Casa Projeto & Estilo: projeto para uma “república” acessível

Talita Benedicto  e  Vitor Zonderico Brandão   FIAM-FAAM Centro Universitário CASA Projeto & Estilo Helena Degreas

FIAM-FAAM Centro Universitário

Alunos: Talita Benedicto  e  Vitor Zonderico Brandão  

Escritório Modelo: Acessibilidade Universal

Curso: Arquitetura e Urbanismo

Tutor: Profª: Drª Helena Degreas

FIAM-FAAM Centro Universitário Profª Helena Degreas

Tema:

O que pode acontecer quando quatro jovens universitários com habilidades funcionais distintas e gostos muito heterogêneos decidem compartilhar os espaços de um apartamento pelos próximos anos?

Centro Universitário FIAMFAAM Casa Projeto & Estilo Helena Degreas

Partido e descrição do projeto

Para atender ao programa de atividades de quatro jovens universitários de alto poder aquisitivo, foram criados ambientes que atendessem as rotinas domésticas e de lazer, já que muitos dos finais de semana são destinados ao encontro e socialização com os demais colegas da faculdade.

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Para atender a casa sempre repleta de pessoas, o piso, seguro e de fácil manutenção, foi feito em cimento queimado; as antigas paredes da cozinha que criavam verdadeiras barreiras no relacionamento social foram retiradas e, em seu lugar, projetados ambientes com alturas e dimensões adequados para atender a todos, sem distinção: do futuro chef de cozinha que tem habilidades funcionais motoras reduzidas e se locomove por meio de cadeira de rodas aos demais membros que não necessitam do uso de tecnologias assistivas. Cozinha e área de serviços foram projetadas visando à praticidade e funcionalidade na execução das atividades cotidianas.

Os espaços foram distribuídos em setores (guarda, preparo, cozimento, limpeza e, para a área de serviços, lavar, secar, passar, guardar). Para atender ao jovem chef, foram previstos os movimentos (circulação, estacionamento e transferência) da cadeira de rodas e, também, as alturas adequadas aos acessos frontais e laterais bem como as profundidades das bancadas previram o alcance manual frontal (0,45cm). Tudo isso para, no dizer de seus amigos de faculdade, viabilizar o seu trabalho como “o cozinheiro oficial da república”. A pia, bancada de trabalho e almoço, cooktop e demais áreas de apoio da cozinha e da lavanderia foram posicionadas a 0,85cm do chão. Garantindo conforto a todos os usuários, foi colocada uma torneira em arco flexível e ducha spray facilitando os movimentos quando da lavagem de utensílios e alimentos. Armários, gaveteiros, gavetas refrigeradas e demais espaços para guarda de utensílios domésticos e roupas tem alturas entre 0,40cm e 1,40cm do chão.

FIAMFAAM Centro Universitário Casa Projeto & Estilo  Helena Degreas

Um display na bancada permite que o usuário possa controlar o som, a TV e DVD sem precisar se deslocar, fazendo tudo simultaneamente. As tomadas encontram-se posicionadas a 1,10m em todos os cômodos. Na lavanderia, as máquinas podem acessadas lateralmente e tanto a secagem de roupas por varal, quanto a guarda em cabideiros utilizou o sistema basculante. Mesmo instalado em ponto mais alto, pode ser acessado por varão que, mais longo do que o usual é puxado para baixo permitindo a descida por inteiro.

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Praça Washington Gomes Campos

Cliente: subprefeitura Vila Mariana
Alunos: Daniela Ponce Bueno e Andréia Gomes Carmo
Local: praça Washington Gomes Campos
Tutor: Drª Helena Degreas

Diagnóstico: prancha 1
Projeto: prancha 02
Projeto: prancha 3

Programa de Paisagismo: 2011 – 1º semestre

Praça Manoel da Cruz: Campo Grande

Bem vindos a disciplina de introdução ao paisagismo do curso de arquitetura e urbanismo! Meu nome é Helena Degreas e sou a professora responsável pela turma da manhã. Ao longo deste semestre, trataremos dos espaços livres de edificação com enfoque em um tipo de espaço público bastante conhecido de vocês: a praça e seu entorno.

Lembrem-se que TODO arquiteto é um paisagista por natureza e que a atribuição profissional está vinculada ao nosso registro profissional – CREA. Isto quer dizer que apenas arquitetos e urbanistas podem desenvolver projetos de paisagismo. Os demais, não podem.

Retomaremos o assunto inúmeras vezes ao longo do semestre. por enquanto, deixo no post o programa da disciplina e o exercícios que vocês deverão realizar ao longo das próximas 20 aulas.

Praça Afonso Botelho em Curitiba

EMENTA

Estudo das formas de organizar e produzir o espaço urbano; estudo das formas de organizar e produzir os espaços livres de edificação; projeto integrado de desenho urbano, arquitetura e paisagismo em escala local; fundamentos conceituais e metodológicos.

OBJETIVOS DA DISCIPLINA

Introduzir elementos teóricos e conceituais do projeto de paisagismo; Aprender métodos de análise, diagnóstico e proposição de espaços livres; Desenvolver técnicas de desenho e representação gráfica do projeto de paisagismo; Introduzir o aluno no universo das práticas paisagísticas

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

O espaço livre enquanto universo de projeto: tipologias; Elemento vegetal como instrumento de projeto; Programa de atividades; Condicionantes de projeto (orientação solar, vistas e entorno, morfologia do relevo, vegetação existente, ventos e ruídos) ; Zoneamento espacial e funcional, Plano de massas, estudo preliminar e pré-projeto.
Representação gráfica; Linguagens de projeto: estudos de caso com arquitetos paisagistas

METODOLOGIA DE ENSINO

Serão adotados aulas expositivas, seminários, debates e visitas técnicas, dando-se ênfase às práticas monitoradas e constantes de ateliê, caracterizadas por exercícios de investigação gráfica assistida, buscando-se alcançar a aplicabilidade prática dos conteúdos apresentados e discutidos em campo e em classe:

1. Desenvolvimento de projetos assistidos por atendimentos em grupo;

2. Organização de seminários para análise e debate comuns de modo a facilitar e estimular o intercâmbio entre os alunos;

3. Apresentação de projetos para debate de métodos e conteúdos, visando o estabelecimento de critérios de avaliação, análise e trabalho;

4. Aulas expositivas abordando conceitos e temas relacionados ao conjunto de propostas desenvolvidas e debatidas pela classe;

5. Seminários de apresentação e debate dos trabalhos individuais em desenvolvimento pelos alunos em cada uma das suas etapas;

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

As avaliações serão realizadas a partir da entrega de exercícios, da participação e do material apresentado nos seminários. Essas avaliações levarão em conta tanto a participação ativa e o interesse individual do aluno quanto o resultado de sua aprendizagem, avaliada através dos trabalhos e tarefas apresentados no transcorrer do semestre, na conceituação do tema e projeto, na contextualização da proposta e no nível de desenvolvimento e representação do anteprojeto.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ABBUD, B. Criando paisagens: Guia de Trabalho em Arquitetura Paisagística. São Paulo, SENAC, 2006.

ALEX, Sun. Projeto de Praça. São Paulo: SENAC, 2008.

NIEMEYER, C. A. da Costa. Parques infantis de São Paulo, São Paulo: ANNABLUME, 2002.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BERTAUSKY, Toni. Plan Graphics For The Landscape Designer. New York: Prentice Hall, 2006
GEHL, L. & GEMZOE, L. Novos espaços urbanos. Barcelona, Gustavo Gili, 2001.
Paisagem e Ambiente: ensaios / USP/ Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, n. 1– São Paulo: FAUUSP, 1986
MACEDO, S.S. Quadro do paisagismo no Brasil. São Paulo, EDUSP, 1999.
MACEDO, S.S. & ROBBA, F. Praças brasileiras. São Paulo, EDUSP, 2002.
MACEDO, S.S. & SAKATA, F. Parques urbanos no Brasil. São Paulo, EDUSP, 2002.
MOTLOCH, John L. Introduction to landscape design. New York: John Wiley Professio , 2000 . http://migre.me/fSAH
SIQUEIRA, V. B. Burle Marx. São Paulo, Cosac e Naify, 2001.

ENDEREÇOS ELETRÔNICOS

https://helenadegreas.wordpress.com
http://auladepaisagismo.wordpress.com
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/

acervo QUAPASEL

Praça da Sé (Salvador)

Recado:
Se vocês quiserem conhecer os trabalhos (sobre parques) realizados pelos alunos dos semestres anteriores entrem em:
Turma do 2º 2010

exercício 1 : Plano de massas com uso de vegetação (vejam o facebook dos colegas e comentem…)

exercício 2

exercício 3

exercício 4

cronograma de aulas e entregas (preliminar)

The Transformation of NYC’s Madison Square by
Clarence Eckerson, Jr. on February 12, 2009

praças & parques: algumas regrinhas e diretrizes para um bom projeto

Queridíssimos alunos,

Desculpem a inserção da tabela, mas simplesmente coloquei nesta telinha o que coloquei no quadro de giz lá na sala de aula semana passada. Prometo que ao longo dos próximos dias, arrumo a tal “coisa”.

Praça Parque
Inserção urbana A praça é completamente dependente do lugar onde está inserida. Ao projetar, identifique as principais circulações de pedestres. Destes entroncamentos e cruzamentos de pessoas surge a possibilidade do encontro casual e espontâneo. Praça é gente se encontrando. Para os parques, o entroncamento ou cruzamento de pessoas não é essencial. Ele não depende da inserção urbana para existir. Pode-se ir à pé, de carro, de transporte público, de bicicleta… Pode estar inserido em áreas densamente construídas, ocupadas ou distante de tudo isso.
Acesso/ingresso Espaço que compõe e interage com outros espaços públicos  e com as edificações que estão em seu entorno. Significa que calçadas, ruas e prédios lindeiros devem associar-se ou ainda interagir visualmente e fisicamente de forma contínua contextualizando o lugar, dando-lhe forma e significado. Espaço cujo ingresso ou acesso é determinado por entradas controladas ou ainda determinadas por projeto. Trata-se de circulações (principais e secundárias) que definem os passeios de pedestres e as eventuais circulações de automóveis de passeio e ou serviços e que podem levar aos equipamentos, edificações principais, estares e aos estacionamentos como exemplo.
Atividades Lugar das práticas sociais públicas com finalidades diversas: comerciais, políticas, culturais, religiosas, sociais, recreativas entre outras. A construção de edifícios não é recomendada. Conjunto de atividades relacionadas às diversas categorias de um parque. Ele pode ser completamente vegetado e destinar-se a preservação de uma floresta natural, pode ser completamente artificial se for um parque de recreação ativa como Disney World, etc. O tema e o contexto em que se insere serão responsáveis pelo desenvolvimento do programa de atividades e por conseqüência  dos espaços que você irá projetar. Infraestrutura como banheiros, área administrativa, local para guarda de equipamentos, segurança, etc., são sempre obrigatórios. Na wiki que vocês criaram, é possível observar a imensa quantidade de tipos e categoria espaciais do parque. Mais em http://migre.me/2poP7 

 

Modelagem do terreno Depende. Como a praça de apresentar uma continuidade entre todos os espaços livres e logradouros que se encontram em seu entorno, o terreno deverá ser modelado para que esta conexão possa ser realizada de forma direta e respeitando-se as condições de acessibilidade da norma NBR9050. Não necessariamente. A não ser que seja um parque temático focado em recreação ativa, parque cultural, etc., os parques mantém em muitos casos as características naturais do terreno. Isso que dizer que movimentações de terra são desnecessárias em alguns casos  e podem em determinadas situações remover as camadas superficiais de solo prejudicando, a fauna, a flora e a também a qualidade das águas (nascentes, córregos, riachos) existentes no local.
Cercas Não pode: praça é lugar que deve integrar-se à cidade e permitir livre acesso. Depende: se for um local onde o acesso é restrito (Hoppi Hari, Wet and Wild, por exemplo) ou pode oferecer algum tipo de perigo para a fauna existente, os cercamentos podem ocorrer.
Percepção do entorno Nas praças o contexto é percebido ou seja, tudo que está ao redor do lugar é visto por seus usuários. Prédios, monumentos, avenidas, calçadas, etc. De dentro, vejo tudo o que está ao meu redor. Todas as atividades da praça dependem da circulação das pessoas e do que acontece na cidade. Não necessariamente. A proposta do parque nos remetem à situações descontextualizadas do urbano. Ou seja, os ambientes projetados independem das atividades que acontecem lá fora do parque. De dentro não vejo e não sei de nada do que ocorre ao meu redor. Os ambientes internos relacionam-se com o programa de atividades proposto para o parque. As circulações de pedestres e automóveis destinam-se a orientar as pessoas levando-as de um espaço para outro.
Edificações Não tem. As edificações por ventura existentes devem relacionar-se à praça como, por exemplo: O adro que fica em frente ás igrejas, ou ainda, o terreno (praça) que pode ficar em frente a um prédio público (casa de Câmara e Cadeia), etc. Podem existir e relacionar-se à administração, sanitários e às atividades vinculadas ao programa de atividades do parque.  Um parque zoológico deve conter desde edificações que simulem os ambientes naturais dos animais até lanchonetes, restaurantes, aquários e museus.
Vegetação Depende. Se necessária a colocação ela é o elemento secundário do projeto. Pisos devem predominar. Maior área impermeável. Depende. Se não for parque temático cultural ou de recreação ativa, a vegetação é o elemento estruturador dos ambientes projetados e deve predominar.  Maior área permeável.
Água Depende. Ela é elemento secundário que colabora na organização espacial dos ambientes propostos orientando não só visuais internas e externas como também colaborando na organização de circulações. É tratada como espelho d água. Nada de “nascentes”… Se não for um parque temático como o Wet ‘d Wild que usa a água como elemento estruturador dos espaços e de todas as atividades do local, as água pode ser tratada como elemento natural (mantêm-se as nascentes, exploram-se os riachos, córregos, eventuais lagos, etc.) sem maiores intervenções construtivas como pode ser construído “à maneira natural “ imitando-se elementos pictóricos franceses clássicos, ou italianos e românticos…
Mobiliários Depende. Predominam locais para assento e sombreamento esporadicamente. Vinculados ao programa de atividades do parque. Bancos, caramanchões, quadras, etc.
Iluminação Sempre. Por se tratar de área urbana, sugere-se especial atenção á iluminação noturna vinculada não só às calçadas e passeios laterais como também ao pedestre em toda a sua área interna. Depende. Reservas florestais, por exemplo, não necessitam de iluminação interna.  Por outro lado parques culturais como o La Villete (Paris) são projetos que demandam uma  Arquitetura de Luz, pois dela dependem para a sua existência e uso.