Representações gráficas para paisagismo: algumas sugestões

Nesta semana, vocês desenvolveram planos de massa utilizando oelementos vegetais na comosição de espaços livres – ou ainda, como vocês carinhosamente chamas, as maquetes de algodão. O próximo post será dedicado apenas a elas, ok:

Na aula passada, pedimos a vocês que representassem o que estavam vendo nas maquetes na forma de plantas (com legendas), cortes, elevações e croquis. Como sugestão, pedimos que vocês encontrem os trabalhos que fizeram nas disciplinas de Desenho Técnico com a Profª Alessandra, lembram-se dela? Pois é. A hora é agora. Apliquem nos desenhos.

Outras sugestões de desenho encontram-se aqui, no conjunto de slides que as professoras Kátia Lulli e Fabíola Bernardes prepararam para vocês.

Em tempo: as ilustrações foram retiradas destes três livros (que estão na bilbioteca), a saber:

ABBUD, Benedito. Criando Paisagens. São Paulo: Senac, 2006. MASCARÓ, Juan Luis. Loteamentos Urbanos. Porto Alegre: Editora Masquatro, 2005. REID, Grant W. Landscape graphics. New York, Whitney Library of Design, 1987.

Deixo aqui também uma aula em ppp realizada pelo Prof. Dr. Silvio Soares Macedo (FAUUSP – Quadro do Paisagismo no Brasil) que  fala sobre a importância das formas de representação das idéias para as discipçinas de paisagismo.

Plano de massas: a vegetação construindo espaços

DISCIPLINA: Introdução ao projeto de paisagismo
Exercício 1
Tema: Os alunos deverão elaborar, por meio do uso da vegetação e da construção de planos de teto, parede e piso, um conjunto de espaços estáticos e dinâmicos. A maquete deverá conter: um espaço grande, um médio, um pequeno, um referencial visual local, um caminho principal, um secundário e vários de caráter local.
Objetivo: estruturação de um espaço livre por meio da utilização do elemento vegetal.
Método:
Aula expositiva do professor Elaboração de maquete Elaboração de desenho representando o exercício tridimensional elaborado na maquete.
Materiais:
– uma prancha de isopor 0.50 x 1.00 – algodão (um pacote na cor branca) – palitos de madeira (churrasco, dentes, etc.) – estilete Equipes: 4 alunos
Tempo de duração: 3 aulas
Etapas de entrega:
Escala: 1:200
Avaliação: Cada equipe tem 15 minutos para expor o seu trabalho na forma de seminário e apresentação contendo material audiovisual e maquete. Cada equipe terá o prazo de 03 horas para elaborar por meio de maquete e de um modo gráfico suas idéias, sendo que ao final do tempo, os trabalhos serão expostos e interpretados pelo coletivo da classe.Além da apresentação oral, o grupo deverá encaminhar ao professor, um arquivo da apresentação em PowerPoint e pranchas com os respectivos desenhos em planta, com elevações e croquis.

Turma (2ª / matutino):

Ingrid R. Strapasson (5578361) e Cecília B. de Lima (4310609)\
Trabalho completo

Débora Cristina Rodrigues (5537343) e José Eduardo Taveira (5604803)
Trabalho completo

Beatriz Shinohara (5506946) e Sarah Paulert (5222700)
Trabalho completo

Daniel Prudente (5466734) e Gisele Doreto Silva (5565921)
Trabalho completo

Elivânia Viana e Jamily Alves
Trabalho completo

Alyne Viso e Jéssica Mayana
Trabalho completo

Eldiene ALves (5330860), Veronice Ferreira (5247152) e Mércia Cavalo
Trabalho completo

(faltam plantas)

Ana Paula Devide (5473458) e Bruna Mota (5460030)

Trabalho completo


Giovana Galvão
e Simone Dias
Trabalho completo

Elizete e Carolina
(falta ppp)

Cassia C. S. C. e Aline Steivano
(não entregou)

Bruna Biano e Florenece Arruda
(não entregou)

Guilherme Melo e Johnny Man
(não entregou)

Beatriz e Denis
(não entregou)


Turma: noturno

Danielle Novaes, Rayja Parrila, Thiago Marques

Trabalho completo

Marcos Cardoso, Natasha Leonello e Rafael Capitanio

Trabalho completo

Cynthia Froes, Ingrid Carlini, Priscilla Proetti e Thaís Lovato
Trabalho completo

Pollyanna Inocêncio, Natália Carvalho e Mauricio

Trabalho completo

Lorran FernandesMônica Mello Takase, Rodrigo Carneiro, Thiago Henrique

Trabalho completo

Sharly Ribeiro, Talita S. A.

Trabalho completo

Eliana Morais e Simone

Trabalho completo

Ricardo Bueno Arnoldi e Alessandro Fonseca, Ana Lima
Trabalho completo

Thalita Mencarelli, Tatiana de Jesus, Tercília Cruz

Trabalho completo

Publicado em 07/03/2011 por auladepaisagismo

Programa de Paisagismo: 2011 – 1º semestre

Praça Manoel da Cruz: Campo Grande

Bem vindos a disciplina de introdução ao paisagismo do curso de arquitetura e urbanismo! Meu nome é Helena Degreas e sou a professora responsável pela turma da manhã. Ao longo deste semestre, trataremos dos espaços livres de edificação com enfoque em um tipo de espaço público bastante conhecido de vocês: a praça e seu entorno.

Lembrem-se que TODO arquiteto é um paisagista por natureza e que a atribuição profissional está vinculada ao nosso registro profissional – CREA. Isto quer dizer que apenas arquitetos e urbanistas podem desenvolver projetos de paisagismo. Os demais, não podem.

Retomaremos o assunto inúmeras vezes ao longo do semestre. por enquanto, deixo no post o programa da disciplina e o exercícios que vocês deverão realizar ao longo das próximas 20 aulas.

Praça Afonso Botelho em Curitiba

EMENTA

Estudo das formas de organizar e produzir o espaço urbano; estudo das formas de organizar e produzir os espaços livres de edificação; projeto integrado de desenho urbano, arquitetura e paisagismo em escala local; fundamentos conceituais e metodológicos.

OBJETIVOS DA DISCIPLINA

Introduzir elementos teóricos e conceituais do projeto de paisagismo; Aprender métodos de análise, diagnóstico e proposição de espaços livres; Desenvolver técnicas de desenho e representação gráfica do projeto de paisagismo; Introduzir o aluno no universo das práticas paisagísticas

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

O espaço livre enquanto universo de projeto: tipologias; Elemento vegetal como instrumento de projeto; Programa de atividades; Condicionantes de projeto (orientação solar, vistas e entorno, morfologia do relevo, vegetação existente, ventos e ruídos) ; Zoneamento espacial e funcional, Plano de massas, estudo preliminar e pré-projeto.
Representação gráfica; Linguagens de projeto: estudos de caso com arquitetos paisagistas

METODOLOGIA DE ENSINO

Serão adotados aulas expositivas, seminários, debates e visitas técnicas, dando-se ênfase às práticas monitoradas e constantes de ateliê, caracterizadas por exercícios de investigação gráfica assistida, buscando-se alcançar a aplicabilidade prática dos conteúdos apresentados e discutidos em campo e em classe:

1. Desenvolvimento de projetos assistidos por atendimentos em grupo;

2. Organização de seminários para análise e debate comuns de modo a facilitar e estimular o intercâmbio entre os alunos;

3. Apresentação de projetos para debate de métodos e conteúdos, visando o estabelecimento de critérios de avaliação, análise e trabalho;

4. Aulas expositivas abordando conceitos e temas relacionados ao conjunto de propostas desenvolvidas e debatidas pela classe;

5. Seminários de apresentação e debate dos trabalhos individuais em desenvolvimento pelos alunos em cada uma das suas etapas;

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

As avaliações serão realizadas a partir da entrega de exercícios, da participação e do material apresentado nos seminários. Essas avaliações levarão em conta tanto a participação ativa e o interesse individual do aluno quanto o resultado de sua aprendizagem, avaliada através dos trabalhos e tarefas apresentados no transcorrer do semestre, na conceituação do tema e projeto, na contextualização da proposta e no nível de desenvolvimento e representação do anteprojeto.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

ABBUD, B. Criando paisagens: Guia de Trabalho em Arquitetura Paisagística. São Paulo, SENAC, 2006.

ALEX, Sun. Projeto de Praça. São Paulo: SENAC, 2008.

NIEMEYER, C. A. da Costa. Parques infantis de São Paulo, São Paulo: ANNABLUME, 2002.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BERTAUSKY, Toni. Plan Graphics For The Landscape Designer. New York: Prentice Hall, 2006
GEHL, L. & GEMZOE, L. Novos espaços urbanos. Barcelona, Gustavo Gili, 2001.
Paisagem e Ambiente: ensaios / USP/ Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, n. 1– São Paulo: FAUUSP, 1986
MACEDO, S.S. Quadro do paisagismo no Brasil. São Paulo, EDUSP, 1999.
MACEDO, S.S. & ROBBA, F. Praças brasileiras. São Paulo, EDUSP, 2002.
MACEDO, S.S. & SAKATA, F. Parques urbanos no Brasil. São Paulo, EDUSP, 2002.
MOTLOCH, John L. Introduction to landscape design. New York: John Wiley Professio , 2000 . http://migre.me/fSAH
SIQUEIRA, V. B. Burle Marx. São Paulo, Cosac e Naify, 2001.

ENDEREÇOS ELETRÔNICOS

https://helenadegreas.wordpress.com
http://auladepaisagismo.wordpress.com
http://winweb.redealuno.usp.br/quapa/

acervo QUAPASEL

Praça da Sé (Salvador)

Recado:
Se vocês quiserem conhecer os trabalhos (sobre parques) realizados pelos alunos dos semestres anteriores entrem em:
Turma do 2º 2010

exercício 1 : Plano de massas com uso de vegetação (vejam o facebook dos colegas e comentem…)

exercício 2

exercício 3

exercício 4

cronograma de aulas e entregas (preliminar)

The Transformation of NYC’s Madison Square by
Clarence Eckerson, Jr. on February 12, 2009

praças & parques: algumas regrinhas e diretrizes para um bom projeto

Queridíssimos alunos,

Desculpem a inserção da tabela, mas simplesmente coloquei nesta telinha o que coloquei no quadro de giz lá na sala de aula semana passada. Prometo que ao longo dos próximos dias, arrumo a tal “coisa”.

Praça Parque
Inserção urbana A praça é completamente dependente do lugar onde está inserida. Ao projetar, identifique as principais circulações de pedestres. Destes entroncamentos e cruzamentos de pessoas surge a possibilidade do encontro casual e espontâneo. Praça é gente se encontrando. Para os parques, o entroncamento ou cruzamento de pessoas não é essencial. Ele não depende da inserção urbana para existir. Pode-se ir à pé, de carro, de transporte público, de bicicleta… Pode estar inserido em áreas densamente construídas, ocupadas ou distante de tudo isso.
Acesso/ingresso Espaço que compõe e interage com outros espaços públicos  e com as edificações que estão em seu entorno. Significa que calçadas, ruas e prédios lindeiros devem associar-se ou ainda interagir visualmente e fisicamente de forma contínua contextualizando o lugar, dando-lhe forma e significado. Espaço cujo ingresso ou acesso é determinado por entradas controladas ou ainda determinadas por projeto. Trata-se de circulações (principais e secundárias) que definem os passeios de pedestres e as eventuais circulações de automóveis de passeio e ou serviços e que podem levar aos equipamentos, edificações principais, estares e aos estacionamentos como exemplo.
Atividades Lugar das práticas sociais públicas com finalidades diversas: comerciais, políticas, culturais, religiosas, sociais, recreativas entre outras. A construção de edifícios não é recomendada. Conjunto de atividades relacionadas às diversas categorias de um parque. Ele pode ser completamente vegetado e destinar-se a preservação de uma floresta natural, pode ser completamente artificial se for um parque de recreação ativa como Disney World, etc. O tema e o contexto em que se insere serão responsáveis pelo desenvolvimento do programa de atividades e por conseqüência  dos espaços que você irá projetar. Infraestrutura como banheiros, área administrativa, local para guarda de equipamentos, segurança, etc., são sempre obrigatórios. Na wiki que vocês criaram, é possível observar a imensa quantidade de tipos e categoria espaciais do parque. Mais em http://migre.me/2poP7 

 

Modelagem do terreno Depende. Como a praça de apresentar uma continuidade entre todos os espaços livres e logradouros que se encontram em seu entorno, o terreno deverá ser modelado para que esta conexão possa ser realizada de forma direta e respeitando-se as condições de acessibilidade da norma NBR9050. Não necessariamente. A não ser que seja um parque temático focado em recreação ativa, parque cultural, etc., os parques mantém em muitos casos as características naturais do terreno. Isso que dizer que movimentações de terra são desnecessárias em alguns casos  e podem em determinadas situações remover as camadas superficiais de solo prejudicando, a fauna, a flora e a também a qualidade das águas (nascentes, córregos, riachos) existentes no local.
Cercas Não pode: praça é lugar que deve integrar-se à cidade e permitir livre acesso. Depende: se for um local onde o acesso é restrito (Hoppi Hari, Wet and Wild, por exemplo) ou pode oferecer algum tipo de perigo para a fauna existente, os cercamentos podem ocorrer.
Percepção do entorno Nas praças o contexto é percebido ou seja, tudo que está ao redor do lugar é visto por seus usuários. Prédios, monumentos, avenidas, calçadas, etc. De dentro, vejo tudo o que está ao meu redor. Todas as atividades da praça dependem da circulação das pessoas e do que acontece na cidade. Não necessariamente. A proposta do parque nos remetem à situações descontextualizadas do urbano. Ou seja, os ambientes projetados independem das atividades que acontecem lá fora do parque. De dentro não vejo e não sei de nada do que ocorre ao meu redor. Os ambientes internos relacionam-se com o programa de atividades proposto para o parque. As circulações de pedestres e automóveis destinam-se a orientar as pessoas levando-as de um espaço para outro.
Edificações Não tem. As edificações por ventura existentes devem relacionar-se à praça como, por exemplo: O adro que fica em frente ás igrejas, ou ainda, o terreno (praça) que pode ficar em frente a um prédio público (casa de Câmara e Cadeia), etc. Podem existir e relacionar-se à administração, sanitários e às atividades vinculadas ao programa de atividades do parque.  Um parque zoológico deve conter desde edificações que simulem os ambientes naturais dos animais até lanchonetes, restaurantes, aquários e museus.
Vegetação Depende. Se necessária a colocação ela é o elemento secundário do projeto. Pisos devem predominar. Maior área impermeável. Depende. Se não for parque temático cultural ou de recreação ativa, a vegetação é o elemento estruturador dos ambientes projetados e deve predominar.  Maior área permeável.
Água Depende. Ela é elemento secundário que colabora na organização espacial dos ambientes propostos orientando não só visuais internas e externas como também colaborando na organização de circulações. É tratada como espelho d água. Nada de “nascentes”… Se não for um parque temático como o Wet ‘d Wild que usa a água como elemento estruturador dos espaços e de todas as atividades do local, as água pode ser tratada como elemento natural (mantêm-se as nascentes, exploram-se os riachos, córregos, eventuais lagos, etc.) sem maiores intervenções construtivas como pode ser construído “à maneira natural “ imitando-se elementos pictóricos franceses clássicos, ou italianos e românticos…
Mobiliários Depende. Predominam locais para assento e sombreamento esporadicamente. Vinculados ao programa de atividades do parque. Bancos, caramanchões, quadras, etc.
Iluminação Sempre. Por se tratar de área urbana, sugere-se especial atenção á iluminação noturna vinculada não só às calçadas e passeios laterais como também ao pedestre em toda a sua área interna. Depende. Reservas florestais, por exemplo, não necessitam de iluminação interna.  Por outro lado parques culturais como o La Villete (Paris) são projetos que demandam uma  Arquitetura de Luz, pois dela dependem para a sua existência e uso.

Praça do Esportista: Parque Linear Cabuçu de Cima (Jaçanã)

A partir de um acordo de cooperação técnica celebrado entre o Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário FIAM-FAAM e a Subprefeitura Jaçanã-Tremembé, esta proposta estudantil faz parte de um conjunto de projetos que deverão compor o Parque Linear Cabuçu de Cima.

Cliente:  Subprefeitura Jaçanã
Local:    Parque Linear Cabuçu de Cima
Alunos: Mariana Montelli (msmontelli@gmail.com)
               Nadia Bigliassi (nadiabigliassi@hotmail.com)
Tutor:   Drª Helena Degreas

Prancha de implantação 

Prancha de cortes

Caderno de estudo – Praça do Esportista