Espaço Universitário (Casa: Projeto & Estilo 17): projeto de um lavabo para deficiente motor

A proposta apresentada para a revista Casa: Projeto & Estilo foi idealizada como parte da disciplina Acessibilidade Universal ministrada por mim para o curso de Design de Interiores do Centro Universitário FIAMFAAM em dezembro de 2011. A disciplina tem por objetivo discutir conceitos diversos que abordam desde assuntos vinculados aos Direitos Humanos, dignidade, inclusão, deficiência, habilidades funcionais (entre outros) associando-os ao desenho universal e também às tecnologias assistivas  que viabilizam a realização das atividades (sociais, de trabalho e familiares) cotidianas da pessoa com deficiência. A inclusão se dá, para este caso, por meio do projeto e do uso de tecnologias assistivas que atendem ao uso de uma pessoa com habilidades funcionais motoras prejudicadas.

A reforma da residência previa a readequação de circulações, acessos e ambientes para atender ao cliente dependente de cadeira de rodas para locomoção. O espaço do lavabo foi desenvolvido a partir da análise detalhada de todas as manobras da cadeira de rodas e também dos movimentos do cliente para uso do local com independência. Num segundo momento, a linguagem do projeto adotada em todos os ambientes da casa foi utilizada também no lavabo. À seleção do conceito, cores, matérias e texturas foi incorporado um conjunto de revestimentos, peças sanitárias, iluminação dentre outros que encontram-se melhor detalhadas na Ficha Técnica.

O Conceito

Lavabo para um casal contemporâneo

O lavabo que será utilizado por todos os membros da casa e convidados, ganhou além da segurança proporcionada pelos materiais, acabamentos nobres e elegantes que mantém o estilo contemporâneo adotado para a casa. Os proprietários são um jovem casal (ele escritor paraplégico após um acidente e ela designer) com dois filhos que adoram receber convidados para jantares e finais de semana.  Para adequar o espaço a um deficiente motor, o lavabo passou por reformas que ampliaram largura e comprimento do local permitindo o giro completo e confortável de uma cadeira de rodas (1.50m/raio) viabilizado pela manobra sem deslocamento. Ao acabamento em laminado de madeira branca (com frisos) do rodapé contrapõem-se às placas de porcelanato cinza antiderrapante do piso e combina com a tonalidade clara da cuba especialmente esculpida em pedra Limestone. O sifão articulado e flexível sob a pia associado ao misturador monocomando facilitam o uso do escritor. O espelho inclinado a 10 graus da parede permite acesso visual pleno a quem se encontra em pé ou sentado. O vaso sanitário que se encontra a 0.46cm de altura atende confortavelmente a todos incluindo a transferência da cadeira de rodas para o sanitário. Nas laterais, foi incorporado um sistema de barras com regulagem de altura e posição conferindo segurança aos usuários. A lixeira é automática e está localizada entre a bancada e o vaso assegurando a aproximação lateral da cadeira pelo outro lado. A papeleira foi colocada a uma altura compatível ao alcance manual lateral respeitando relação entre altura e profundidade para quem estiver sentado. A válvula de descarga sofreu uma adaptação que permite uso diferenciado. O toque de elegância se dá pelo revestimento de papel em estilo floral com detalhes metalizados que ficam mais evidentes coma iluminação diferenciada dada pela alternância dos spots que encontram-se no forro com as arandelas que estão ao lado do grande espelho e evitam o ofuscamento.


Alunos: Alessandra França e Rodrigo Colombo

Ficha Técnica

Acabamento para válvula de descarga Pressmatic Benefit Chrome
Fornecedor: Docol

Barra de apoio de 80 cm
Fornecedor:Docol

Misturador monocomando para lavatório mesa Nexus
Fornecedor: Docol

Papeleira linha Polaris chrome
Fornecedor: Docol

Lixeira automática – inox
Fornecedor: Assentos sanitários & acessibilidade

Bacia convencional LK suspensa
Assento poliéster AP 230 Fornecedor: Deca

Ligação Flexível
Fornecedor: Deca

Sifão articulado
Fornecedor: Deca

Papel de parede coleção Tuxedo
(PG 7 – SW29194) Fornecedor: Bucalo

Papel de parede  coleção Jeff Banks Design
Fornecedor: Bucalo

Bancada de Limestone pedra Blanca com cuba esculpida
Fornecedor: Marmotec

Piso: Spazio Grigio AP – Porcelanato anti derrapante
Fornecedor: Biancogres

Sistema de barras de parede com ajuste horizontal e vertical
Fornecedor: Arco sinalização universal

Porta padrão lisa  e Puxador tubular em inox
Fornecedor: Portello

Luminária embutida orientavel focus
Fornecedor: Lumini

Arandela mini tab 
Fornecedor: Lumini

Rodapé em MDF primer branco com 2 frisos
Fornecedor: Madelânima

Tinta acrílica branco neve
Fornecedor: Suvinil

Planta e maquete tátil do sambódromo de São Paulo

Audiodescrição do sambódromo:
Cleidnalva Ferreira de Araujo

Declaração de amor da minha filha Steph (videomaker):
http://depoisbigbang.wordpress.com/2011/03/04/quem-nao-sabe-o-que-e-carnaval/

Um pouco mais sobre o assunto em:
Diário de classe bem humorado sobre o processo de realização das maquetes

Querdissimos,

Obrigada a todos. Foi muito bom tê-los conhecido e trabalhado com vocês ao longo das últimas semanas. Começamos nossas reuniões numa noite de janeiro lá no escritório-modelo da arquitetura e terminamos fechando a maquetaria com chave de ouro.

Sabe do que mais gostei?

Antes de colocar a “mão na massa”, pesquisamos, estudamos, conversamos muito sobre o conceito do projeto, o seu porquê e, em especial, para quem estávamos trabalhando, lembram-se? nossos clientes especiais: os deficientes visuais, razão de ser de nosso projeto.

Horas de conversa muito bem investida pois fundamentou cada atitude tomada por vocês em todas as etapas: do desenho à seleção de materiais, utilização de cores e texturas além dos acabamentos. Posso afirmar que vocês cresceram profissionalmente. Não são os mesmos alunos que encontrei em janeiro. Durante as entrevistas que vocês concederam, ouvi detalhes sobre execução e sobre os motivos que os levaram a escolher cores, esse ou aquele material, sobre compreensão e leitura de formas, texturas, volumes e dimensões que, de repente, me dei conta que vocês estavam dominando o assunto muitíssimo bem. Parabéns! Sei que se projetos futuros semelhantes aparecerem, vocês “darão conta” do recado!

Quanto ao Ângelo, não tenho como lhe agradecer. Muitíssimo obrigada pelo excelente trabalho de orientação quanto à execução das maquetes. Estamos juntos desde o Guia Tátil de Ruas do Ipiranga feito lá para o Instituto de  Padre Chico. Lembra? Os meninos usam até hoje.

Filha, obrigada pela força. Seu trabalho de “videomaker” foi lindo… Usou uma linguagem jovem, sem aquela aparência de vídeo institucional, você conseguiu “capturar” pelos olhos de sua máquina, o clima de amizade, coleguismo, comprometimento, profissionalismo, alegria e empenho dos meus alunos. Só você e meus alunos para me fazerem sambar… ai, meu Deus… rsrsrs

Mais uma vez, obrigada.

Ficha Técnica do Sambódromo:

Nome real do local:
Pólo Cultural e Esportivo Grande Otelo

Assessoria e consultoria técnica voluntária em maquetes
Prof. Ângelo Pinheiro

Alunos (comprometidíssimos) voluntários
Andréia da Rocha, Christofer Carvalho, Alexandre Vinícius Appel, Aline Oliveira Janas, Henrique Matuchita Viana, Fabiana da Silva Queiroz, Aline Pinho Linguanoto, Talitha Chiovetto, Gabriel Presto, Cleber Hanashiro, Juliana Escribano, Cleidnalva Ferreira de Araújo, Michele Medeiros

Fechando a maquetaria com CHAVE DE OURO!!!!!

Prática Experimental em ambiente acadêmico: relato de experiência desenvolvida no escritório-modelo do curso de arquitetura e urbanismo do a FIAMFAAM Centro Universitário

 

 

 

Experimental Practice in academic environment:
report of an experiment carried out in the model office of the
Architecture and Urban Planning Course at FIAM-FAAM University Center

Drª Helena Napoleon Degreas[1]; Drª Paula Katakura[2]

RESUMO

As transformações no mundo do trabalho vêm requisitando profissionais da área de arquitetura e urbanismo qualificados que acompanhem as mudanças e transformações do mundo contemporâneo e que atendam às complexas demandas de uma sociedade em constante mudança. Para tanto, o projeto pedagógico deve viabilizar a coexistência indissociável de relações entre teoria e práticas experimentais, buscando a solução de situações problema contextualizados em realidade vivenciada pelo aluno. O texto abordará, por meio da descrição de um objeto pedagógico denominado “mapa tátil e de baixa visão” desenvolvido em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, o papel pedagógico desempenhado pelos programas e projetos de pesquisa e extensão realizadas no escritório-modelo do curso de arquitetura e urbanismo da FIAM-FAAM para a construção de novos conhecimentos visando à aquisição das habilidades, competências e aprofundamento dos conhecimentos tecnológicos dos futuros profissionais em ambiente acadêmico.

Palavras-chave: escritório modelo, prática profissional, programas de extensão universitária, mapa tátil e baixa visão, habilidades e competências em arquitetura.

Mapa Tátil Urbano: FIAMFAAM Campus Liberdade 

Fonte: Arquivos do Escritório Modelo do Curso de Arquitetura e Urbanismo FIAMFAAM. Foto Katakura, Paula 2008.

ABSTRACT

Transformations in the world of work call for qualified professionals in the architecture and urban planning area who follow the alterations and transformations of the contemporary world and who atend the complex demands of a society in constant change. To achieve that level, the pedagogical project must make viable the inseparable coexistence of relations between theory and experimental practice, seeking for solutions to problematic situations contextualized in the reality experienced by the pupil. By means of the description of a teaching tool called tactile and low vision map developed in partnership with the Dorina Nowill Foundation for the Blind, the text will broach the
pedagogical role played by the programs and research projects and outreach projects carried out in the model-office of the Architecture and Urbanism course at FIAM-FAAM for the building of new knowledge aiming at the acquisition of skills, abilities and deepening of the technological knowledge of future professionals in an academic
environment.
Keywords: model office, professional practice, university outreach
programs, tactile and low vision map, skills and abilities in architecture.

RESUMEN

Las transformaciones en el mundo del trabajo están exigiendo profesionales de la arquitectura y del urbanismo cualificados, que sigan las transformaciones del mundo contemporáneo y que lleven a cuidado de las demandas de una sociedad compleja en cambio constante. Para eso, el proyecto pedagógico debe hacer posible la coexistencia indisociable de relaciones entre la teoría y las prácticas experimentales, buscando la solución de los problemas contextualizados en la realidad conocida por el aluno. El texto abordará, por medio de la descripción de un objeto pedagógico denominado “mapa táctil y de baja visión””en sociedad con la fundación Dorina Nowill para Cegos, la función pedagógica desempeñada por los programas y proyectos de pesquisa y extensión realizadas en el taller-modelo del curso de Arquitectura y Urbanismo de la FIAM-FAAM para la construcción nuevos conocimientos buscando la adquisición de las habilidades, de las competencias y de la profundización del conocimiento tecnológico de los futuros profesionales en el ambiente académico.

Palabras-clave: Taller-modelo, Práctica profesional, Programas de extensión universitaria, Mapa táctil y de baja visión, Habilidades y competencias en arquitectura.

Introdução

As mudanças no ambiente de trabalho vêm requisitando profissionais da área de arquitetura e urbanismo qualificados que acompanhem as transformações do mundo contemporâneo e que atendam às demandas de uma sociedade altamente complexa. Para tanto, o projeto pedagógico deve viabilizar a coexistência indissociável de relações entre teoria e práticas experimentais, buscando a solução de situações-problema contextualizadas em realidade vivenciada pelo aluno.

As grandes transformações da sociedade nas últimas décadas estão refletidas nas mudanças no comportamento humano, principalmente da população que se concentra nos centros urbanos. Estão em permanente mudança os hábitos de morar e de trabalhar, que demandam novas soluções para a edificação, a cidade e o ambiente. O conhecimento voltado à produção do habitat do ser humano quer nos seu abrigo individual, quer nos seus espaços coletivos, não pode ficar alheio a essas transformações e exige preparação de profissionais, arquitetos e urbanistas, capacitados para enfrentar essa nova realidade.

Neste contexto, com o aumento das informações disponíveis, a educação deve considerar a forma individual de aprendizagem, trabalhar a capacitação cognitiva, a interpretação, a procura da informação e a indagação por meio de um programa que contemple a interconexão daquilo que se aprende unindo inteligência e criatividade. O profissional arquiteto e urbanista, deverá saber identificar problemas, compreender a realidade e seus diferentes atores, transformando a matéria e criando soluções para o espaço da sociedade, tomando decisões e relacionando campos de conhecimento antes isolados.

Torna-se cada vez mais importante a necessidade de reciclagem constante de trabalhadores e profissionais devido à quantidade dessas novas informações, instrumentos de trabalho e formas de acesso ao conhecimento que se internacionalizou.

A formação não se dá ou se encerra na entrega do diploma ou da certificação profissional. Assim como situações diante da vida profissional deixam de ser previsíveis inviabilizando a adoção de soluções pré-concebidas. Esses trabalhadores e profissionais deverão estar preparados para aprender a ser, aprender a aprender, aprender a conviver, aprender a fazer continuamente, adotando nova postura pró-ativa face às novas e imprevisíveis situações que deverão ocorrer ao longo de toda sua vida profissional. Esse será o desafio a ser percorrido e vencido pelas instituições de Ensino Superior: como desenvolver egressos que tenham internalizado em seu processo de formação e desenvolvimento constantes as competências pessoais, sociais, cognitivas e produtivas ou ainda laborais necessárias para sua inserção no mundo de relações complexas e interdependentes?

Trata-se de uma mudança de paradigmas que leva ao enfrentamento de um desafio: a adequação dos projetos político-pedagógicos e métodos de ensino dos cursos de arquitetura e urbanismo ao atendimento da formação fundamentalmente educativa e focada não apenas na educação profissional, mas também no desenvolvimento de condutas e atitudes com responsabilidade técnica e social.

Essa formação deve estar expressa no conjunto de ações pedagógicas que serão tomadas para a viabilização dos programas de pesquisa, ensino e extensão garantindo o desenvolvimento das competências e habilidades previstas para a formação do perfil profissional pretendido para cada curso.

Um ponto importante a ser ressaltado ainda é a interpretação e a forma de como se tem dado o ensino que objetiva o desenvolvimento de competências e habilidades profissionais em arquitetura e urbanismo em sala de aula a partir dos profissionais de ensino. Existem algumas evidências extraídas de levantamentos informais em nossa área de atuação que apontam para uma formação pedagógica específica insuficiente destes docentes na área de educação e formação para a atividade de ensino e formação profissional que atendam ao texto da Lei Federal nº 9.394 – 20.dez.1996. Embora altamente titulados e qualificados em seus campos de atuação profissional vinculado à arquitetura e ao urbanismo, apresentaram na elaboração de seus programas de curso metodologia e aplicação de recursos pedagógicos insuficientes para o desenvolvimento de conceitos básicos na área de educação profissional tais como saberes, habilidades e competências. Outro ponto a considerar é a forma como esses conceitos (parcialmente compreendidos) são trabalhados no dia a dia com os alunos na forma de novas ações pedagógicas. Ocorre que na insuficiente formação específica para o ensino em cursos de pós-graduação de arquitetura e urbanismo, os profissionais voltados à docência adotam modelos construídos ao longo de sua formação espelhando-se, num primeiro momento, em professores cujas atitudes e comportamentos exerceram influência em sua prática docente.

Pode-se acrescentar a tradição culturalmente internalizada entre arquitetos professores que é a de que o aprendizado ocorre por meio da transmissão do ofício ou ainda, que a arquitetura e o urbanismo podem ser apreendidos por meio do discurso realizado pelos mestres sobre o que é a arquitetura, o urbanismo e como se deve agir para alcançar êxito em seus desenhos, projetos e planos. Pode-se afirmar que para esse caso, aprende-se por influência, materializando-se na formação dos alunos os princípios, práticas e visões de arquitetos tradicionalmente reconhecidos pela qualidade de suas obras. A construção de novos conhecimentos e a transmissão de saberes, práticas, comportamentos, visões de mundo desses profissionais devem permanecer nos currículos, mas a eles precisam ser incorporadas novas práticas pedagógicas que privilegiem o processo de busca, construção, apropriação, utilização e aplicação desses saberes para com isso atender à urgente formação de profissionais cientes de suas responsabilidades éticas, sociais, ambientais e preparados para responder a uma sociedade complexa.

É nesse contexto que as atividades extensionistas vinculadas aos cursos de arquitetura e urbanismo de instituições de ensino superior privadas ganham especial relevância: podem, além de viabilizar a transferências de saberes, conhecimentos e inovações tecnológicas para a sociedade por meio de ações dirigidas (palestras, eventos, campanhas, atividades assistencialistas, cursos, oficinas, viagens, entre outras), também apoiar processos educativos para todas as comunidades envolvidas (internas e externas à IES) voltados para resolução de problemas complexos multidisciplinares vinculados as questões sociais. Desta relação de confronto entre a troca de saberes acadêmico e popular nasce a produção de novos conhecimentos e a integração com a sociedade.

Atividades de extensão na formação profissional e pessoal do arquiteto e urbanista

A resolução nº 6 de 02 de fevereiro de 2006 que Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo abrange um espectro bastante amplo de conhecimentos para a formação profissional e qualificação do arquiteto e urbanista na abrangência de suas competências profissionais. A Resolução 1.010 de 22 de agosto de 2005, por sua vez, que dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos profissionais, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no Sistema Confea/Crea. As duas expressam claramente em seus textos habilidades específicas que encontram-se estreitamente relacionadas ao campo de trabalho e ao saber fazer e saber ser que são exigidas postos e ocupações de trabalho e habilidades de gestão que relacionam-se ao desenvolvimento de competências relacionais, pessoais, cognitivas e produtivas.

O ensino de atividades complexas (supervisão, orientação técnica, coordenação, planejamento, projetos, especificações, direção, execução de obras, ensino, consultoria, vistoria, perícia e avaliação) e que viabilizam o pleno exercício de algumas atividades referentes à Resolução 1.010 de 22 de agosto de 2005 e a Resolução nº 6 de 02 de fevereiro de 2006 necessitam de ambientes específicos de ensino/aprendizagem complementares à sala de aula que por sua vez continuarão a contribuir na construção das bases científicas, instrumentais e tecnológicas do futuro profissional. Cabe à extensão por meio de ações sociais extraclasse (atividades complementares, estágios voluntários entre outros) realizadas em seus escritórios-modelo, canteiros de obra, núcleos ou laboratórios de habitação e habitat, desenvolver e aprofundar as competências cognitivas, relacionais, pessoais e produtivas levando o egresso a assumir de forma segura e consciente responsabilidades  contidas em sua profissão.

Visando a criação de um ambiente de projeto que aprofunde a formação dos alunos do curso pela inclusão de experiências práticas focadas em questões sociais e vinculadas ao ensino teórico, é criado o Escritório Modelo. Sua missão é a qualificação profissional realizada por meio da prática em situações reais e com o envolvimento de alunos, professores, comunidade e profissionais de formações diversificadas em todas as etapas dos projetos. Na qualidade de centro de referência e integração das atividades teóricas e práticas desenvolvidas no Curso de Arquitetura e Urbanismo assume funções pedagógicas que permitem e incentivam ações multidisciplinares, interdisciplinares entre os alunos do Curso de Arquitetura, os alunos e professores dos demais cursos do centro universitário, profissionais vinculados a empresas, parceiros e representantes de comunidades externas à IES. A partir da inserção de novos atores e agentes vinculados a grupos diversificados, o escritório pretende desenvolver o potencial dos alunos nas seguintes competências:

Pessoais: pelo desenvolvimento de atividades de prestação de serviços sociais de sua competência profissional e adequados aos conhecimentos por ele desenvolvidos até o ciclo do curso em que está inserido, o aluno potencializa a autoconfiança, autoconhecimento, auto-estima ao constatar na prática que seu trabalho e seus conhecimentos são capazes de atender as demandas; aprimora o seu projeto de vida por meio da consciência do que quer ser, auto-realização, dando sentido a vida profissional, pois é capaz de exercitar o ofício ainda em ambiente acadêmico respaldado sempre pelas orientações advindas dos professores/arquitetos responsáveis pela tutoria dos alunos e projetos;

Relacionais: o convívio com o outro desenvolve o caráter interpessoal, por meio do reconhecimento do outro, do convívio com opiniões diversas das suas e com grupos, estimula a interação e aprimora a comunicação; o aluno necessariamente precisa expressar-se, expor as suas opiniões ao grupo em reuniões de trabalho internas ao escritório e externas quando da visita à obra, pesquisas de campo ou ainda quando da entrega de etapas de projeto.

Cognitivas: de maneira geral, estimula-se a leitura, a escrita, a representação gráfica de suas idéias, o cálculo para resolução de problemas, o acesso a informações acumuladas em várias áreas de conhecimento e distintas mídias, desenvolvendo a capacidade de pesquisa pela busca, organização, sistematização de informações adquiridas em distintas áreas de conhecimento e análise propositiva. Essa situação por estar localizada fora do âmbito das disciplinas do curso, exercitando e aprimorando o autodidatismo e o construtivismo.

Produtivas: por se tratar de projetos inéditos, multidisciplinares e compostos por agentes e profissionais multidisciplinares, desenvolvem-se as competências básicas que vão da criatividade objetivando a criação de um novo objeto à gestão/produção do conhecimento, além da profissionalização, da auto-gestão, gestão e co-gestão de equipes.

Pretende-se com este recurso pedagógico aproximar o aluno do mercado de trabalho e facilitar a constatação de satisfação em relação à carreira escolhida. A experiência diária demonstra que a procura de soluções para os problemas da sociedade e das comunidades envolvidas, obriga o desenvolvimento de soluções criativas, de aplicação imediata, que envolvem recursos muitas vezes restritos, demandas e restrições a serem analisados, prazos a serem cumpridos. Neste ambiente de ensino/aprendizagem a pesquisa não é puramente acadêmica, pois o envolvimento e a realização dos projetos contribuem para a integralização das atividades de pesquisa e extensão.

Ao se voltar para a sociedade e para os problemas externos ao do seu próprio ensino, o escritório exercita a flexibilidade do aluno na resolução de uma problemática real que está sujeita a alterações advindas das distintas demandas de todos os atores e agentes envolvidos no projeto, contextualizando-o numa situação real e concreta. Exercita e amplia seu projeto de vida e compreensão de mundo, pois ao contextualizar problemas que muitas vezes estão distantes de seu cotidiano, viabiliza a constituição de significados às coisas, dando sentido a tudo o que ele aprendeu em sala e fora dela.

Relato da experiência pedagógica adquirida a partir do Acordo de Cooperação Técnica entre a Fundação Dorina Nowill para Cegos e FIAMFAAM para a execução de Mapa Urbano Tátil e Baixa Visão.

O escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo vem realizando por meio de suas práticas, atividades de atendimento a diversos públicos buscando não apenas a  transmissão e aplicação dos conhecimentos construídos em ambiente universitário, como também o aprofundamento dos conhecimentos e práticas pedagógicas que levam ao desenvolvimento das competências pessoais, relacionais, cognitivas e produtivas visando a formação de um ser humano pleno, consciente de suas responsabilidades e um profissional apto a atender as demandas do mercado de trabalho. Foi com esse propósito, que a proposta de parceria para a concepção e construção de objeto pedagógico para a Fundação Dorina Nowill para Cegos foi acolhida. Este objeto denominado Mapa Tátil e Baixa Visão deveria atender aos clientes atendidos pelo programa de mobilidade e orientação urbana em suas aulas com o intuito de instrumentalizar DV- deficientes visuais (cegos e de baixa visão) para o livre caminhar em cidades.

O Brasil, segundo o Censo do IBGE/2000, apresenta uma população com alguma deficiência física (motores, mentais, auditivos, visuais) na ordem de 14,5% da população total, sendo que, as deficiências visuais representam 48,1%, ou seja, 11.8 milhões do total de deficientes, mais de 100% superior à segunda causa de deficiência. Estes dados refletem a urgência na concepção e construção de objetos e instrumentos que visem a compreensão do espaço urbano, de seus equipamento públicos que venham a proporcionar uma maior liberdade a esse cidadão.

O trabalho foi executado a partir da experiência adquirida na elaboração do Guia Tátil de Ruas do Ipiranga para o ICG – Instituto de Cegos Padre Chico em 2003, pelo Núcleo de Pesquisas em Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Marcos.

Figura 1: Mapa Urbano Tátil e Baixa Visão

Fonte: Arquivos do Escritório Modelo do Curso de Arquitetura e Urbanismo FIAMFAAM. Foto Katakura, Paula 2008.

A área selecionada para a confecção da maquete engloba um setor do bairro de Vila Mariana, município de São Paulo, lugar onde está situada a Fundação Dorina Nowill para Cegos. A região é caracterizada por um fluxo intenso e contínuo de pessoas que são atendidas por uma excelente infra-estrutura de transporte e acessibilidade (metropolitano e ônibus). A esta condição privilegiada, associa-se a existência de diversos equipamentos públicos e privados voltados ao atendimento de pessoas deficientes, com necessidades especiais e com mobilidade reduzida.

Um conjunto de recomendações e solicitações referentes ao tamanho, transporte, manutenção, conteúdo, informações técnicas foi feito ao grupo que desenvolveria o protótipo. Por sua vez, o escritório deveria não apenas realizar a tarefa solicitada no prazo previsto como também potencializar o desenvolvimento de algumas habilidades e competências previamente discutidas com a coordenação de curso ao longo do processo de desenvolvimento do protótipo. As etapas do processo de elaboração definidas pelo escritório foram as seguintes:

1.    Concepção de Projeto

Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Reconhecer e compreender a linguagem técnica do desenho como também do alfabeto Braille e formas de leitura do DV;analisar o efeito do uso das cores em DV de baixa visão; desenvolver conhecimentos sobre as formas de orientação e mobilidade de DV; Aplicar os dados da pesquisa realizada para a viabilização do projeto do mapa; interpretar símbolos e convenções técnicas em arquitetura e Braille; Metodologia de pesquisa; tecnologia de matérias, de equipamentos, convenções gráficas e técnicas para desenho; convenções gráficas para escrita Braille; ergonomia aplicada a DV; Uso das cores para DV; desenho geométrico;

1.    Elaboração de Projeto

Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Interpretar legislação, orientações e referências específicas sobre elaboração de mapas urbanos, atendimentos a DV; analisar as condições técnicas econômicas para viabilização do mapa; Utilizar informações de ordem legal e de natureza técnica específica, implementado-as no processo de trabalho; aplicação de dados socioeconômicos estudando a alternativa mais adequada para a execução do projeto; desenhar anteprojeto do mapa tátil; Projeto técnico do mapa tátil e de baixa visão; Desenho do projeto; legislação e convenções de representação; informática aplicada; computação gráfica aplicada; estudos preliminares para a execução do protótipo.

1.    Elaboração de Projeto Executivo

Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Os alunos tiveram de eleger materiais para a elaboração do mapa; implementação de regras de controle para a execução das várias etapas de produção do protótipo (corte dos distintos materiais, colagens de todas as peças, etc.) para garantir a qualidade de protótipo; Organização do escritório modelo e do laboratório de maquetes e modelos para a execução do protótipo; Desenho do objeto; convenções técnicas, escalas, etc.; tecnologia de equipamentos, materiais e ferramentas;

1.    Gestão de Processo dos Serviços

Competências Habilidades Bases Tecnológicas
Selecionar as informações técnicas e tecnológicas aplicáveis ao processo de produção do mapa e d seu protótipo; analisar e interpretar preços relativos aos componentes do protótipo e dos serviços; acompanhar o desenvolvimento tecnológico da área de produção dirigida ao atendimento de mercado de deficientes (equipamentos, materiais, serviços, produtos, etc.) Técnicas de gerenciamento organizacional; criação de alternativas para assessoramento do cliente e manutenção técnica do mapa; criar, organizar e manter o cadastro de clientes e serviços utilizados ao longo do processo de execução do mapa; Fundamentos de administração e gestão; gerenciamento e sistematização, organização, arquivamento de informações e cadastros; noções de custos e orçamentos; liderança e relacionamento interpessoal; legislação aplicada; apresentação de trabalho e marketing.

Para a operacionalização das quatro etapas, alguns procedimentos foram tomados. Numa primeira fase foram identificados os membros da equipe de concepção, projeto e execução e definidas as atribuições e atividades de cada um dos seus membros (professor tutor; consultor técnico, estagiário sênior, estagiário júnior, técnicos do laboratório de maquetes), convidados externos (professores de mobilidade e orientação, fisioterapeutas, oftalmologistas, médicos e técnicos especializados da Fundação Dorina e das empresas fornecedoras de produtos para atendimento de pessoas DV); coube aos estagiários voluntários, respeitadas suas atribuições, a elaboração e o encaminhamentos do plano de execução do trabalho, com cronogramas contendo datas de entregas das distintas etapas. Neles, os alunos incorporaram visitas técnicas e reuniões de trabalho tanto no escritório quanto na fundação; As reuniões de trabalhos com os tutores eram semanais e lá os alunos com eventual presença dos técnicos (que também foram sendo capacitados para o desenvolvimento do protótipo) expunham o andamento do trabalho, as dificuldades e alternativas encontradas para a solução dos obstáculos. Os levantamentos para identificação dos principais equipamentos públicos e privados entendidos pela população do bairro de Vila Mariana e pelos clientes da Fundação Dorina foi feito por meio de leitura de mapas existentes (mídia papel e digital) e à pé com intuito de verificar a autenticidade dos dados e das entradas dos principais edifícios vez que os mapas cadastrais da PMSP adequados ao trabalho datam da década de 70.

Os alunos vivenciaram as quatro etapas do processo de desenvolvimento de competências, pois tiveram a possibilidade de conviver com alunos e profissionais de diversas formações e áreas de atuação, proporcionado a formação de um discurso adequado para o diálogo com públicos distintos; foi viabilizada a troca de informações e experiências criando um repertório técnico novo que só a convivência em atividades de trabalho com experiências diversas pode proporcionar. A entrega do projeto executado aos clientes (DV) e a imediata utilização do mesmo para fins de compreensão do lugar onde vivem possibilitou aos alunos muito mais do que a prestação de serviços sociais por meio do exercício de sua competência técnica. A concretização de seu trabalho e sua posterior utilização pelos clientes potencializou sua autoconfiança e auto-estima e auto-realização, pois o exercício do ofício efetivado no escritório modelo e respaldado pelo ambiente acadêmico (tutoria) deu sentido a sua vida profissional.

Referências

Abreu, Adilson Avansi de, A Cultura e a extensão como motivação da atividade universitária. In. Revista de Cultura e Extensão – USP. São Paulo Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária N. 00 (agosto a dezembro de 2005). p. 8-17.

Barboza, Joaquim Oliveira. O Ensino por Competências II. s.ed:s.l.,s.d.

Cegos ganham 1º mapa em braile com o entorno de estação do metrô em SP
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u555632.shtml
Acesso em: 02.05.2009.

FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 5. ed. Rio de Janeiro: Paz eTerra. 1983.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia – Saberes Necessários à Prática Educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

HERTZBERGER, Herman. Lições de Arquitetura. São Paulo: Perspectiva, 1972.

Mapa Tátil auxilia deficientes visuais em estação do metrô.
Disponível em:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1087971-5605,00.html

Acesso em: 02.05.2009.

KATAKURA, Paula. Projeto Pedagógico do Curso de Arquitetura e Urbanismo. São Paulo: FIAMFAAM Centro Universitário, 2006.

Silva, Ricardo Toledo. Estado, políticas públicas e Universidade. In. Revista de Cultura e Extensão – USP. São Paulo Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária N. 00 (agosto a dezembro de 2005). p. 104-125.

Fundamentação Legal

Brasil. Lei Federal nº 9.394 – 20.dez.1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm
Acesso: 15.01.2009.

Brasil. Resolução nº 6 – 2.02.2006. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo e dá outras providências.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rces06_06.pdf
Acesso em 15.01.2009.

Brasil. Resolução 1010 – 22.08.2005. Dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos profissionais, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercício profissional.
Disponível em: http://normativos.confea.org.br/downloads/1010-05.pdf
Acesso em 15.01.2009.

Roteiro da Arquitetura Moderna e do Ecletismo: Região Central SP

Apesar da pesquisa ainda estar em andamento, não resisti e coloquei no ar assim mesmo: incompleta…
Desculpem a “ansiedade”, mas o material é bem rico e está ficando bem bacana.

Para a próxima etapa, faremos a pesquisa no local – levem material de desenho e celular para fotografar… Só aceito fotos  inéditas… rsrsrs Daremos fim às ilustrações do Mr. Google… rsrsrs

Mesmo con tantos percalços, parabéns aos alunos!

Material ainda em processo de elaboração:

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Modernismo e ecletismo na região central de SP

Viagem Técnica: Chicago

Todos os anos, o Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAMFAAM organiza viagens técnicas nacionais e internacionais para seus alunos e ex-alunos colaborando em sua formação humanística e profissional. Para este ano, cerca de 40 pessoas estarão realizando uma viagem entre os dias 08.10.2010 e 16.10.2010 para a cidade de Chicago, Estados Unidos. Ao longo dos últimos meses, várias reuniões foram feitas com todos os alunos com o objetivo de elaborar o roteiro de visitas técnicas que será feito durante a estadia.

O roteiro é longo, extenso e aparentemente (para desespero de muitos… rsrsrs) não deixa muito tempo para a famosa “sacolagem”…
Reclamações devem ser dirigidas à Profª Paula, coordenadora do curso e organizadora da viagem… De minha parte, posso levar os alunos em livrarias e lojas bem legais desde que “fora do horário de expediente” técnico… (rsrsrsr) Aconselho também, a ida a concertos e espetáculos de dança (à parte da programação).

Chicago

FIAMFAAM Manual de Chicago

Roteiro de Visitas: Chicago

Espero poder compartilhar nossas experiências, fotos e vídeos nesse espaço todos os dias. Pedirei ajuda a todos os membros do grupo.

NOTA:
Para variar ( é a 2ª vez que isso acontece em 2010) não pude embarcar. Vamos ver o que pode acontecer hoje.

Independentemente do resultado de hoje à noite (no Brasil, tudo é loteria), decidi deixar o post sem aletrações pois a busca de roteiros turísticos especializados em arquitetura, urbanismo, paisagismo e cultura é muito grande. O roteiro criado pela Profª Paula, colegas e alunos é bom e destinado a arquitetos.  Um abraço a todos!
#frustração #impotência

Praça do Esportista: Parque Linear Cabuçu de Cima (Jaçanã)

A partir de um acordo de cooperação técnica celebrado entre o Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAM-FAAM e a Subprefeitura Jaçanã-Tremembé, esta proposta estudantil faz parte de um conjunto de projetos que deverão compor o Parque Linear Cabuçu de Cima.

Cliente:  Subprefeitura Jaçanã
Local:    Parque Linear Cabuçu de Cima
Alunos: Mariana Montelli (msmontelli@gmail.com)
               Nadia Bigliassi (nadiabigliassi@hotmail.com)
Tutor:   Drª Helena Degreas

Prancha de implantação 

Prancha de cortes

Caderno de estudo – Praça do Esportista

Introdução ao Projeto de Urbanismo: trabalhos finais (2010 – 1º semestre manhã)

OBJETIVOS DA DISCIPLINA

  • Introduzir elementos teóricos e conceituais do projeto urbano.
  • Desenvolver técnicas de observação, desenho e representação gráfica do espaço físico urbano.
  • Iniciar práticas de percepção mais atenta às configurações da cidade por meio das diversas formas de representação: do desenho ao modelo tridimensional, da observação direta à da cartografia e do uso de todos estes elementos para o processo projetual.
  • Estudar as relações visuais entre elementos que compõem o espaço urbano por meio de expressões gráficas e plásticas.
    Desenvolver as primeiras propostas projetuais, com ênfase na percepção e compreensão geral do espaço.

Professoras Responsáveis: Ana Cecília de Arruda Campos, Helena Napoleon Degreas

Relação dos trabalhos apresentados (primeiro semestre de 2010)

Equipe 1
equipe 1 (arquivo em PDF)
Thiago Bagarollo, Talita Guerra, Ieda Maria, Wilson Trega


Equipe 2
Danile Tavares, Renata Pereira, Vania Vendrúsculo, Vivian São Pedro 

projeto completo (PDF)

Equipe 3

Trabalho completo PDF

Equipe 4
Eric Rocha, Danilo Akiyama, Rafael Nogueira, Cristiano Souza
trabalho completo (PDF)