa em determinada condição de saúde, ela identifica o que uma pessoa pode ou não pode fazer.

A funcionalidade dessa forma, engloba todas as funções do corpo, atividades e participação.

A incapacidade é um termo que incluiu deficiências, limiação da atividade ou restrição na participação.

O que considerar no ato de projeto:

Funções e estruturas do corpo e deficiências
Definições:
As funções do corpo são as funções fisiológicas dos sistemas orgânicos (incluindo as funções psicológicas)
As estruturas do corpo são as partes anatômicas do corpo, tais como, órgãos, membros e seus componentes.
Deficiências são problemas nas funções ou na estrutura do corpo, tais como, um desvio importante ou uma perda.

Atividades e Participação/limitações da atividade e restrições na participação
Definições:
Atividade é a execução de uma tarefa ou ação por um indivíduo.
Participação é o envolvimento numa situação da vida.
Limitações da atividade são dificuldades que um indivíduo pode encontrar na execução de atividades.
Restrições na participação são problemas que um indivíduo pode experimentar no envolvimento em situações reais da vida.

O que é tecnologia assistiva? e para que serve ?

Tecnologia assistiva é o nome utilizado para identificar todo o conjunto de recursos e de serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e conseqüentemente promover sua independência e inclusão colaborando na na viabilização de demandas comumente solicitads em ambientes domésticos e sociais.

O maior ou o menor grau de independência e autonomia dos indivíduos com deficiência em suas atividades, são determinados pelo contexto ambiental onde vivem.

Não se avaliam mais apenas as condições de saúde/doença do indivíduo; são também consideradas também o contexto do ambiente físico e social pelas diferentes percepções culturais e atitudes em relação à deficiência e pela disponibilidade de serviços e de legislação.
(Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde)

Como o texto anterior se materializa em nossos projetos? Por onde começar? Como fazer em nosso trabalho?

Relações comunitárias:
.               utilização de serviços, tecnologias, equipamentos públicos e privados da/na comunidade;
.               participação em atividades e/ou ambientes coletivos;
.               participação em eventos e/ou na comunidade;
.               locomoção na comunidade;
.               relacionamento social com vizinhos, conhecidos e pessoas desconhecidas da comunidade.

Vida diária em seu lar e Atividades Ocupacionais

O que vê quem não vê?

Deficiência Visual
É  a perda ou redução da capacidade visual em ambos olhos em caráter definitivo e que não possa ser melhorada ou corrigida com uso de tratamento cirúrgico, clínico e/ou lentes.
O Decreto 3298 considera deficiente visual a pessoa que tem dificuldade  ou impossibilidade de enxergar a uma distância de 6 metros o que uma pessoa sem deficiência enxergaria a 60 metros, após a melhor correção, ou que tenha o campo visual (área de percepção visual) limitada a 20%, ou com ambas as situações;

CEGOS: têm somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisam aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão.

VISÃO PARCIAL: têm limitações da visão à distância, mas são capazes de ver objetos e materiais quando estão a poucos centímetros ou no máximo a meio metro de distância.

VISÃO REDUZIDA: são considerados com visão indivíduos que podem ter seu problema corrigido por cirurgias ou pela utilização de lentes.

Como não sou uma profissional vinculada à área da medicina ocular e afins, deixo aqui algumas imagens (e também hiperlinks para a wikipédia) e descrições (contraídas – não visíveis) das principais deficiências visuais para que vocês possam compreender um pouco melhor o nosso universo de trabalho.

Glaucoma




Catarata




Degenaração Macular



Retinite Diabética


Daltonismo


Resumindo:

– Nosso cliente é saudável (deficiência não é doença)
– Nosso cliente tem um comprometimento em uma das estruturas do seu corpo. Esta estrutura deveria estar adaptada ao exercício de uma determinada função. A função desta estrutura é sensorial e deveria propiciar juntamente com os outros sentidos (olfato, tato e paladar) nosso relacionamento com o ambiente externo ou o mundo que nos rodeia. Esta função consiste na habilidade de detectar a luz e de interpretá-la .
– nosso cliente quer participar do evento como você e eu;
– nosso cliente quer saber o que está acontecendo no evento;
– nosso cliente precisa de tecnologias assistivas. É para isso que fomos chamados. Temos que criar objetos que possam colaborar na compreensão do que está acontecendo e para os deficientes visuais possam interagir com as demais pessoas. Em suma: ele também quer participar, comentar e se divertir.

Links para consulta

https://helenadegreas.wordpress.com/2010/02/05/deficiencia-definicao-e-classificacao/

https://helenadegreas.wordpress.com/2010/02/01/ser-diferente-e-normal/

https://helenadegreas.wordpress.com/2010/03/04/desenho-universal-tecnologias-assistivas/

http://www.once.es/otros/trato/trato.htm

http://www.brasilmedia.com/Baixa-visao.html

http://deficienciavisual.com.sapo.pt/index.htm

E, para quem quer ouvir uma audiodescrição…

https://helenadegreas.wordpress.com/2010/11/16/de-olhos-bem-fechados-urban-gallery-e-tofer-chin-para-quem-nao-ve/

https://helenadegreas.wordpress.com/2010/07/09/teste-para-audiodescricao-capa-da-revista-xxx-edicao-de-aniversario/