CIDADE ATIVA: AVALIAÇÃO DE DIAGNÓSTICOS E APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS DE PROJETO URBANO

Alunos do escritório modelo do curso de arquitetura e urbanismo vinculados ao Projeto: mobilidade não motorizada e produção de nova tipologia de espaços livres urbanos

Inscrevam-se!

pocket-park-helenadegreas-sp

inscrição aqui

 

M. Paul Friedberg: 1965 – 1988

Este post refere-se ao conjunto de aulas expositivas que vou ministrar para a disciplina de Introdução ao Projeto de Paisagismo. Se eu conseguir, pretendo reunir materal de arquitetos paisagistas e construir os posts com hiperlinks para sites oficiais ou ainda para locais cujas informações sejam adequadas ao processo de aprendizado de vocês.

Cansei de tanto ler bobagem… Não é porque está na internet, meu povo, que a informação é correta ou adequada a futuros profissionais. Então vamos ver se consigo colaborar com vocês…

Para aprender mais sobre Paul Friedberg, sugiro aos alunos que leiam a revista de onde saíram estas informações: PROCESS: archiecture , Tokyo: PAPublish Company, Ltd., 1982.(nº 82)
Infelizmente, as revistas pararam de ser publicadas há anos. Acho que foi em 1998, não tenho muita certeza. Sei que tem lá na biblioteca da FAUUSP e na Belas Artes também pois dei aula por lá e à época pedi para que fossem adquiridas.

Um pouco sobre o processo de desenho do arquiteto:

. Dilema existencial: a realidade sempre tem dois lados – o certo e o errado
. Como na religião, criada e aceita a premissa inicial, todo o resto vem como conseqüência lógica.
.Como o ato de projeto é subjetivo e também uma questão individual, eu sabia que era assustador não ter princípios e objetivos claros
. Então o primeiro passo é criar a própria bíblia, seus critérios, valores e morais.
. Depois organizar uma coletânea de conteúdos e antecedentes históricos sobre a a problemática. Depois filtrar tudo isso a partir dos valores, conteúdos contextualizados no local de intervenção.
. Nós somos vítimas do nosso trabalho: temos o poder de intervir com nosso “ato criativo”
. A insegurança dos nossos clientes nos fazem responsáveis pelos critérios de qualidade do projeto.  Ambos criamos os critérios e os julgamos.

Visão:
Nossos trabalhos refletem nossos valores

Forma é nosso objetivo
Materiais são nossos instrumentos
Aceitação é nossa recompensa

Como vê seu trabalho:

. Meu processo de projeto é pessoal e único.
-A intuição é o meu guia (Intuição é: conhecimento imediato e claro sem recorrer ao raciocínio)
Desenho é:
– minha ferramenta. Com ela eu  moldo o que é disforme, organizo aquilo que ainda não tem propósito e dou significado à forma.
– o projeto é o mediado entre o desejo e a necessidade, entre a subsistência e a existência.
– o facilitador entre as oportunidades e experiências que incorporam e refletem as preferências e valores  desse mundo diverso e plural.
– a linguagem que eu uso quando converso sobre o que nós somos e o que poderíamos ser.

Por meio desse processo eu me esforço para fazer o “lugar comum” transformar-se em algo excepcional, com o objetivo de fortalecer o sentido do lugar com o do desejo pessoal; prover o entendimento e um conhecimento sobre a arte do lugar,viabilizar e permitir a legibilidade nosso relacionamento com a natureza, fazendo-nos parte dela;  unindo o desconhecido e a aventura sem amedrontar.

Projeto 1

Projeto: A.C.Nielsen Company
Ficha Técnica:
Área: 8.2 acres (210.000m² )
Localização: subúrbio de Chicago

Fatores negativos:
Terreno plano
Terreno argiloso resistente à percolação da água (90% escorre e 10% absorvido);
Resultado: destrói o sistema de abastecimento de água da cidade
prefeitura: obriga todos os estabelecimentos a criar formas de retenção das águas de chuva em sua propriedade diminuindo o ritmo de inserção da água no sistema hídrico.

Solução:
Água tem potencial atrativo visual
a escavação para a criação das “piscinas”  (contenções) pode dar movimentação ao terreno criando topografia única.
Criar com as piscinas e a nova modelagem do terreno estares para pessoas e organização dos estacionamentos em forma linear ao longo do terreno.

Projeto: Peavy Plaza
Ficha Técnica:
Área: 2 acres (50.000m² )
Localização: Minesota. Mineapolis (1973)

Fatores negativos:
Cidade sem áreas livres públicas e coletivas;
A população não tem a cultura de praças como grandes áreas impermeabilizadas de solo como na Europa;
Prefeitura: Solicitaram solução alternativa à “dureza” dos espaços pavimentados de grandes proporções para espaços livres públicos;
O local é muito seco.
Situação problema: como juntar muita gente e ter água em abundância para amenizar o ar seco?

Solução:
Água tem potencial atrativo visual
Espaço flexível: quando há necessidade de aglomeração pública o espaço é seco: quando não gente, as piscinas enchem-se de água.
A piscina é alimentada por uma cascata de água interligada a um Mal e a um parque;
Um pequeno espaço para anfiteatro e praça é criado com espaço para praça.
Os terraços são plantados com gramados, variedade e floríferas baixas e árvores fazendo com que o plantio agradasse mais ao gosto dos americanos.
Resultados:
Transformou-se em ponto de encontro de jovens artistas de rua, teatro e eventos diversos.

Lauring Park Development District
City of Mineapolis, Minesota

Proposta:

Unir dois distritos: Nicollet mail com Loring Park
Adensar a área
O conceito original de desenho urbano sugeria um conjunto de espaços livres públicos abertos destinados ao passeio dos cidadãos (feito á pé) por entre as quadras.
A prefeitura estimulou por meio de incentivos, a construção das edificações com as entradas principais voltadas para o cento da área.
Área: 20 acres

State Street Bank Quincy Courtyard

Massachusstes, 1977
área: 5 acres
Quadra de 200×200
O cliente, a contragosto, acolheu a sugestão de criação do projeto de jardim em seu interior.
Posteriormente, solicitou que o jardim fosse público e permitisse a socialização das pessoas por meio de eventos ao ar público e lanches ao longo do dia.
O projeto previu 3 níveis de terraços conectados por fontes com formato piramidal além de um anfiteatro
O espaço é utilizado hoje para casamentos,  festas, eventos diversos.


Viagem Técnica: Chicago

Todos os anos, o Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAMFAAM organiza viagens técnicas nacionais e internacionais para seus alunos e ex-alunos colaborando em sua formação humanística e profissional. Para este ano, cerca de 40 pessoas estarão realizando uma viagem entre os dias 08.10.2010 e 16.10.2010 para a cidade de Chicago, Estados Unidos. Ao longo dos últimos meses, várias reuniões foram feitas com todos os alunos com o objetivo de elaborar o roteiro de visitas técnicas que será feito durante a estadia.

O roteiro é longo, extenso e aparentemente (para desespero de muitos… rsrsrs) não deixa muito tempo para a famosa “sacolagem”…
Reclamações devem ser dirigidas à Profª Paula, coordenadora do curso e organizadora da viagem… De minha parte, posso levar os alunos em livrarias e lojas bem legais desde que “fora do horário de expediente” técnico… (rsrsrsr) Aconselho também, a ida a concertos e espetáculos de dança (à parte da programação).

Chicago

FIAMFAAM Manual de Chicago

Roteiro de Visitas: Chicago

Espero poder compartilhar nossas experiências, fotos e vídeos nesse espaço todos os dias. Pedirei ajuda a todos os membros do grupo.

NOTA:
Para variar ( é a 2ª vez que isso acontece em 2010) não pude embarcar. Vamos ver o que pode acontecer hoje.

Independentemente do resultado de hoje à noite (no Brasil, tudo é loteria), decidi deixar o post sem aletrações pois a busca de roteiros turísticos especializados em arquitetura, urbanismo, paisagismo e cultura é muito grande. O roteiro criado pela Profª Paula, colegas e alunos é bom e destinado a arquitetos.  Um abraço a todos!
#frustração #impotência

Introdução ao Projeto de Urbanismo: trabalhos finais (2010 – 1º semestre manhã)

OBJETIVOS DA DISCIPLINA

  • Introduzir elementos teóricos e conceituais do projeto urbano.
  • Desenvolver técnicas de observação, desenho e representação gráfica do espaço físico urbano.
  • Iniciar práticas de percepção mais atenta às configurações da cidade por meio das diversas formas de representação: do desenho ao modelo tridimensional, da observação direta à da cartografia e do uso de todos estes elementos para o processo projetual.
  • Estudar as relações visuais entre elementos que compõem o espaço urbano por meio de expressões gráficas e plásticas.
    Desenvolver as primeiras propostas projetuais, com ênfase na percepção e compreensão geral do espaço.

Professoras Responsáveis: Ana Cecília de Arruda Campos, Helena Napoleon Degreas

Relação dos trabalhos apresentados (primeiro semestre de 2010)

Equipe 1
equipe 1 (arquivo em PDF)
Thiago Bagarollo, Talita Guerra, Ieda Maria, Wilson Trega


Equipe 2
Danile Tavares, Renata Pereira, Vania Vendrúsculo, Vivian São Pedro 

projeto completo (PDF)

Equipe 3

Trabalho completo PDF

Equipe 4
Eric Rocha, Danilo Akiyama, Rafael Nogueira, Cristiano Souza
trabalho completo (PDF)

Pedestrian Cities / Quality of Life

Prezados alunos da disciplina de urbanismo (manhã),Decidi deixar postado o artigo que li hoje à tarde pois imagino que seu conteúdos possam ser úteis ao projeto de setor urbano que estamos realizando nessas últimas semanas.Lembrem-se sempre: cidades são construídas pelos e para os seus cidadãos. passeios públicos adequadamente dimensionados, materiais e acabamentos bem utilizados, rampas acessíveis, espaços públicos generosos para com a população fgeram cidades mais gentis, acolhedoras, agradáveis e dignas.No texto, vocês poderão encontrar algumas das soluções adotadas pela cidade de Copenhagen. Próxima aula, conversaremos sobre o assunto e também sobre Jane Jacobs.

 Disponível em: http://newurbanism.org/pedestrian.html
Acesso: 04.05.2010 às 21:22:24

 
Sign up for our free newsletter: NewUrbanism.org   

 

 
 

pedestrian cities

Designing great places for the comfort and enjoyment of the pedestrian is one of the most important aspects of New Urbanism. Taken to the highest level of urbanism, the finest places in the world are cities with entire networks of car-free streets, known as pedestrian cities.   

 

Pedestrian cities are growing in popularity in many top regions around the world. The incredible beauty, enjoyment, and convenience a network of connected pedestrian streets and squares provides to the residents on a daily basis is unsurpassed. Being able to walk to a mix of shops, restaurants, newsstands, coffeehouses and open-air markets within car-free neighborhoods and work centers delivers the highest quality of life, and adds great variety and vitality to an area. Jane Jacobs calls this “an intricate and close-grained diversity of uses that give each other constant mutual support, both economically and socially.” There is a growing demand for entire city districts to be made pedestrian, and directly connected to a train line.

Venice

Venice, Italy is considered the greatest pedestrian city in the world because it contains the largest pedestrian street network completely free of cars. The entire city has no cars operating on its streets. The city is quite dense, yet the most relaxing and pleasant city in the world.

Copenhagen is another of the world’s great pedestrian cities. A recent issue of ‘Metropolis’ magazine talks about Copenhagen and its growing pedestrian street network. Although it’s blessed with certain inherited characteristics – such as a narrow medieval street grid – the city has worked steadily to improve the quality of its street life. In the 40 years since Copenhagen’s main street was turned into a pedestrian thoroughfare, city planners have taken numerous small steps to transform the city from a car-oriented place to a people-friendly one. “In Copenhagen, we have pioneered a method of systematically studying and recording people in the city,” says Jan Gehl, a Danish architect and co-author of ‘Public Spaces-Public Life’, a study on what makes the city’s urban spaces work. “After twenty years of research, we’ve been able to prove that these steps have created four times more public life.” Here is Copenhagen’s program for a more pedestrian-friendly city:

 
COPENHAGEN’S 10-STEP PROGRAM
1. CONVERT STREETS INTO PEDESTRIAN THOROUGHFARESThe city turned its traditional main street, Stroget, into a pedestrian thoroughfare in 1962. In succeeding decades they gradually added more pedestrian-only streets, linking them to pedestrian-priority streets, where walkers and cyclists have right-of-way but cars are allowed at low speeds.2. REDUCE TRAFFIC AND PARKING GRADUALLYTo keep traffic volume stable, the city reduced the number of cars in the city center by eliminating parking spaces at a rate of 2-3 percent per year. Between 1986 and 1996 the city eliminated about 600 spaces.

3. TURN PARKING LOTS INTO PUBLIC SQUARES

The act of creating pedestrian streets freed up parking lots, enabling the city to transform them into public squares.

4. KEEP SCALE DENSE AND LOW

Low-rise, densely spaced buildings allow breezes to pass over them, making the city center milder and less windy than the rest of Copenhagen.

5. HONOR THE HUMAN SCALE

The city’s modest scale and street grid make walking a pleasant experience; its historic buildings, with their stoops, awnings, and doorways, provide people with impromptu places to stand and sit.

6. POPULATE THE CORE

More than 6,800 residents now live in the city center. They’ve eliminated their dependence on cars, and at night their lighted windows give visiting pedestrians a feeling of safety.

7. ENCOURAGE STUDENT LIVING

Students who commute to school on bicycles don’t add to traffic congestion; on the contrary, their active presence, day and night, animates the city.

8. ADAPT THE CITYSCAPE TO CHANGING SEASONS

Outdoor cafes, public squares, and street performers attract thousands in the summer; skating rinks, heated benches, and gaslit heaters on street corners make winters in the city center enjoyable.

9. PROMOTE CYCLING AS A MAJOR MODE OF TRANSPORTATION

The city established new bike lanes and extended existing ones. They placed bike crossings – using space freed up by the elimination of parking – near intersections. Currently 34 percent of Copenhageners who work in the city bicycle to their jobs.

10. MAKE BICYCLES AVAILABLE

The city introduced the City Bike system in 1995, which allows anyone to borrow a bike from stands around the city for a small coin deposit. When finished, they simply leave them at any one of the 110 bike stands located around the city center and their money is refunded.

For more information, check out  New City Spaces  by Jan Gehl

Introdução ao Projeto de Urbanismo: trabalhos acadêmicos

QUAPA SEL cidades brasileiras: acervo particular

QUAPA-SEL cidades acervo particular

QUAPA-SEL cidades acervo particular

OBJETIVOS DA DISCIPLINA

  • Introduzir elementos teóricos e conceituais do projeto urbano.
  • Desenvolver técnicas de observação, desenho e representação gráfica do espaço físico urbano.
  • Iniciar práticas de percepção mais atenta às configurações da cidade por meio das diversas formas de representação: do desenho ao modelo tridimensional, da observação direta à da cartografia e do uso de todos estes elementos para o processo projetual.
  • Estudar as relações visuais entre elementos que compõem o espaço urbano por meio de expressões gráficas e plásticas.
    Desenvolver as primeiras propostas projetuais, com ênfase na percepção e compreensão geral do espaço.

Relação dos trabalhos apresentados durante os seminários de entrega em 23 e 24.11.2009

Rafael Rambaldi, Victor Furriel , Éder Ferreira, André Spadari, Leonardo Lopes

Denise Marcicano, Kamyla Freitas, Luiz Augusto Gaibina , Marília Zocca , Vital Gaspar

Barbara Ramos, Thássia Teixeira, Fernando Varella

Núria da Cruz Louzada, Herbert Valkinir, Lincoln da Cruz , Luigi Rinaldi

Ricardo Cipolla de Andrade, Moisés Gaulês de Freitas, Ana Paula Oribe Petri

Elisabeth de São Pedro, Jéssica Inácio da Silva, Susan

Bruna, Kelly, Natália, Natalie, Rosangela

Laisla Quemel Alves, Maria Alice Silva, Giuliana, Natasha

Ana Verônica N. Cruz, Anahy Maia, Luiz Henrique, Marcelo Marinho

Caio, Felipe, Marjory, Nádia, Anderson

O bom e velho Graffiti: essa é para o Kassab

Não resisti.
Enquanto passeava com a Nina ( a da foto no post logo abaixo), minha cadelinha hoje pela manhã, vi esse grafite estampado num bom e velho suporte urbano (nada das frescuras existentes no ar climatizado de um museu): uma parede de um equipamento da telefônica (não tenho certeza) logo na esquina da Rebouças com a Capote Valente. O tema é bastante contemporâneo e é assim que me sinto ao pagar impostos em São Paulo. Pago caro para viver aqui e ser tão maltratada: educação ruim, saúde idem, sujeira pelas ruas (levei outro dia meus alunos para uma visita técnica no centro de São Paulo e quase vomitei (desculpem a palavra mas não encontrei outra mais adequada ou elegante para expressar o que senti) com o cheiro de urina e com as fezes humanas espalhadas nos passeios públicos. Bom, acho que não preciso ir além. Sonho com o dia em que teremos homens públicos com visão/gestão da “Res Publica” profissionais. Leia-se vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e presidente!
abçs de uma cidadã envergonhada e infeliz

O bom e velho graffiti: autor desconhecido (para mim). Localizado quase na esquina da Capote Valente com a Rebouças